Revolução Industrial
Processo de mudança de uma economia agrária e manual para uma economia dominada pela indústria e mecanização da manufatura.
1ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Ocorre a partir de 1760 e restringe-se à Inglaterra. O pioneirismo deve-se ao acúmulo de capital, devido à rápida expansão do comércio ultramarino e continental; às reservas de carvão e ferro; à disponibilidade de mão-de-obra; ao avanço tecnológico; à existência de mercados consumidores. Na sua origem está a Revolução Gloriosa (1688). Ela fortalece a burguesia, que transforma a estrutura agrária do país e conquista os mercados mundiais.
A disponibilidade de capital e o sistema financeiro eficiente facilitam os investimentos dos empresários, que constroem ferrovias, estradas, portos e sistemas de comunicação, favorecendo o comércio. Os campos são apropriados pela burguesia, no processo chamado de cercamentos, quando são criadas extensas propriedades rurais. Com isso, os camponeses são expulsos das terras, migram às cidades e tornam-se mão-de-obra disponível. Por outro lado, aumenta a produção de alimentos, favorecendo o crescimento populacional.
A criação de novas máquinas - como a máquina a vapor e o tear mecânico - e o ferro obtido com uso de carvão de coque permitem o aumento da produtividade e racionalizam o trabalho. Com a aplicação da força a vapor às máquinas fabris, a mecanização difunde-se na indústria têxtil. Para aumentar a resistência das máquinas, o metal substitui a madeira, estimulando a siderurgia e o surgimento da indústria pesada de máquinas. A invenção da locomotiva e do navio a vapor acelera a circulação das mercadorias.
O novo sistema industrial cria duas novas classes opostas. De um lado, os empresários - donos do capital, dos modos e bens de produção -, de outro, os operários, que vendem sua força de trabalho em troca de salários. A Revolução Industrial concentra os trabalhadores em fábricas, promove o desenvolvimento urbano e muda radicalmente o caráter do trabalho. Para aumentar o desempenho dos operários, a produção é dividida em várias operações. O operário executa uma única etapa, sempre do mesmo modo, o que o aliena do processo de trabalho.
Com a mecanização, o trabalho desqualifica-se, o que reduz os salários. No início, os empresários impõem duras condições aos operários para aumentar a produção e garantir uma margem de lucro crescente. Estes, então, organizam-se em associações para reivindicar melhores condições de trabalho, dando origem aos sindicatos.
2ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Inicia-se a partir de 1870, com a industrialização da França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Estados Unidos e Japão. Novas fontes de energia (eletricidade e petróleo) e produtos químicos, como o plástico, são descobertos e o ferro é substituído pelo aço. Surgem novas máquinas e ferramentas. Em 1909, Henry Ford cria a linha de montagem e a produção em série, com base no taylorismo. Na segunda metade do século XX, quase todas as indústrias já estão mecanizadas e a automação alcança todos os setores das fábricas.
As inovações técnicas aumentam a capacidade produtiva das indústrias e o acúmulo de capital. As potências industriais passam a buscar novos mercados consumidores. Os empresários investem em outros países. Os avanços na Medicina sanitária favorecem o crescimento demográfico, aumentando a oferta de operários. Nos países desenvolvidos, surge o fantasma do desemprego.
3ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Após a 2ª Guerra Mundial, surgem complexos industriais e empresas multinacionais. As indústrias química e eletrônica desenvolvem-se. Os avanços da automação, da informática e da engenharia genética são incorporados ao processo produtivo, que depende cada vez mais de alta tecnologia e da mão-de-obra especializada. Os computadores tornam-se a principal ferramenta em quase todos os setores da economia, e o conhecimento, ou a informação, o requisito primordial ao trabalhador. O mundo entra na era da globalização, ou seja, do imperialismo com novo nome.
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