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quarta-feira, 28 de março de 2018

Quase um Cristão



Pregado na Igreja de St. Mary, Oxford.
Diante da Universidade, 25 de Julho de 1741.
Por John Wesley

"Então, Agrippa se dirigiu a Paulo e disse: Por pouco me persuades a me fazer cristão" (Atos 26:28).


E muitos há que vão assim tão longe! Desde que a religião Cristã está, no mundo, tem havido muitos, de todas as épocas e nações, que foram quase persuadidos a serem cristãos. Mas, visto que não traz proveito algum diante de Deus, ir apenas até aí, é de grande importância considerarmos o que significa ser um cristão completo.

1. Primeiro, está implícito a honestidade pagã. Ninguém, eu suponho, irá fazer alguma pergunta sobre isso; especialmente, porque, por honestidade pagã, eu quero dizer, não apenas o que está recomendado, nos escritos dos seus filósofos, mas aquilo que os pagãos comuns esperam uns dos outros, e muitos deles, atualmente, praticam. Através da honestidade pagã, eles foram ensinados que não deveriam ser injustos; levando embora os bens de seu próximo, tanto roubando como furtando; que não deveriam oprimir o pobre, usando de extorsão, em direção a qualquer um; que não deveriam ludibriar, ou fraudar, o pobre ou o rico, em qualquer que seja o comércio, que tiveram; defraudando de homem algum seu direito; e, se possível, não tendo dívidas para com algum deles.

2. Novamente: Os pagãos comuns tinham consideração com a verdade e com a justiça, mantendo, na abominação, os que estavam em perjuro, e que chamaram a Deus para testemunhar uma mentira; assim como o caluniador do próximo, que falsamente acusou algum homem; atribuindo aos mentirosos voluntariosos, de qualquer espécie, a desgraça da raça humana, e as pestes da sociedade.

3. E, ainda: Existia uma forma de amor e assistência, que eles esperavam uns dos outros, sem preconceito, e que se estenderam, não apenas, àqueles pequenos préstimos de benevolência, que são executados, sem qualquer despesa ou trabalho, mas, igualmente, para alimentar o faminto, se eles tivessem comida de sobra; vestir o desnudo, com suas próprias vestimentas supérfluas; e, em geral, dando, a qualquer que necessitasse, aquilo que eles não necessitaram para si mesmos. Assim sendo, resumidamente, a honestidade pagã veio a ser; a primeira condição que implica em se ser quase um cristão.

4. Uma Segunda coisa implícita, é ter uma forma de santidade; aquela santidade que é prescrita no Evangelho de Cristo; e que tem a aparência de um cristão verdadeiro. Mesmo porque, o quase cristão não faz aquilo que o Evangelho proíbe. Ele não toma o nome de Deus em vão; ele abençoa, e não amaldiçoa; ele não jura, afinal, mas sua comunicação é, sim, sim; não, não. Ele não profana o dia do Senhor, não suporta que ele seja profanado, mesmo por estranhos que estejam em suas reuniões.  Ele não apenas evita todo adultério efetivo, fornicação, e impurezas, mas todas as palavras, olhares, que, direta ou indiretamente, tende a isso; e mais ainda, toda palavra vã, abstendo-se tanto da difamação, quanto da maledicência, fofoca, e de toda "conversa tola e sarcástica"; uma espécie de virtude, nos preceitos moralistas pagãos; resumidamente, de toda a conversa que não é "boa para o uso da edificação" e que, conseqüentemente, "aflige o Espírito Santo de Deus, por meio do qual, nós fomos lacrados para o dia da redenção".

5. Ele se abstém de "vinho, em excesso", de farra e comilança. Ele evita, o quanto pode, de se colocar, em todo tipo de discussão e contenda, continuamente, esforçando-se para viver, pacificamente, com todos os homens. E, se ele sofre algum dano, ele não se vinga, nem paga o mal com o mal. Ele não diz insultos, não é briguento, e nem escarnecedor, seja nas faltas ou nas fraquezas de seu próximo. Ele, de boa-vontade, não erra, machuca, ou aflige qualquer homem; mas, em todas as coisas, age e fala por aquela regra clara: "não faze ao outro, o que não queres que façam a ti".   

6. E em fazendo o bem, ele não se limita aos préstimos baratos e fáceis da benevolência, mas trabalha e sofre, para o proveito de muitos, para que, por todos meios, ele possa ajudar a alguém. A despeito da luta ou da dor, "o que quer que suas mãos encontrem o que fazer, ele faz, com toda sua força", não importa, se para amigos ou para inimigos, para o mal ou para o bom. Porque, não sendo "indolente", nisso, ou em suas "tarefas", quando ele "tem oportunidade", ele faz o "bem"; todas as formas de bem, "a todos os homens", para suas almas, tanto quanto para seus corpos. Ele reprova o mal, instrui o ignorante, fortalece o irresoluto, estimula o bom, e conforta o aflito. Ele trabalha para acordar aqueles que dormem; para conduzir, aqueles que Deus já tem acordado, para a "fonte aberta para o pecado e para a impureza", para que possam lavar-se, nela, e tornar-se limpos; e para encorajar aqueles que são salvos, através da fé, a adornar o Evangelho de Cristo em todas as coisas.

