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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Palavras finais

S PROFECIAS DO DR. FRITZ
Observe este artigo da Revista Destino, nº 66/94, pág. 4.
“Além de realizar curas milagrosas, com a ajuda de seres extraterrestres, o espírito do Dr. Fritz faz revelações impressionantes, que vão marcar a passagem para a Nova Era.
“Há quase dez anos, o espírito do Dr. Fritz, um médico alemão que morreu em 1918, realiza curas fantásticas por meio do pintor de paredes João Perez... mais que esses milagres, o que chama a atenção no trabalho realizado pelo Dr. Fritz são as mensagens que transmite nas suas palestras. Nelas, esse mensageiro do astral afirma que a Terra vai passar por mudanças climáticas, numa espécie de purificação necessária para a construção de um mundo novo, no qual a violência e o medo não terão lugar... as curas serão feitas sem instrumentos cortantes, apenas com energia de seres de luz e Et’s... de acordo com o Dr. Fritz já existe uma nave-laboratório instalada a 4 mil metros acima (da Terra) e, sob ela, há uma pirâmide de cristal transparente. Esta nave projeta energia para a pirâmide, que por sua vez, emite raios capazes de curar qualquer tipo de enfermidade. O médico explica que, por estar numa dimensão diferente da nossa, esses objetos só podem ser vistos por pessoas sensitivas.
“O Dr. Fritz afirma que os seres que estão por trás destas naves viveram um processo semelhante ao nosso, e também obtiveram ajuda de habitantes de outros planetas.
“E a ajuda que recebemos deles é necessária porque a Terra está vivendo um momento de transmutação, o final de um ciclo. Por isso, além de proporcionar alívio físico aos doentes, ele procura utilizar as curas como um instrumento para modificar o modo de pensar das pessoas... De acordo com o médico, esses seres vão reencarnar em outro planeta, ainda desconhecido, onde ficarão por mil anos.
“Quando há muitas pessoas para serem atendidas, o Dr. Fritz atua no chacra cardíaco de cada paciente, uma forma de tratamento que age sobre doenças de qualquer parte do corpo. Em situações especiais, quando for necessário um atendimento em massa, será possível medicar as pessoas sem nem mesmo tocar nelas, apenas com a ajuda dos extraterrestres. Quanto ao tempo de cura, ele varia de pessoa para pessoa: para umas, a cura ocorre instantaneamente; para outras, demora algum tempo. E há também aquelas que não conseguem ser curadas, por terem um débito cármico a resgatar.”
Amados, vivemos em um momento histórico. Deus está Se antecipando para que Sua Igreja avance vitoriosamente. Derrubando muros e rasgando cortinas de ferro, acabando com os “aparteides” seculares, abrindo caminho para a vitória final. Pense bem: Quem poderia imaginar que o “Kremlim” se tornasse um Centro Evangelístico, onde Cristo é exaltado como o Salvador? Logo, muito breve, o conflito final se dará, e, então, prepare-se: Você verá tantas maravilhas que só não se deixará enganar se estiver firmado em toda a Verdade de Deus. Aleluia
A medicina avança modernizando equipamentos e descobrindo drogas potentes para a cura que, efetivamente, aumenta a longevidade do ser humano. Todavia, os governos não priorizando a saúde deixam o povo a mercê de sua própria sorte.
Quando faltar o pão, nem a religião dará jeito. Conflitos e revoltas explodirão. Amargura, tristeza, decepção e doenças, especialmente de fundo neurológico, causadas pela carência total, tornarão as pessoas sensíves aos “ventos de doutrinas”. Então Lúcifer sabe, definitivamente, que chegou a hora de ceifar. Afinal, um povo sofrido, relegado à própria sorte, não quer saber de onde venha a solução de seus problemas. Por isso, Lúcifer fará das curas “...um instrumento para modificar o pensamento das pessoas”, como ele mesmo garantiu ao Dr. Fritz.
Descrer que Lúcifer não realiza curas, e, curas sobrenaturais é recusar a luz do Sol ao meio-dia. Há contundentes relatos bíblicos que provam sua tremenda ca-pacidade pela – hipnose, persuasão, mentira, engodo e fraude, realizar curas, milagres, sinais e maravilhas. Confira na Bíblia:
“A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios de mentira.” II Tes. 2:9.
“E não é maravilha, porque o próprio Satanás, se transfigura em anjo de luz.”
II Cor. 11:14. “E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do Céu à terra, à vista dos homens.” Apoc. 13:13.
“E Faraó também chamou os sábios e encantadores e os magos do Egito fizeram o mesmo com seus encantamentos...” Êxo. 7:11-12.
“Porém os magos do Egito também fizeram o mesmo com seus encantamentos: de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.” Êxo. 7:22.
“Então saiu Satanás da presença do Senhor, e feriu à Jó de tumores malígnos, desde a planta do pé ao alto da cabeça.” Jó 2:7. (Se o diabo põe a doença, pode tira-lá!)
“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” Mat. 24:24. Logo, muito em breve, as curas, milagres, sinais e maravilhas de Satanás deixarão de existir para dar espaço aos milagres, curas, sinais e maravilhas de Deus, definitivamente. A contrafação luciferiana cairá impotente diante da majestade de Deus. Para o fim, será um passo rápido. Aleluia.
Cabe a nós, amados, como representantes do Céu, baluartes da Verdade, viver uma vida consagrada, santa e separada. Coloquemo-nos no altar Divino para que, revestidos do poder do Espírito Santo, sejamos os instrumentos que Deus usará para Se revelar ao mundo neste momento final. A vitória é nossa pelo Sangue de Jesus. Amém. Glória a Deus!








Texto complementar 2 :
Eu ainda era muito jovem quando me disseram que precisava ter o “dom de línguas”… era uma obsessão de muitos/as de nossa comunidade naquele tempo… lembro-me de que as pessoas se reuniam para buscar esse dom… oravam, se ajoelhavam, choravam… mas muitas frustrações também encontravam lugar na emoção daqueles/as irmãos/ãs!
