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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A VISITA DE LUTERO A ROMA

Lutero ainda era um verdadeiro filho da igreja papal e não tinha idéia alguma de que houvesse de ser alguma outra coisa. Na providência de Deus foi levado a visitar Roma. Seguiu viagem a pé, hospedando-se nos mosteiros, pelo caminho. Em um convento na Itália, encheu-se de admiração ante a riqueza, magnificência e luxo que testemunhou. Dotados de uma receita pincipesca, os monges habitavam em esplêndidos compartimentos, ornamentavam-se com as mais ricas e custosas vestes, e banqueteavam-se em suntuosas mesas. Com dolorosos pressentimentos Lutero contrastou esta cena com a renúncia e rigores de sua própria vida. O espírito estava-se-Ihe tornando perplexo.
Afinal, contemplou ia distância a cidade das sete colinas. Com profunda emoção prostrou-se ao solo, exclamando: "Santa Rama. eu te saúdo!" D'Aubigené, livro 2, cap. 6. Entrou na cidade, visitou as igrejas. Ouviu histórias maravilhosas repetidas pelos padres e monges, e cumpriu todas as cerimônias exigidas. Por toda parte via cenas que o enchiam de espanto e horror. Observava a iniqüidade que existia entre todas as classes do clero. Ouviu gracejos imorais dos prelados e horrorizou-se com sua espantosa profanidade, mesmo durante a missa. "Ninguém pode imaginar", escreveu ele, "que pecados e ações : infames se cometem em Roma; precisam ser vistos e ouvidos para serem cridos. Por isso costumam dizer: 'Se há Inferno, Roma está construída sobre ele: é um abismo donde procede toda espécie de pecado."' D'Aubigné, livro 2, cap. 6.

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