7. Ele que tem a aparência da santidade, usa também os meios da graça; sim, todos eles, e em todas as oportunidades. Ele, constantemente, freqüenta a casa de Deus; e isto, não da maneira como alguns fazem, que vêm, à presença do Mais Alto, carregado com ouro e vestuário caro, ou, com toda a vaidade ostentosa, no se vestir; bem como, por suas cortesias inoportunas, uns para com os outros, ou pela alegria impertinente de seu comportamento, repudiando todas as pretensões infantis que ele forme, tanto quanto, para o poder da religiosidade deles. Haveria para Deus, ninguém, entre nós, que não tenha caído na mesma condenação? Que tenha entrado, nessa casa, e que, tenha olhado em volta, com todos os sinais da mais apática e descuidada indiferença, embora, algumas vezes, possa parecer usar a oração a Deus, para suas bênçãos, naquilo que esperam; que, durante todo o serviço maravilhoso, estão dormindo, ou reclinados, na postura mais conveniente para isso; ou, quando supõe que Deus esteja dormindo, falando uns com os outros, ou espiando ao redor, como, extremamente, isentos de qualquer ocupação? Nem esses podem ser acusados de aparência de santidade. Não! Aquele que tem mesmo isso se comporta, com seriedade e atenção, em todas as partes do serviço solene. Mais, especialmente, quando ele vem à mesa do Senhor, não é com um comportamento leviano e descuidado, mas com a aparência, gestos, e conduta, que falam nada mais do que "Deus, seja misericordioso comigo, que sou um pecador!".

8. Para isso, se acrescentarmos o uso constante da oração familiar, por aqueles que são os chefes das famílias, e reservando um tempo, para os endereçamentos privados a Deus, com uma seriedade diária de comportamento; ele que, uniformemente, pratica essa religião exterior, tem a aparência de santidade. Necessitando de apenas uma coisa, com o objetivo de se ser quase cristão, a sinceridade. 

9. Por sinceridade, eu quero dizer, um princípio religioso real, e interno, de onde, essas ações exteriores fluem. E, realmente, se nós não temos isso, nós não temos a honestidade pagã; não, nem tanto dela, como para responder a discussão do poeta epicurista (dado aos prazeres da vida). Mesmo esse pobre patife, em seus intervalos de sobriedade, é capaz de testificar que:

Os homens de bem evitam o pecado de amar a probidade;
Os homens perniciosos, o pecado do medo da punição.

Assim sendo, se algum homem deixa de praticar o mal, para evitar a punição, a perda de seus amigos, seu ganho, ou sua reputação, deveria, igualmente, fazer sempre o bem, usando de todos os meios da graça. Ainda assim, mesmo não praticando o mal e fazendo sempre o bem, não é possível assegurar que esse homem é mesmo quase um cristão, porque, se ele não tiver princípio melhor, em seu coração, ele será apenas um hipócrita!

10. Sinceridade, por conseguinte, está, necessariamente, comprometida, em se ser quase um cristão; o objetivo real de servir a Deus, um desejo ardente de fazer a Sua vontade. Necessariamente, implica, que um homem tem uma idéia sincera de agradar a Deus, em todas as coisas; em todas as suas conversas; em todas as suas ações; em tudo que ele faz; ou deixa sem fazer. Esse objetivo, se algum homem for quase um cristão, segue através de todo o teor de sua vida. Esse é o princípio propulsor, em fazer o bem, e abster-se do mal, e usando as ordenanças de Deus. 

11. Mas aqui, deverá, provavelmente, ser inquirido, "É possível que algum homem possa chegar, tão longe, e, não obstante, ser alguém quase cristão? Quanto mais é necessário para que ele seja um completo cristão?". Em primeiro lugar, eu respondo que alguém pode ir, até mais longe, e ainda assim, ser apenas um quase cristão.

12. Irmãos, grande é "minha audácia, com respeito a vocês, nesse interesse". E "perdoem-me esse erro", se eu declaro minha insensatez no que anuncio publicamente, para por causa de vocês e do Evangelho. Sujeito-me, então, a falar, livremente de mim mesmo, exatamente como de outro homem. Eu estou contente em ser humilhado, para que vocês sejam exaltados, e para ainda mais desprezível para a glória do meu Senhor.  

13. Eu tenho ido assim, tão longe, por muitos anos, como muitos desses lugares podem testificar; usando diligência para evitar todo o mal, e ter uma consciência isenta de ofensa; resgatando o tempo; e, em toda oportunidade, fazendo todo o bem a todos os homens; constantemente e cuidadosamente, usando todos os meios públicos e todos os meios privados da graça; esforçando-me, na busca de uma sinceridade firme de comportamento, todo o tempo, e em todos os lugares; e, Deus é meu testemunho, diante de quem eu permaneço, fazendo tudo isso, com sinceridade; tendo um desígnio real de servir a Deus; um desejo ardente de fazer todas as suas vontades; para agradar a Ele que tem me chamado para "lutar uma boa luta", e para "assegurar a vida eterna". Ainda assim, minha própria consciência testemunha, no Espírito Santo, que todo esse tempo, eu tenho sido, a não ser um quase cristão. 