Quando amadureci na fé e na vida, entendi que existiam questões mais emergentes como referencial cristão… o dom de se relacionar, o dom de respeitar, o dom de apoiar… também conheci muitos/as que falavam línguas que eu não conhecia… do desamor, da intolerância, do desafeto… mas insistiam que dominavam o “idioma dos anjos”.
Hoje, como pastor, tendo ciência da Glossolalia, continuo a mesma reflexão que tinha na época de adolescência… qual a língua dos anjos? O que eles falam? qual seu vocabulário?… seu tom de voz, sua mensagem?
Acredito que esta linguagem angelical tenha seus mistérios… mas podemos divagar sobre alguns de seus desdobramentos.
Quero crer que ela não traga o propósito exclusivista de deixar alguém de fora da conversa… os anjos são amistosos, pacíficos, compreensivos… não se furtariam a nenhuma tendência ou pensamento… dialogariam com os desiguais… imagina? Uma língua compreendida pelas diferenças de protestantes, católicos, tradicionais, pentecostais, progressistas?
Ou não… será que haveria um código com imposições e restrições na linguagem celeste, uma senha de poucos/as escolhidos/as por mérito ou espiritualidade?
Haveria essa língua capaz de transcender os limites da diferença… de ser ouvida, entendida, aceita… inteligível o suficiente para encontrar eco, reestruturar significados, desfazer desavenças, disputas, reorganizar sentimentos e mudar sentidos?
Se é que o idioma do céu tem sido falado na terra, onde está sua diferença… apesar de ser estranho, dissonante em nossos ouvidos, ele não deveria dizer alguma coisa, alguma novidade, gerar algum fruto em nossa vida?
Ou nós é que não temos tido a capacidade de traduzir, de decifrar suas mensagens e desafios? Será que temos falado idiomas diversos e divergentes do que se fala na Glória de Deus?
Onde estão os vocábulos da unidade, as consoantes da harmonia, as trovas da compreensão… os parágrafos da tolerância, os pontos do respeito, as frases da igualdade?
Lembro-me novamente dos tempos de adolescência de quando insistiam comigo que precisava falar a língua dos anjos… e penso que realmente devo buscar esse aprendizado… mas a língua que quero falar, e que imagino ser de fato a que deva ser falada por ministros/as de Deus, tem que ser audível e compreensível a todos/as… não pode estar fechada em redutos… mas harmoniosa e pacífica, consoladora, unificadora, conciliadora, edificante e desafiante, terna, amável.
Quero falar a língua dos anjos… desde que minhas palavras se traduzam em bênçãos para os homens e mulheres a quem fale… desde que nela hajam mensagens de entendimento, amor, arrependimento, Graça, salvação.
Que o Senhor do céu nos ajude a falar, a sentir e a ouvir as doces palavras que saem dos lábios dos anjos e que essas palavras inspirem nossas vidas!
Na graça e na paz,










Comentários
Muito inspiradas e inspiradoras suas palavras, com as quais faço eco. Certamente para que haja conciliação e entendimento, é preciso que haja muitas línguas diferentes, mas que sejam capazes de dar e de fazer entender, a mesma mensagem.
Penso eu, que a lingua dos Anjos não é uma lingua que tenha que ser compreendida por nós, pois esta é uma conversa entre o Esperito Santo e Deus e não conosco. este dialogo que eles tem pode sim nos trazer uma mensagem porem em forma de uma visão, ou melhor, imagens que podem ser para nós ou para outra pessoa, no entanto essas imagens só serão decifradas se a pessoa que as receber estiver preparada para transmiti-la ou no caso, recebe-la. Para se alcançar algo devemos nos dedicar ao maximo em orações, jejum, renuncia, praticar a palavra, adore ao Senhor que ele lhe abençoará.
Eu sou evangélica da assembléia de Deus em aldeia da prata-Manilha -Itaboraí. Gosto muito de ler a bíblia. As vezes ñ entendo porque as pessoas julgam dizendo muitas vezes que quem ñ recebeu o dom de falar línguas está em pecado. E o que é realmente as línguas dos anjos?Quando fui batizada eu recebi o dom de línguas;só que percebi que comecei falar castelino e outras que eu mesma ñ compreendia.Por favor me explique o que é falar línguas de anjos?A paz do Senhor Jesus!Amém!
Na Biblia, todas as vezes que um anjo falou com alguem, ele falou na lingua da pessoa. Ex: com agar, com Abraão, com Jacó, José, Maria etc.E hove entendimento entre eles, porque agora falar uma (suposta)lingua que uma das partes não entende?.
Eu preciso de mais esclarecimento, mas estou disconfiado que seja uma fraude.
Olá meus amados!!!!
Eu sou Evangélico e tenho sofrido muito na minha Igreja por eu debater sobre este Dom de Lingua,
eu fui da Ronovação Carismática Católivca Durante 6 Anos, Fui seminarista, lá eu falava na “lingua dos Anjos”, Profetizava, Derrubava gente, enfim, tudo que se faz na igreja evangélica nos nossos dias.
Mas hoje eu ñ faço mais nada disso por que descombri que a lingua dos anjos mencionado por Paulo foi uma comparação com o amor, assim ele disse: “Ainda que eu falasse… Ainda!!!!!!!!!Impótese
E outra a variedades de linguas se refere a idiomas e não a este balbuciar junto com êstase que estão nos nossos dias hoje!!!
Veja no capitulo 2 de atos dos apóstolos..
Todos falavam na lingua daqueles povovs que lá se encontravam proclamando as maravilhas de Deus na lingua deles.
Concordam!!!!!!!!!!!
Muito bem.
Espero poder ajudado em alguma coisa
Por favor leia o capilo 14 de I Corintios e vamos ver lá que o Dom de variedades de linguas é para ser direcionada a santificação da igreja(aos Irmãos) e não a Deus como querem que a gente acredite
e mais tem que haver intérprete caso contrário cale-se.
A PAz de Jeseus a Todos.
Joneslei Martins De Barros! Paz do Senhor.
Creio no Dom de Liguas, e entendo que e´algo dado por Deus aos homens que creem em Jesus, para o sua edificação pessoal, onde o crente fala em mistérios com Deus, gerando mais intimidade, fortalecimento, ainda que a priore voce( sua mente não compreenda) pois é seu espirito falando com Deus, e Deus te respondendo, quer através de seu Santo Espirito, ou através de seus espiritos ministradores(anjos). E depois haverá uma compreensão, discernimento, intimo do que Deus te revelou, através deste diologo, quer seja uma idéia, estrategia, canticos, sermões, paz, conforto, exortação, creio que a finalidade da Lingua é essa, pois Deus não nos daria algo banal, tudo que Deus faz é para um fim proveitoso.
O desafio é deixar as coisas de crianças, pois o homem em sua liberdade de escolha, pode fazer uso indevido das dadivas de Deus, e colherá o fruto do que está semeando. O dom de lingusa não e jamais será termometro de espiritualidade, ou indicador de santidade, esse seria o Fruto DO ESPIRITO descrito em Galatas, ou seja o AMOR, em sua varias faces, a Paz, a alegria, o dominio proprio, mansidão, benignidade, bondade, esse o caracter de Deus gerado em nós, a obra paralela, e distinta que o Espirito faz em nós. Prefiro ser reconhecido pelo amor de Deus, que pelos dons, mas exorto que os dons são necessários, todos eles, e devemos buscar com zelo os melhores, os dons em si são para o serviço, e não para exaltação, para alto promoção.
Busquemos em amor e humildade os dons de Deus para nós.

Fonte : http://revnilsonjr.wordpress.com/2007/03/23/a-lingua-dos-anjos/










Mais estudo sobre o assunto
O DOM DE LÍNGUAS
I CO 13
O assunto deste estudo bíblico é “O Dom de Línguas”. Está baseado na primeira epístola de Paulo aos Coríntios, capítulos 13 e 14.
v. 1 “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
v. 2 E ainda que eu tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
v. 3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
v. 4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
v. 5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
v. 6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
v. 7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
v. 8 O amor nunca falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
v. 9 Porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
v. 10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
v. 11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
v. 12 Porque agora vemos como por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
v. 13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”
O Dom de Línguas!
Primeiro se pergunta: que vem a ser tais línguas? Serão um ruído estranho que ninguém entende? O que é uma língua? Língua, alguém disse bem, é idioma; é sistema de palavras que exprimem pensamentos falados por um certo povo. Língua = idioma. Exemplos de línguas: o Inglês, o Alemão, o Português, o Chinês, o Árabe, o Latim. O latim, hoje, não é falado por um determinado povo; é uma língua antiga, arcaica. Mas não deixa de ser uma língua. É um sistema de palavras que exprimem pensamentos; sistema falado por um certo povo. Isso é língua. Tudo o que sai da boca em matéria de barulho é língua? Há gente que não sabe o que é uma língua! A razão porque muitos interpretam mal o “Dom de Línguas” é porque não sabem nem o que significa uma língua.
No dia de Pentecostes, Deus manifestou a presença do Espírito Santo através de milagre verdadeiro. Falaram-se línguas. Não se fez barulho incompreensível. Falaram-se línguas, idiomas.
strong>Quereis ver? Atos 2:6-11.
v. 6. “E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
v. 7. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando?
v. 8. Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
v. 9. Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotamia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia,
v. 10. E Frigia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,
v. 11. Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.”
(Edição Corrigida e Revisada, Fiel ao Texto Original, versão da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil).
O que se fez no Pentecostes foi falar línguas. Línguas estrangeiras ou estranhas. A palavra “estranha” pode ter dois sentidos. Ela pode ter o sentido de “esquisito” e ela pode ter o sentido de “estrangeiro”. E muita gente pega o sentido errado da palavra. Acha que língua estranha tem que ser esquisita, indecifrável, não conhecida por qualquer povo ou nação.
É que o assunto da Bíblia é de línguas estrangeiras. “Línguas estranhas” na Bíblia são estrangeiras, línguas exteriores, de outros países. Não são línguas esquisitas, nem falsos idiomas, mas línguas verdadeiras, faladas por algum povo. Não são línguas de anjos. Não tome isso como uma coisa esquisita.
Paulo diz o “amor nunca falha” (I Cor. 13:8). “O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;”
Interessantes as coisas que Paulo menciona como sendo temporárias, que vão desaparecer, que vão cessar. Ele coloca juntas três coisas que cessarão: línguas, profecias e ciência.
“Ciência” aqui deve ser entendida, não como o que entendemos hoje por ciência, ciência humana, ciência natural. Não. “Ciência” é sinônimo de “conhecimento”. É um dom do Espírito Santo, dom de um conhecimento sobrenatural. Aqui não se diz que a “ciência” vai cessar no sentido atual da palavra ciência. Pelo contrário, Daniel diz, neste sentido, que a ciência se multiplicará. Não está Paulo falando de ciências físicas ou naturais. Não está falando dos conhecimentos tecnológicos do mundo. Estes estão se multiplicando, não estão cessando. Aqui “ciência” é um dom sobrenatural de conhecer verdades que o Espírito Santo revela. Em outras palavras, aqui entram revelações, revelações especiais de Deus. E os três dons iriam cessar, disse Paulo, línguas, ciência e profecias.