Se for inquirido: "O que mais é necessário, além disso, para que se seja um cristão completo?". Eu repondo:

(1) O amor a Deus. Porque assim diz sua palavra: "Você irá amar o Senhor seu Deus, com todo seu coração, com toda sua alma, com toda sua mente, e com toda sua força". Tal amor é esse, como que se apoderando de todo o coração; como acolhendo todas as afecções; como preenchendo a capacidade total da alma, e empregando a mais extrema extensão de todas as suas faculdades. Ele que assim ama o Senhor seu Deus, seu espírito, continuamente, "regozija-se em seu Deus Salvador". Seu deleite está no Senhor; seu Senhor e seu Tudo, a quem "em tudo dá graças. Todo seu desejo está no Senhor, e para a lembrança do seu nome". Seu coração está sempre clamando: "Quem mais eu tenho no céu, a não ser a ti? E não há ninguém sobre a terra que eu deseje além de ti". Realmente, o que mais ele deve desejar além de Deus? Não o mundo, ou as coisas do mundo: Porque ele está "crucificado para o mundo, e o mundo crucificado nele". Ele está crucificado para "o desejo da carne, o desejo do olho, e o orgulho da vida". Sim, ele está morto para o orgulho de toda a sorte: Porque "o amor não se ensoberbece"; mas "ele que habita no amor, habita em Deus, e Deus nele", é menos do que nada, para seus próprios olhos.

(2) O amor ao próximo. Para isso diz nosso Senhor, nas seguintes palavras: "deves amar o teu próximo, como a ti mesmo". Se algum homem perguntar: "Quem é o meu próximo?" Nós respondemos: todos os homens do mundo; todos os filhos Dele que é o Pai de todos os espíritos de toda a carne. Nem nós podemos excluir nossos inimigos, ou os inimigos de Deus e suas próprias almas. Mas todo cristão ama esses também, como a si mesmo. Sim! "Como Cristo nos amou!". Ele que gostaria de entender, mais completamente, que espécie de amor é esse, podemos considerar a descrição de Paulo, sobre ele: "O amor é paciente e benigno". "O amor não arde em ciúmes ou inveja, e não se ufana". "O amor não se ensoberbece"; mas faz aquele que ama, o menor, o servo de todos. "Não se conduz inconvenientemente"; mas torna-se "todas as coisas para todos os homens". "Não procura o seu interesse"; mas o que é bom dos outros, para que eles possam ser salvos. "Não se exaspera"; ele atira fora a ira. "Não se ressente do mal. Ele não se alegra com a injustiça, mas regozija-se na verdade. Ele protege todas as coisas; acredita em todas as coisas; espera todas as coisas; suporta todas as coisas".

(3) Existe ainda uma coisa mais que pode ser, separadamente, considerada; embora, ela não possa, atualmente, ser separada da precedente, na qual está subtendido ser um cristão completo; e que é o alicerce de todas elas, mesmo da fé. "Todo aquele", diz o amado discípulo, "que acredita que é nascido de Deus". "Para tantos quantos o receberam, deu o poder de se tornarem filhos de Deus; até mesmo aqueles que acreditam em seu nome". E, "Essa é a vitória que supera o mundo, mesmo a nossa fé". Sim, nosso Senhor declara: "Ele que acredita no Filho, tem a vida eterna; e não é condenado, mas passa, da morte, para a vida".

(4) Mas que homem algum iluda a sua própria alma. "Deve ser notado, diligentemente, que a fé, a qual não conduz ao arrependimento, ao amor, e todas as boas obras, não é aquela fé viva e justa, mas é a fé morta e diabólica. Porque mesmo os demônios acreditam que Cristo tenha nascido de uma virgem; que ele forjou todas as formas de milagres, declarando a si mesmo, verdadeiramente, Deus; que, por nossa causa, ele sofreu a maioria das dores da morte, para nos redimir da morte eterna; que ele se ergueu, no terceiro dia; que ele ascendeu aos céus; e senta-se, à direita, do Pai, e que, no fim dos tempos, voltará para julgar os vivos e os mortos. Esses artigos de nossa fé, eles acreditam, e, igualmente, em tudo que está escrito no Velho e Novo Testamento. Mas, ainda, apesar de terem toda essa fé, ainda assim, eles não são mais nada, do que demônios. Eles permanecem, ainda, na condição abominável deles, necessitados da verdadeira fé cristã".

(5) A fé cristã, correta e verdadeira (para usar as palavras de nossa própria igreja), "não é aquela que nos faz acreditar nas Escrituras Sagradas, e nos artigos de nossa fé, como verdadeiros, mas é aquela que, além disso, nos traz a confiança e segurança de sermos salvos da condenação eterna, através de Cristo. Essa é a verdadeira crença e confiança, a qual o homem tem em Deus; a de que, pelos méritos de Cristo, seus pecados foram perdoados, que ele está reconciliado, para o favor de Deus; a respeito de quem, ele segue, com o coração afetuoso, para obedecer a seus mandamentos".