A última profecia que eu encontro nas páginas da Bíblia é o Apocalipse. As profecias da Bíblia com o Apocalipse já são suficientes como revelação profética de Deus para o mundo. O Apocalipse fala do que está para acontecer; fala da grande tribulação que há de vir; do milênio, quando Cristo vai reinar durante mil anos sobre o planeta; fala dos novos céus e da nova terra; fala da eternidade. Não deixa margem para mais nada, além da Bíblia, que diz respeito ao futuro. Mais nada do que isso é necessário conhecer. Se todos compreendessem isso, não iriam acreditar em profecias posteriores ás da Bíblia como revelações de Deus: “revelações” outras supostas, como o Alcorão, que os maometanos ou muçulmanos usam como sua escritura sagrada, as chamadas profecias ou “revelações” de Joseph Smith, dos Mórmons, e outras. As profecias da Bíblia são suficientes .
Revelações? Quem tem revelações hoje? Geralmente são pessoas dadas ao ocultismo, ao espiritismo. Mesmo certos evangélicos acham que estão tendo revelações. E chegam a dizer: “Eu fui revelada”, ou “eu fui revelado”. Revelado do que? E quem te revelou? Foi o Espírito Santo? Atribuem tudo isso ao Espírito Santo. E, se a gente disser que isto não é bíblico, porque as revelações cessaram com a Bíblia, que a Bíblia é a ultima revelação de Deus aos homens, dizem ou dão o entender: “Você está blasfemando contra o Espírito Santo. Cuidado! Está dizendo que não é o Espírito Santo que revelou aquele sonho que eu tive? Isso é blasfêmia contra o Espírito Santo!” Outra má interpretação.
Paulo explica por que iriam cessar estas coisas. Isto está bem explícito nos versículos de I Cor. 13:9-13. Por que iriam cessar? A Bíblia diz por quê.
v. 9 “Porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
v. 10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado”
(em outras palavras, isto que é parcial, incompleto, vai dar lugar aquilo que é perfeito ou completo. A palavra “perfeito” também pode ser traduzida por “completo”.).
Qual é o assunto aqui? Não é o conhecimento? Agora conhecemos como? De um modo parcial. Nós conhecemos de um modo incompleto. Conhecemos o que? Conhecemos aquilo que Deus quer revelar. O assunto é conhecimento da revelação de Deus. Esse é o assunto.
Irmãos, se todos compreendessem esta boa regra, este bom princípio de interpretação da Bíblia, bom princípio da hermenêutica, que consiste em interpretar o texto à luz do contexto, se todos conhecessem este princípio, fariam menos erros com a interpretação da Bíblia.
Nós temos que interpretar o versículo que trata daquilo que virá, como perfeito, à luz do assunto. Qual é o assunto? É a vinda de Cristo? Não. O assunto não é este. O assunto é conhecimento. Paulo está comparando conhecimento incompleto, com conhecimento completo. Agora temos conhecimento incompleto. Vai chegar o dia em que vamos ter o conhecimento perfeito. “Quando vier” o que é perfeito, ‘o’ perfeito, isso que é parcial será aniquilado. Isto é, quando viesse a revelação completa, a Bíblia completa, as revelações parciais cessariam.
Estas profecias, ou estes dons de revelações, ou de línguas, como as do pentecostes e outras, estes dons eram revelações parciais, incompletas, de Deus aos homens.
Deus não dizia ‘tudo’ através das línguas. Deus dizia ‘alguma coisa’ para a igreja. Mas chegaria o tempo quando Deus iria falar de uma maneira completa. Sim, eles tinham o Velho Testamento, na ocasião do Pentecostes, mas o Novo Testamento ainda não estava escrito. O livro do Novo Testamento não estava escrito. As Escrituras do Novo Testamento começaram a surgir depois da morte de Cristo, de sua ascensão, e se completaram antes de terminar o primeiro século, pelo que indicam os estudiosos da matéria.
O assunto é conhecimento. “Quando vier o que é perfeito ...”. Qual é o assunto? Conhecimento perfeito. O assunto é este, não a vinda de Cristo.
“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”
Aqui está uma ilustração de coisas que se têm na infância, para dar lugar às coisas que vem na maturidade. Na infância da Igreja, Deus usou de dons especiais do Espírito Santo: línguas, profecias, ciência. Mas eram dons verdadeiros. Nada de falsificação da parte do Espírito Santo. Ele produzia línguas de verdade, não falsas línguas. Mas mesmo estas coisas verdadeiras que eram dons do Espírito Santo na infância da Igreja, no começo da vida da Igreja, mesmo estes dons iriam dar lugar a uma revelação completa de um conhecimento perfeito: “Quando vier o perfeito, isto que é em parte será aniquilado”. Quando era menino eu agia como menino, agora que sou homem acabei com as coisas de criança.
Quem quiser ainda aqueles métodos que o Espírito Santo usou de revelação de Deus aos homens, está querendo voltar à infância da Igreja. Muitos querem repetir o Pentecostes hoje. Calvário não se repete. É uma vez para sempre. Assim Pentecostes também. E aqueles dons de línguas que se produziam não só na ocasião do Pentecostes, mas na ocasião em que Cornélio se converteu, na ocasião em que aqueles doze foram rebatizados, batizados de novo pelo apóstolo Paulo conforme nos diz o capitulo 19 de Atos, todas aquelas manifestações, eram da meninice da igreja. Agora a igreja está madura, e já tem o que é perfeito. Que é que faltava chegar como “perfeito” para a igreja? Qual era o próximo evento a esperar na época de Paulo? O assunto é conhecimento, não fujamos do assunto. O que faltava vir de perfeito era matéria de conhecimento. O que faltava vir? O Novo Testamento! A Bíblia completa!
Hoje a Bíblia está completa e temos o conhecimento completo, a perfeita revelação de Deus; porque procurar mais? Todos aqueles que estão procurando revelações fora da Bíblia estão dizendo, em outras palavras, que para eles a Bíblia não é suficiente, não é completa. Sim, porque se eu dissesse aos irmãos: “Eu tive um sonho, uma revelação. Atentem para o meu sonho, aquilo que Deus me mostrou, aquilo que Deus me revelou”, então eu estaria dizendo: “a Bíblia não é suficiente para os irmãos. Somem isso à Bíblia. Isso que eu tive de revelação de Deus acrescentem à sua Bíblia.” Viria um outro e diria: “Eu também tive um sonho. Acrescentem mais um à Bíblia.” Onde é que iríamos parar com essas revelações todas por aí? Onde caberiam as Bíblias que seriam escritas com todas as revelações que andam por aí, no espiritismo, e em certos cultos chamados evangélicos?