(6) Agora, quem quer que tenha essa fé, que "purifica o coração (pelo poder de Deus, que habita nele), do orgulho, da ira, do desejo, de toda iniqüidade; de toda impureza da carne e espírito"; e que o preenche, com o amor mais forte que a morte, tanto para com Deus, como para com toda a humanidade; amor que realiza as boas obras de Deus, glorificando, para despender-se e consumir-se por todos os seres humanos, e que suporta, com alegria, não apenas a repreensão de Cristo, que o homem escarneceu, desprezou e odiou, acima de todos os homens; mas tudo quanto a sabedoria de Deus permita à malícia dos homens, ou dos demônios impor; quem quer que tenha essa fé, operando, assim, por amor, não é alguém que é quase, mas alguém que é um cristão completo!

(7) Mas, quais são os testemunhos vivos dessas coisas? Eu imploro a vocês, irmãos, como na presença desse Deus, diante de quem "inferno e destruição estão sem cobertura; quanto mais os corações dos filhos dos homens"; que cada um de vocês possa perguntar a seu próprio coração: "Eu faço parte desse número? Eu tenho praticado justiça, misericórdia, verdade, e mesmo as regras que a honestidade pagã requer? Se for assim, eu tenho o perfil verdadeiro de um cristão? A aparência da santidade? Eu me abstenho do mal; de tudo o que é proibido, nas palavras escritas de Deus? Eu realizo tudo aquilo que está ao alcance de minhas mãos, com todas as minhas forças? Eu seriamente uso as ordenanças de Deus, em todas as oportunidades? E, tudo isso é feito com o desígnio e desejo mais sinceros, para agradar a Deus, em todas as coisas".

(8) Existem muitos de vocês, conscientes, de que vocês nunca chegaram tão longe; que vocês não têm sido, nem mesmo quase cristãos; que vocês não têm chegado ao modelo da honestidade pagã; pelo menos, não para a aparência da santidade cristã? Muito menos, tem Deus visto sinceridade em vocês; o objetivo real de agradá-lo, em todas as coisas! Vocês nunca pretenderam, a esse tanto, devotar todas as suas palavras, obras, seus trabalhos, estudos, diversões para a glória Dele. Vocês, nem mesmo, designaram ou desejaram que o que quer que vocês façam, seja feito "em nome do Senhor Jesus", e que, como tal, constitua-se "em um sacrifício espiritual, aceitável para Deus, através de Cristo". 

(9) Mas, supondo que vocês tenham conseguido isso...  Os bons objetivos e desejos fazem um cristão? De maneira alguma! A menos que eles sejam trazidos para os bons efeitos. "O inferno é assoalhado", diz alguém, "com boas intenções". A grande questão de todas, então, ainda permanece. Tem o amor a Deus espalhado-se para fora, dos seus corações? Vocês têm clamado alto: "Meu Deus, e meu Tudo?". Vocês desejam alguma coisa, a não ser ele? Vocês estão felizes em Deus? Ele é a glória de vocês, e seu deleite, sua coroa de regozijo? E esse mandamento está escrito em seus corações, "Que ele que ama a Deus, deve amar também o seu irmão?" E vocês amam a seu próximo, como a si mesmos? Vocês, então, amam todos os homens, mesmo os inimigos, e os inimigos de Deus, como as suas próprias almas? Como Cristo tem amado vocês? Sim, vocês acreditam que Cristo os amou, e deu a si mesmo por vocês? Vocês têm fé no sangue Dele? Acreditam que o Cordeiro de Deus tirou fora os seus pecados, e os jogou, como uma pedra dentro das profundezas do mar? Que ele tem apagado os manuscritos que havia contra vocês, tirando-os fora do caminho, pregando-nos na sua cruz? Vocês têm, realmente, a redenção através de seu sangue, mesmo a remissão de seus pecados? E seu Espírito tem sido testemunho com o espírito de vocês de que vocês são filhos de Deus?  

(10) Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que agora se situa no meio de nós, sabe que, se algum homem morrer, sem essa fé e esse amor, melhor seria para ele nunca ter nascido. Acorda, então, tu que dormes, e clama pelo teu Deus: Chama-o, enquanto Ele ainda pode ser encontrado. Que ele não tenha descanso, até que faça "sua santidade passar diante de ti"; até que proclame em ti o nome do Senhor: "O Senhor; O Senhor Deus, misericordioso e gracioso, longânime, e abundante na santidade e verdade; mantendo misericórdia, por ti; perdoando a iniqüidade, a transgressão e o pecado". Não deixa homem algum te persuadir, por meio de palavras vãs; a descansar um pouco daquele prêmio do teu grande chamado. Mas clama a ele, dia e noite; àquele que, "enquanto nós estávamos sem forças, morreu pelo descrente; até que tu saibas em quem deves acreditar, e possas dizer: Meu Senhor, e meu Deus!" Lembra-te "sempre de orar, e não desfalece", até que ergas as tuas mãos, para os céus, e declares a Ele que vive para sempre e sempre, "Senhor, tu que sabes todas as coisas, sabes que eu amo a ti!".