Para quem que conhece o grego, fica mais fácil compreender o assunto, porque o grego é bem claro. Quando se diz “quando vier o perfeito”, o artigo “o” não é masculino, como se o artigo se referisse a uma pessoa, do sexo masculino, como à pessoa de Cristo. Há os que pensam que quando Cristo vier, “quando vier o perfeito”, isto seria Cristo; quando Cristo voltar, só então vão cessar os dons de línguas. Mas Cristo não veio ainda. Então acham que precisam falar língua estranha, uma língua estranha no sentido de língua esquisita. Esquisita é. Mas estrangeira? Não! Não é idioma nenhum.
Agora no grego, o artigo “o” que está antes da palavra “perfeito”, não é um artigo masculino. É um artigo neutro. No grego isso se refere a coisa e não a pessoa, porque as pessoas, ou são do sexo masculino, ou são do feminino.
A língua portuguesa traz essa dificuldade. Quando se fala em “o”, que é artigo masculino, a gente pode interpretar como determinante de coisa ou de pessoa. E daí é a confusão. Mas no grego não há essa confusão. No grego, há palavras masculinas, femininas e neutras: artigos ou adjetivos masculinos, femininos e neutros. Para os artigos há também substantivos masculinos, femininos e neutros. Agora na língua portuguesa, tudo é ou masculino ou feminino, com raras exceções.
Eu não digo “a livro”, digo “o livro”. Livro é masculino, não é? Mas eu digo “a” Bíblia. Que acontece? A Bíblia mudou de sexo? Era masculina como livro e agora feminina como Bíblia? A língua portuguesa traz essas dificuldades. No grego não existe essa dificuldade.
Eu traduziria desta maneira, se eu fosse fazer a tradução do grego do v. 10. “quando vier aquilo perfeito”, “aquilo”. Não “aquele”, que é masculino, não “aquela”, que é feminino, mas “aquilo”, que é neutro, porque no português existem palavras no gênero neutro, como “aquilo”. Eu digo “aquele livro”, “aquela Bíblia”, “o que é aquilo?” Eu não falei, na tradução, “aquele” nem “aquela” mas “aquilo” porque é neutro, não é masculino nem feminino. “Quando vier ‘aquilo’ que é perfeito, aquela coisa perfeita, então o que é em parte será aniquilado. Não se trata de quando vier uma pessoa perfeita, Jesus. É claro que Cristo, perfeito também, vai voltar, mas aqui o assunto não é a vinda de Cristo. Nós temos que nos ater às regras de interpretações da Bíblia corretas. Interpretar o versículo à luz do que vem antes e do que vem depois, quer dizer à luz do assunto. O assunto aqui é “conhecimento”: conhecimento completo (perfeito) que virá em lugar de conhecimento incompleto (parcial, imperfeito).
“Agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face”. Agora eu vejo as coisas de uma maneira imperfeita, incompleta, deu a entender o apóstolo, porque os espelhos no tempo quando Paulo escrevia eram diferentes dos espelhos atuais. Eram meios de reflexão imperfeitos. Não traziam nítidas as imagens que eles refletiam. Se alguém olhasse para o seu rosto num espelho, naquele tempo, teria uma pálida idéia do que é a sua própria face, o seu rosto, porque os espelhos eram grosseiros. Hoje a gente vê perfeitamente o rosto, olhando por espelhos. Mas, naquele tempo da Bíblia, quem olhava para o espelho, tinha um enigma pela frente, tinha uma coisa a decifrar, teria que decifrar o que esta ali: É assim o meu rosto mesmo? Sim, ele viria como “em enigma”. Mas chegaria o tempo quando ele poderia ver face a face, ver com perfeição. É isso que Paulo está dizendo. E qual é o assunto? É o mesmo assunto: é “conhecimento”. Ele está apenas ilustrando: “Agora eu enxergo o imperfeito, mais tarde vou enxergar perfeitamente aquilo que Deus quer me mostrar”. Hoje temos meio de enxergar as verdades de Deus que eles não tinham: nós temos a Bíblia completa. Era como se Paulo dissesse: “Conhecerei plenamente como sou perfeitamente conhecido; os outros vendo-me face a face conhecem o meu rosto; eu só o vejo por espelho grosseiro.” Não houve espelhos como os de hoje.
“Agora conheço em parte”; olhe, o assunto é o mesmo. Paulo não o mudou: “agora conheço como? em parte” (quer dizer, de uma maneira parcial, incompleta). O assunto é grau de entendimento e extensão de conhecimento, não vinda de Cristo.
“Agora permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três” v. 13. “Agora permanecem a fé, a esperança, o amor”, quer dizer, os outros dons não vão permanecer, vão cessar. Quando? Quando a Bíblia for completa.
Hoje quando a Bíblia já está completa, permanecem, como dons do Espírito Santo, a fé, a esperança e o amor. São frutos do Espírito Santo. Porque quando o Espírito Santo habita no homem, produz fé, produz esperança, produz amor. O amor é um fruto do Espírito. Gal. 5:22, “Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fé, a mansidão, a temperança.”
Os batistas são acusados de não terem o Espírito Santo, porque nos cultos genuinamente batistas, tradicionais não se ouve o que se chama de línguas, e não se faz barulho. Geralmente, não há gente caindo, desmaiando, não há gritaria, choro contínuo, vozerias. Os cultos da igreja batista, dizem, são frios, silenciosos. Dê graças a Deus pelo silêncio. Imagine como eu iria falar, se todos estivessem fazendo ruído, barulho, ao mesmo tempo! Como iríamos examinar a Bíblia?
Qual é o fruto do Espírito no crente verdadeiro? Está aqui: “O fruto do Espírito é o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fé, a mansidão, a temperança.” É justamente o contrário do que outros pensam. Eles acham que o Espírito Santo faz alguém sair do controle e cair em êxtase. (Êxtase é estado de pessoa fora de si, que já não se controla mais, que então age por emoções, de uma maneira estranha, ou falando disparadamente coisas indecifráveis, ou desmaiando, ou gritando). Acham que isso é ser usado pelo Espírito Santo. E a Bíblia diz que é o contrário: o fruto do Espírito Santo é domínio próprio. A pessoa que tem o Espírito Santo tem domínio próprio; ela se domina; é temperante, equilibrada; não fica fora de si, entregue a espíritos malignos.
Eu tinha um amigo, que embora não fosse desse grupo, dos carismáticos assim chamados, perdia o controle quando ele ficava nervoso ou era contrariado. Parece-me que uma vez tomou de um prato e o atirou no chão, quebrando-o. Isso é falta de controle.
Eu soube de um homem que, quando perdeu a mãe, ficou num descontrole emocional tão grande, que chorava e puxava os cabelos. Isso é falta de controle.
Quem tem o Espírito Santo, não se descontrola.
Quando perdi minha mãe, continuei em pleno controle. Claro que chorei, com as saudades que eu tinha dela. Ela morreu dizendo, como as últimas palavras, quando teve o seu infarto: “Meu Amado Jesus, Meu Amado Jesus”, na língua Árabe, e eu a entendi. Foram as últimas palavras dela. Nos seus funerais, eu contei isso a um pregador, que ficou satisfeito com o testemunho dela, pois ela morreu pensando em Cristo.
O partir do crente deixa saudades, mas não deixa amargura. Senti a partida da nossa querida irmã Nadir. Quando soube do fato ontem, lembrei quanto ela fez por mim em ofertas repetidas. Ela me deixa saudades. Mas a sua partida não deve causar amargura, nem ao seus familiares, nem revolta contra Deus. “O Senhor a deu, o Senhor a tomou, bendito seja o nome do SENHOR!”.
O fruto do Espírito é domínio próprio em todas as circunstâncias. O crente verdadeiro se domina, se controla, tem poder para isso, porque tem o Espírito Santo morando nele.
O Espírito Santo não derruba ninguém, creio. Como regra, pelo menos. Ele levanta o caído, ergue o homem abatido.
Estamos falando sobre o Dom de Línguas. Existe este dom hoje? Vamos ser claros. Eu não posso acreditar que exista, porque a Bíblia diz que ia cessar, quando viesse aquele conhecimento completo. E já veio. Que poderia a igreja esperar naquele tempo, de perfeito e completo, que estava para vir em matéria de conhecimento? É a escritura do Novo Testamento. Há quase 2 mil anos a Bíblia está completa, meus caros.
Hoje, muitos religiosos querem ser pentecostalizados. Querem repetir o Pentecostes. Só que através de falsidades e falsificações. E o espírito falsificador jamais seria o Espírito Santo.
Tratemos com amor aqueles que ainda estão iludidos, porque o diabo é um grande enganador. Esses dons falsos, dons que se dizem do Espírito Santo, estão sendo produzidos em certas igrejas chamadas evangélicas (e mesmo entre grupos de católicos chamados carismáticos?) Como estão sendo produzidos esses falsos dons? Dizemos isso, com respeito, aos nossos amigos católicos, e outros chamados evangélicos, tais fenômenos se produzem no espiritismo ou no ocultismo, e também no ocultismo africano. Já soube de tribos africanas que apresentam o mesmo fenômeno de glossolalia, ou seja o falar estranho, como sendo algo sobrenatural, milagroso, espantoso, que comove tanta gente.
Vou contar a história de um moço que entrou no meu consultório, trazido por um policial. Entrou, sendo do grupo pentecostal, de uma igreja pentecostal, falando naquele estilo estranho, muito a gosto de pentecostais. Entrou bêbado e produzindo aqueles sons disparados, desconexos, que ninguém entendia. Eu até chamei a atenção a um irmão que estava presente, da nossa igreja batista em Ubirajara: “esse é um ‘dom de língua’ (aqui no bêbado que está sendo trazido pela polícia). De tão embriagado, foi-me trazido para que eu, como médico, tratasse do caso. Que coisa estranha! Seria tal fenômeno produzido pelo Espírito Santo? Ou através do “espírito do álcool” ou de espírito maligno? Não, o Espírito Santo não falsifica nada. Ele é verdadeiro.
“Todo o dom, e toda a dádiva perfeita, vem do Pai das luzes” (Tiago 1:17). Tudo o que Deus faz é perfeito, é santo e bom. Então, cuidado! Igrejas estão se tornando pentecostais. Estão crescendo muito em número, porque atraem muita gente que gosta de ver sinais. Mas sejamos cuidadosos. Fiquemos com a Bíblia, com a Palavra de Deus. É revelação perfeita, completa, suficiente, nas palavras que Deus quis revelar aos que O amam (Deut 29:29).
Se queremos conhecer a vontade de Deus, não procuremos sonhos ou revelações. Eu sonhei que já morri e já vi o meu corpo num caixão. Isso há anos, e até agora estou vivo. Não, não pense que todo o sonho atual é sonho de revelação. Houve sonhos pelos quais Deus se revelou, no passado, sim, quando a Bíblia não estava completa. Um anjo falou a José em sonho (Mat. 1:20). No Velho Testamento também houve sonhos, como os de Faraó, que José interpretou, mas eram revelações esporádicas. Não eram sonhos que se repetiam, enchendo a Bíblia toda, não. Eram coisas raras, esporádicas, em ocasiões de muita necessidade, sonhos que tinham sentido edificante; tinham razões de urgência. Cuidado, meus amigos! Fiquemos com a Bíblia. Ela é a revelação de Deus completa para nós em matéria de palavras. Pois Deus também se revela na natureza e em fatos (Romanos 1:18-20).