(11) Que possamos todos assim experimentar o que é ser, não apenas um quase cristão, mas um cristão completo, estando justificados gratuitamente pela Sua graça, através da redenção que está em Jesus; sabendo que nós temos paz com Deus, por meio de Jesus Cristo, regozijando-nos na esperança da glória de Deus; e tendo o amor de Deus, espalhado, por todos os lados, em nossos corações, pelo Espírito Santo, dado a nós!


terça-feira, 27 de março de 2018

JUSTIÇA A QUALQUER PREÇO




Marcelo Augusto de Carvalho

Êxodo 20.13: “Não matarás”.

 Ao analisarmos as situações sociais de nosso mundo, é normal perguntarmos: Até quando reinará a impunidade? Até quando crianças inocentes serão violentas por seus pais? Até quando os governos roubarão seus cidadãos? Até quando estes e tantos outros crimes se perpetuarão sem qualquer paga para seus executantes? Muitos respondem com cinismo que nenhum juiz nada pode fazer para restaurar a justiça, pois ela é muito relativa; o que é certo para você pode ser errado para mim. Mas a lei de Deus responde a todas estas questões!
- Este mandamento apela para a santidade e à proteção da vida.

SITUAÇÃO DO MUNDO MODERNO
1)    No mundo inteiro, morrem anualmente por aborto provocado por volta de 70 milhões de crianças, isto é, quase a metade da população do Brasil.
2)    A cada ano, suicidam-se 500 mil pessoas.
3)    Só na década de 80 mais de 40 mil pessoas sofreram a pena de morte.
4)    Stálin exterminou pelo menos 17 milhões de pessoas por fome, expurgos sangrentos e em conseqüência do brutal programa de coletivização agrícola.
5)    A guerra em El Salvador matou mais de 50 mil civis.
6)    Milhares de pessoas morrem em guerras em todo o mundo (sejam contra outros países ou guerras civis), outros milhares são brutalmente assassinados por inimigos pessoais em brigas doméstico.
7)    O tráfego de drogas também faz seu número incontável de vítimas.
8)    Os acidentes de trânsito são a Segunda maior causa mortis no Brasil, que matam mais pessoas do que o enfarte ou o câncer.
9)    Apesar de tudo isto, as nações não param de fabricarem armas, tanques, metralhadoras, foguetes e ogivas nucleares.
- Este mandamento é, portanto, de aplicação emergencial.

O QUE SIGNIFICA NÃO MATAR?
-  A palavra usada no original hebraico pelo próprio Deus é rasah, que indica um assassinato violento de um inimigo pessoal. Na verdade, o sexto mandamento da Lei de Deus quer dizer “NÃO ASSASSINARÁS”.

PORQUE O HOMEM MATA?
- Com o pecado, o homem adquiriu uma natureza contrária a que havia herdado de seu Pai, Deus. Hoje, temos dentro de nós, e dominando nossa vida, a natureza pecaminosa, e um de seus atributos mais fortes é o ódio ao próximo, que se alimentado, levará ao assassinato. Vemos esta realidade no caso de Caim. Gên. 4. Marc. 7.21-23.
- Assim, hoje vemos que a agressividade humana já se mostra nos jardins de infância e continua nos pátios das escolas públicas e particulares, nos protestos universitários e sindicais, nos desajustes matrimoniais e em alguns comícios públicos.
- A forma mais dolorosa desse processo é  a guerra civil, o terrorismo e a guerra generalizada.

POR QUE NÃO MATAR?
1.    A vida é um Dom de Deus- Deus é o dono da vida e o homem é seu administrador. Somente Ele pode ordenar que a vida possa ser retirada de alguém. Deut. 30.15. Luc. 12.20.
2.    A vida é um bem pessoal inalienável- tirar a vida alheia ou própria é ofender a Deus e depreciar o Criador.
§  Também é ofender  a si mesmo e ao próximo, porque é deixar de acreditar em qualquer tipo de ajuda externa.
§  O valor da vida não depende dos anos acumulados, em da capacidade física ou intelectual da pessoa. A vida é um bem pessoal intransferível e incalculável.
§  Por isto, nenhum indivíduo, nenhuma organização ou sociedade, nenhum grupo de médicos e nem o próprio Estado podem arrogar a si o direito de legalizar a matança de seres indefesos ou classificar as pessoas, separando as que devem morrer das que podem viver. EX- o regime nazista de Hitler, ou mesmo a pena de morte que hoje existe em tantos países.
3- A vida é um bem da comunidade- o potencial de uma pessoa é único na história do universo. Assim, cada pessoa que morre deixa de contribuir com seus talentos únicos para a humanidade. Por isto Deus proíbe o assassinato bem como o suicídio.

QUESTÕES IMPORTANTES SOBRE A ÉTICA DO SEXTO MANDAMENTO.

PENA DE MORTE
- Como já vimos, a cada muitas pessoas são executadas por pena de morte. Na China, 30 mil criminosos foram executados entre 1983e 1987.
- Este assunto está sendo cada vez mais discutido devido ao surgimento do terrorismo internacional e organizado e da crescente criminalidade em todo o mundo.
- A pena de morte foi aplicada em 35 países, enquanto 80 nações deixaram completamente essa prática.