Ao completar-se a Bíblia, já veio algo de perfeito, que torna dispensáveis, desnecessárias as revelações parciais, como profecias, ciência ou conhecimento sobrenatural, e revelações por meio de línguas estrangeiras. Estas formas de revelações, parciais, incompletas, usadas por Deus no passado, deram lugar à Bíblia, revelação escrita completa, de Deus para o homem. Antes, o homem de Deus conhecia em parte, incompletamente. Agora, chegada a revelação perfeita, ele pode conhecer plenamente, em cheio.
É esclarecedora a ilustração do apóstolo Paulo: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino, mas logo que cheguei a ser homem acabei com as coisas de menino.” I Cor. 13:11.
Assim também, na infância da igreja, ela tinha revelações próprias a uma criança. Agora, que já tem maturidade suficiente pela Bíblia, para o conhecimento completo da revelação de Deus, do que é necessário saber, agora, ela pode dizer que acabou com as coisas da infância. Já veio algo de perfeito, completo: a Bíblia completa. Agradeçamos a Deus, porque agora podemos conhecer plenamente aquilo que Deus nos quis revelar.
Assim cremos que no capitulo 13, dos versículos 8 a 13, Paulo comparou, “conhecimento incompleto ou parcial”, com “conhecimento pleno, perfeito”. Passou o que era parcial. Agora, estamos perante a possibilidade de um “conhecimento pleno e completo” da vontade revelada de Deus: a Bíblia perfeita, a Bíblia que é a revelação completa em palavras para as gerações posteriores, não deixando lugar para mais revelações adicionais.
Paulo colocou juntas três formas de revelações que iriam cessar: profecias, dons de línguas e de ciência, ou de conhecimento sobrenatural. Assim como não cabem mais profecias, depois da Bíblia, também não cabem outros tipos de revelações, por meio de línguas ou de ciência sobrenatural.
Não devemos pois acreditar, como revelações de Deus, as que vieram posteriormente, como o Alcorão, usado como escritura sagrada pelos muçulmanos; nem como o Livro de Mormon, usado como revelação equivalente à Bíblia, dos chamados Santos dos Últimos Dias, ou Mórmons; nem devemos aceitar, como vindas de Deus ou do Espírito Santo, as pretensas revelações dos centros espíritas, ou mesmo de certas igrejas chamadas evangélicas, agora que temos a revelação escrita, de Deus, pelo Espírito Santo, sim, a Bíblia, a Bíblia Sagrada.
A Bíblia mesma fala de revelações de procedência maligna. Em Atos 16:16-18, narra-se o fato de uma jovem que tinha o espírito de adivinhação e que, seguindo a Paulo, clamava dizendo: “Estes homens, que vos anunciam caminho de salvação, são servos do Deus Altíssimo.” Porventura essa revelação não era verdadeira? (Verdadeira sim. Eles eram servos mesmo do Deus Altíssimo). Mas qual a sua procedência? Por acaso veio de fonte divina? Certamente que não. Paulo voltou-se e disse ao espírito: “Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.”
No evangelho de Marcos 3:11, se declara que os espíritos imundos, quando viam Jesus, prostravam-se diante dEle e clamavam dizendo: “Tu és o Filho de Deus.” Porventura não era uma revelação verdadeira? Verdadeira sim. Mas, de que procedência? Dos espíritos imundos.
Cuidado pois, caro ouvinte, não aceitar como revelação de Deus hoje, quando temos a Bíblia completa, como perfeita revelação de Deus, não aceitemos hoje outras revelações fora da Bíblia como provenientes de Deus ou do Espírito Santo, pois se o Maligno falava até certas verdades, para depois acrescentar falsidades e erros, para desviar da verdade aos ouvintes, será que as forças malignas deixaram de agir hoje nesse sentido? Cuidado! irmãos e amigos! Fiquemos com a Bíblia. É muito inseguro e arriscado aceitar outras revelações fora desse Livro Sagrado: A Bíblia. Inspirada sim pelo Espírito Santo, para o nosso proveito, é suficiente, bem suficiente, para nos levar a conhecer tudo que Deus queira que nós conheçamos na vida espiritual, como revelação em palavras.
Passemos a I Cor. 14:1-40. Pois o estudo sobre o Dom de Línguas ainda continua nesta seção da Bíblia.
Para bom entendimento, convém que o ouvinte permaneça com a Bíblia aberta nesse capítulo 14, e procuraremos fazer a interpretação de cada versículo a seguir:
Apresentarei as lições que eu pude colher, segundo o meu entendimento, para cada versículo:
v.1. Não procurar hoje os dons que cessariam com o término da revelação, pelos escritos do Novo Testamento.
v.2. O que fala em língua, idioma estrangeiro, não fala aos homens. Ninguém a entende se a língua é estrangeira, só Deus. Nem o locutor a entende. Se entendesse não necessitaria de intérprete. Em espírito, no Espírito Santo, segundo creio, fala com a boca, não de modo misterioso, ininteligível, mas expressa, em palavras verdadeiras, revelações de Deus, em idioma estrangeiro. “Fala mistérios”, mas não misteriosamente, em língua misteriosa. Desvenda mistérios (o que era antes encoberto).
v.3. O que profetiza, fala diretamente aos homens, não somente a Deus, para edificação, exortação e consolação.
v.4. O que fala em língua estrangeira, edifica-se a si mesmo, e não a outros. Edifica-se como? se não entende o que diz? Edifica-se, fortalecendo-se espiritualmente, com sentimentos positivos de alegria, satisfação, fé no doador de língua estrangeira. Com a alegria por ser contemplado como um recipiente de bênção divina. Não edifica a igreja enquanto não houver intérprete. Os falsos produtores de ruídos, falsas línguas, também não edificam a igreja, nem no presente nem em futuro algum, pois não terão intérprete verdadeiro. Talvez tenham alguma emoção, mas baseada em falso, em ilusões. Se o que fala em língua estrangeira não edifica a igreja por falta de interprete, muito menos edificaria a igreja o falso produtor de língua falsa.