Objeções à pena de morte
1.    O caso de Caim. Deus proibiu enfaticamente qualquer pessoa de vingar o homicídio cometido por Caim. Gên 4.15.
2.    Jesus e a mulher adúltera. Embora lei de Moisés ordenasse apedrejamento para as adúlteras, Jesus poupou a vida da mulher apanhada em adultério. Jo. 8.11.
3.    A cruz de Cristo perdoou todos os pecados. Muitos afirmam que por isto, ninguém deve pagar a penalidade de seus pecados. Deus oferece o perdão a todos e a tudo.
4.    Não se pode excluir  a possibilidade de um erro judicial na avaliação da culpa.
5.    Na maioria dos casos, a pena de morte recai sobre os mais pobres e mais indefesos da sociedade.

Argumentos à favor da pena de morte.
1- O caso de Caim.  Quando Deus suspendeu a pena de morte de Caim, a Bíblia  claramente indica que esta não seria a regra.
- O princípio bíblico indica que somente outra vida pode satisfazer a justiça de uma vida perdida. Lev. 17.11, Heb. 9.2.
- O temor de Caim de que alguém no futuro o mataria demonstra que a pena capital era sua própria expectativa natural. Gên. 4.14.
- A resposta de Deus a Caim subentende a pena capital. “... vingado 7 vezes”. A pena capital seria usada contra qualquer pessoa que matasse Caim.
- Este caso mostra que desde o princípio era a intenção de Deus que os crimes capitais recebessem penas capitais.
2- A aliança divina com Noé. Gên. 9.6.
- pelo uso da pena capital os homens deveriam abafar a violência e restaurar a ordem da justiça. Deus instituiu a ordem e a paz sociais e deu ao governo a autoridade sobre a vida para garantir à humanidade estes benefícios.
3- A lei de Moisés. Êxo. 21.23-24.
- a pena de morte foi permitida aos casos de: assassinato premeditado, seqüestro, adultério, homossexualismo, incesto, bestialidade, desobediência aos pais, ferir ou amaldiçoar os pais, falar falsas profecias, blasfêmia, profanação do Sábado, e sacrifícios a falsos deuses. Leia Êxo. 22-25 e demais referências ao rodapé bíblico.
4- Jesus reafirmou estas leis. Mat. 5.17,21,22. Ele ainda foi muito além.
5- O ensino de Paulo. Rom. 13.1-2.
§  Deus deu a espada às autoridades humanas para protegerem a vida. E o uso da espada para o bem da sociedade logicamente inclui a pena de morte em casos especiais. Porém é uma ordem social, não pessoal, e não deve ser usada indiscriminadamente.
§  O problema é que atualmente há a pena de morte em mais de 30 países, mas de regimes totalitários, como a China e o Irã. Em geral, as vítimas condenadas são mortas sem um  processo jurídico legal, sem acusação comprovada ou direito de legítima defesa, o que leva a erros irreversíveis. E muitos destes condenados o são simplesmente porque não aceitam o regime político de seu país.
§  No Brasil, é bem provável que a pena de morte desfavoreceria à classe pobre e favoreceria aos ricos. Teria de haver uma ampla reforma judiciária e penitenciária, e acabar com as desigualdades jurídicas entre ricos e pobres para que a pena de morte funcionasse em nosso país.
§  O sexto mandamento pede, acima de tudo, que não apenas não assassinemos, mas que façamos viver a nosso semelhante. Que produzamos vida. Que tragamos esperança a todos os homens, como Cristo o fez ao descer à Terra.
§  EX: o conhecido bandido da LUZ VERMELHA. Preso por muitos crimes em São Paulo, na década de 60, passou 30 anos na cadeia. Ao sair, estava muito pior do que quando ali entrou.  Tornou-se quase débil mental. Morreu, assassinado, um mês depois de ser liberto.

A GUERRA
- De 1945 a 1990, houve mais de 150 conflitos armados, e atualmente mais de 25 milhões de pessoas prestam serviço militar ativo no mundo inteiro. Bilhões são gastos em armamento pelas nações ricas e pobres.
- A questão da guerra é o segundo exemplo clássico que não se enquadra necessariamente no sexto mandamento. O povo de Israel jamais considerou que esse mandamento proibisse guerras, pois: o Senhor ordenou várias guerras; Ele é conhecido como “homem de guerra”; Ele mesmo chefiava o exército hebreu; e algumas vezes assumiu a batalha sozinho, enquanto o exército de Israel ficava quieto.
- Portanto, até que ponto o cristão pode envolver-se em conflitos bélicos? Há 3 correntes de pensamento sobre o assunto:
a) O ATIVISMO: o cristão deve ir para todas as guerras em submissão e obediência ao governo instituído por Deus. Rom. 13.1-7.
- Problemas: como podemos justificar guerras entre nações pagãs de hoje baseados em guerras ordenadas pelo Senhor no Antigo Testamento? Nenhuma dessas nações é o povo escolhido por Deus.
- Já se iniciaram guerras mundiais em nome de Deus. Os russos, ingleses e alemãs receberam a bênção de seus líderes espirituais antes de entrarem na I Guerra Mundial.
- Há a forte tendência de idolatrar o Estado, considerando-o infalível ou, até, idêntico à vontade de Deus.
- (As guerras ordenadas por Deus a Israel tinham o objetivo de barrar a enorme onda de pecado no mundo de então, e não fins políticos, ou de enriquecimento).
b) O PACIFISMO: o homem nunca deve participar de guerras; deve poupar a vida dos outros. Matar é sempre errado; também é errado usar a força para resistir ao mal, porque a vingança pertence só ao Senhor. Mat. 5.39. Ética individual e ética pública são a mesma coisa.
- Há as linhas que dizem: o homem jamais deve reagir à violência e à guerra (ex- Gandhi); não se deve prestar serviço militar armado, sendo a tarefa do cristão apenas tratar dos feridos, aceitar as conseqüências de uma invasão, e não resistir com violência mas praticar a desobediência civil; outros se opõem a qualquer forma de capitalismo ou sistema com mecanismos de um mercado livre, sendo contra também à “opressão americana”, contra as multinacionais e contra o FMI.
c) O SELETIVISMO: é necessário fazer uma diferença entre guerras justas e injustas, e que se deve participar de algumas delas, visto que agir de outra forma seria recusar-se a fazer o bem maior ordenado por Deus.
Que fará o cristão? Ele terá de avaliar a situação, orar e se posicionar como ser livre e responsável.

O SUICÍDIO
- Na Hungria, 45 pessoas em cada 100 mil se suicidam, enquanto no Brasil temos 3 para cada 100 mil. Na maioria dos casos, estão na faixa de 21 a 35 anos, pertencem à classe média, são universitários e profissionais. Algumas, vezes, vivem em áreas rurais, principalmente no polígono das secas do Nordeste brasileiro.
- Os 2 grandes motivos do suicídio são:
a.   Heroísmo- exemplificado pelos Kamikases japoneses da II Guerra Mundial.
b.   Morte voluntária: em geral motivados pelo desespero. Ex- moça grávida que se atira sob o trem para encobrir a vergonha da gravidez indesejada; o comerciante individado que se mata com um tiro; o estudante que não suporta mais a pressão e se mata com overdose de remédios ou drogas.
c.    Outros motivos: abuso de drogas, depressão, transtorno psíquico, forte desequilíbrio emocional, fracasso, escolar ou profissional, ou mesmo o fracasso espiritual.
- Uma coisa é certa: todos os suicidas não vêem outra solução para seus enormes problemas que não seja o suicídio.
O que a Bíblia diz sobre o suicídio?
a.   Jo. 10.10- Deus deseja que vivamos, pois nos deu a vida, a sustenta, a abençoou e a redimiu com Sua própria morte.
b.   É sempre errado porque é o assassinato de um ser humano criado à imagem de Deus. Como alguém pode concluir que a melhor coisa que pode fazer por si é destruir a si mesmo?
c.    É errado porque a Bíblia diz que devemos amar aos outros como amamos a nós mesmos. Mat. 22.39.
d.   O suicida peca porque não crê numa intervenção de Deus, ou em Seu amor e poder. Rom. 8.38-39.
- Solução para os candidatos ao suicídio: não se envolver com o espiritismo (I Sam 31.4), abandonar a mentira e o engano (Mat. 27.5), confessar os pecados (I Jo. 1.7), valorizar a si mesmo (Mat. 22.39), conviver positivamente com as tensões e angústias (Jo. 14.17), aprender a confiar em Cristo a todo momento; lançar sobre Ele nossos problemas; crer que Ele está dirigindo nossa vida; aceitá-lo como Salvador pessoal.
- Mas lembre-se: o Céu será um lugar cheio de surpresas. Encontraremos ali muitas pessoas que se suicidaram, e pecaram até o fim de suas vidas. Mas como? Só Deus sabe julgar cada caso. Ele saberá julgar a cada um em sua esfera. Muitos se suicidam porque jamais receberam a luz do evangelho, ou em conseqüências de drogas tomadas para curar doenças, outros porque aspiraram agrotóxicos, e outros porque seu próprio organismo liberou substâncias que levaram à depressão e ao suicídio. Portanto jamais devemos julgar qualquer pecador, pois isto  não nos compete.

A EUTANÁSIA
§  Qualquer ação intencional que possibilite a boa morte de um moribundo, seja por métodos diretos ou indiretos, ativos ou passivos, omissivos ou permissivos, naturais ou artificiais.
§  Até os anos 50, a morte de uma pessoa era determinada pela parada cardíaca irreversível. Com o avanço tecnológico, tornou-se extremamente difícil determinar o momento exato da morte. Surgiu então a morte clínica, cerebral ou cortical, determinada por critérios neurológicos, enquanto a morte biológica é determinada por critérios cardiológicos.
§  Mas, quando se pode falar de morte cerebral? O ser humano pode continuar vivendo vegetativamente por muito tempo, tendo o coração e o pulmão funcionando, apesar da morte cortical. Que fazer então?
§  Para os juristas: a questão é se a pessoa morre por vontade própria, contra a vontade ou sem manifestar sua vontade; filósofos: a pergunta é se o doente incurável tem o direito de morrer com dignidade; cristão: a questão é decidir se provocar deliberadamente a morte de um paciente desenganado é um ato de misericórdia humana ou um crime.
§  A situação: a eutanásia como solução surge quando a única perspectiva que resta é a morte, quando todos os recursos tecnológicos se esgotam e há apenas agonia e dor sem fim. Surge a angústia prolongada do paciente, a perplexidade do médico, e a ansiedade constante dos familiares, que se revoltam com a situação paralisante, com a dor e, às vezes, com o alto custo financeiro.
§  - Há a: EUTANÁSIA ATIVA: aplicados injeções e remédios, com ou sem o consentimento do paciente moribundo, que provocam a morte do paciente de maneira rápida e sem dor.  EUTANÁSIA PASSIVA: privação de remédios, calorias, alimentação, respiração artificial, que aceleram a morte do paciente terminal.