v.5. Quem profetiza é maior do que o que fala em língua verdadeira, porém estrangeira, a não ser que a intérprete para a edificação da igreja.
v.6. Se eu falar em línguas, mesmo verdadeiras, de que aproveitaria ao ouvinte se não for por revelação de Deus, ou de conhecimento, ou de profecia, ou de ensino? Que adiantaria falar, mesmo inteligivelmente, de assuntos vaidosos?
v.7. Até flautas e cítaras devem produzir notas musicais distintas, para se conhecer que música é apresentada. Assim o falar em língua deve ser claro, expressivo.
v.8. Para preparar soldados a batalha, até a trombeta deve emitir sonido claro, definido, certo.
v.9. Assim o falar em línguas verdadeiras, exige também dicção clara, inteligível, e não ruídos que ninguém pode interpretar e entender.
v.10. Há diversas vozes humanas, falas humanas, verdadeiras (em idiomas), e todas com significação, com sentido, pois são expressões do pensamento, e não ruídos sem significação. São idiomas, línguas de verdade.
v.11. Se eu não souber o significado da fala verdadeira, é por ser eu estrangeiro para o orador, e ele estrangeiro para mim.
v.12. Procurar dons para edificar a igreja. As falsas línguas porventura a edificam?
v.13. Se é para orar, para poder interpretar a língua estrangeira, é porque esta é idioma de verdade e não ruído sem sentindo e idioma nenhum.
v.14. Se eu orar em língua estrangeira, o meu espírito ora sim, em língua verdadeira e estrangeira, mas como não entendo tal língua verdadeira, o meu entendimento fica infrutífero, nada produz de útil, nem para mim nem para os outros.
v.15. Para orar em espírito e com entendimento, devo fazê-lo na língua que eu entendo, ou que tenha correta interpretação, português, por exemplo. Assim também o cantar. Devo cantar com boa dicção, em minha língua para entender e para ser entendido. E mesmo na minha língua, devo orar com lógica.
v.16. Se tu bem disseres com o espírito, isto é, somente com o espírito, mas não com lógica e entendimento também, como dirá “AMEM”, assim seja, o indouto que não conhece a língua estrangeira? Ou o que dizes, sem lógica, mesmo em tua própria língua?
v.17. Tu dás bens as graças, na língua estrangeira, mas o outro não é edificado, se a língua não for traduzida; ou se na tua língua não o fizeres de modo inteligível.
v.18. Falo em línguas verdadeiras estrangeiras, como grego e latim, provavelmente, e no meu idioma de nascimento.
v.19. Quero falar poucas palavras de língua que entendo, para que possa ensinar algo útil aos outros, e não dez mil palavras em língua, verdadeira embora, mas estrangeira, que nem eu nem os outros entendam a não ser que se interprete.
v.20. Procuremos entender o que se fala.
v.21. Por homens de outras línguas verdadeiras, e por lábios estrangeiros, por línguas estrangeiras, falarei a este povo. Trata-se de idiomas de povos estrangeiros, não de línguas dos anjos, ou de ruídos estranhos, sem significação nenhuma.
v.22. A língua estrangeira era um sinal, algo milagroso, para convencer os ímpios do caráter divino do Evangelho que era pregado. A profecia se destina aos crentes que não precisam ser convencidos por milagres ou sinais que apresentem o Evangelho.
v.23. Se todos falarem em línguas verdadeiras mesmo, mas estrangeiras, e entrarem ignorantes de tais idiomas, não dirão que os oradores estão malucos? Pois não estariam sendo úteis.
v.24 e 25. Se todos profetizarem sem linguagem estrangeira, por todos é convencido o visitante, e este adorará a Deus, uma vez convencido da verdade sobre Deus.
v.26. Que fazer? Faça-se tudo para a edificação dos outros, e de si próprio. Esses ruídos modernos, línguas falsas, acaso edificam alguém?
v.27. Que haja ordem e intérprete também.
v.28. Se faltar intérprete, cale-se o que tem o dom de falar língua verdadeira estrangeira, e fale consigo e com Deus, consigo e com Deus, se for língua estrangeira, que só ele e Deus entendam, ou somente com Deus se só Deus entende.
v.32. Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas, isto é, creio eu, os profetas podem dominar o seu espírito, não perdem o domino próprio, caindo em êxtase. E, por isso, porque Deus não é Deus de confusão (v.33), todos podem profetizar, um por vez, (v. 31) e fazer tudo com decência e ordem (v 40).
Mas minha conclusão, em tudo que foi dito, é que hoje, com a revelação e o material de conhecimento pleno, perfeito, a Bíblia, que já veio, as línguas como dons do Espírito Santo já cessaram. I Cor. 13:8.
Felix Racy
Rua Hermínio Scarabotolo, 308-A
Palmital Prolongamento
17511-560, Marília, São Paulo
Brasil
Março 2002

Fonte : http://www.palavraprudente.com.br/estudos/felix_racy/miscelania/cap01.html








Conclusão

Meu amado leitor Deus te ama e não quer que você se perca!
O Verdadeiro dom de línguas ainda é concedido; se você pretende ser um pregador do evangelho busque o dom de línguas quando for necessário Deus na sua infinita misericórdia vai te dar segundo a vontade dele.
Espero do fundo do coração que este documento tenha ajudado você na sua caminhada de fé em Deus e em Jesus Cristo.
Espero que você alcance a graça de estar na presença de Deus na nova Terra.
Amados que a paz do senhor esteja sempre com vocês e que o engano de Satanás nunca mais bata a sua porta!
Deus abençoe!

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