Argumentos a favor da eutanásia
1.    Não se deve manter artificialmente a vida subumana ou pós-humana vegetativa.
2.    Devem-se evitar dores excessivas, sofrimentos intoleráveis, doenças irreversíveis e moléstias prolongadas do paciente desenganado.
3.    Deve-se abreviar a vida do moribundo se ele ou seus familiares o desejarem.
4.    O homem tem o direito de morrer com dignidade.
5.    A maioria das pessoas mataria a tiros um cavalo preso num celeiro em chamas; portanto, o homem pode ser tratado de modo igualmente humanitário.

Argumentos contra a eutanásia
a.   Não se deve jogar a responsabilidade de decidir pelo fim da vida tão somente sobre os médicos. Eles não podem determinar os critérios finais de modo arbitrário e subjetivo.
b.   Deve-se valorizar a vida, mesmo a do moribundo, usando todos os meios disponíveis para aliviar suas dores, para que ele possa concluir dignamente sua existência terrena. E não há definição ainda para a morte.
c.    A eutanásia é um crime contra a vontade de Deus, contra a dignidade humana e contra a obrigação médica de preservar a vida. Leia Ecle. 8.8.
d.   Nunca se pode Ter certeza de que o doente vai morrer. Ele pode voltar do coma profundo, como tem acontecido com tantos pacientes terminais.
e.   A eutanásia é uma fuga da realidade, da experiência humana, e dos planos de Deus. Ele pode trazer bênçãos aos sofredores por este terrível processo. Rom. 8.28.
f.     A eutanásia é uma morte arbitrária.
g.    A vida tem mais do que mera utilidade social.
h.   A legalização da eutanásia poderia constituir-se num meio fácil de as famílias fracas se livrarem de seus membros incômodos. Êxo. 23.7.
i.     Também aumentaria o número de suicídios.
A morte natural. É diferente matar de deixar a pessoa morrer naturalmente. Nesta posição permite-se o desligamento dos aparelhos para que paciente desenganado possa morrer naturalmente. Os remédios e alimentação continuam a ser fornecidos e o paciente morre não por descuido médico, mas por falta de resistência física natural.

O INFANTICÍDIO
§  É a matança consciente e deliberada de crianças.
§  Nenhum estado secular permitiu oficialmente.
§  No AT, o deus Moloque era venerado no vale de Cedron, e crianças eram “passadas pelo fogo” em seu nome. Os reis Acaz, em 730 AC, e Manassés sacrificaram seus filhos a ele.
§  Guilherme Carey (1761-1834), ao chegar à Índia, viu crianças serem enterradas vivas juntamente com a mãe morta.
§  Na Índia, o infanticídio religioso ainda é praticado clandestinamente no budismo ortodoxo radical.
§  No Brasil, de vez em quando lê-se nos jornais sobre crianças sacrificadas aos orixás nos terreiros.
§  O infanticídio é aceito pelo índios desde que se respeitem alguns rituais. Às vezes, quando a mãe assim decide, faz o parto no meio do mato, deixando a criança no chão (pois creem que se a crianças não for tirada do chão ao nascer ela não ganha alma, podendo ser morta). Em geral matam a crianças por asfixia, enchendo sua boquinha de folhas até morrer por falta de oxigênio.
§  Nos EUA o infanticídio é praticado com crianças que sobrevivem ao aborto.
§  O infanticídio é estimulado pelos que querem se livrar as “flores murchas” da sociedade.
§  Deus ordenou a pena de morte para os infanticidas. Lev. 18.21.

O GENOCÍDIO
§  É a matança consciente e deliberada de uma raça ou povo considerado “inimigo” pelo resto da sociedade majoritária.
§  É sempre  resultado de racismo político (Sérvia) (Nazistas na II Guerra Mundial contra os judeus), fanatismo religioso (Igreja Católica na Idade Média), discriminação ou preconceito econômico, moral ou biológico (a destruição do negro).
§  Como pode ser percebido, o genocídio pode ser cometido tanto em tempo de paz como em guerra, e de maneiras quase imperceptíveis.
§  Exemplos bíblicos: quando Moisés nasceu (Êxo. 1.22), no tempo de Ester (Ester 1-10), e quando Jesus nasceu (Mat. 2.16-18).
§  Durante a II Guerra Mundial mais de 6 milhões de judeus foram assassinados em câmaras de gás, campos de concentração, cremados vivos, ingestão de gás e tantos outros terríveis sistemas de torturas.  24/06/98

FONTE: A ética dos 10 mandamentos, H.U.Reifler, Editora Vida Nova 

APELO: Deus nunca se calará diante das incríveis injustiças cometidas em qualquer lugar deste mundo decaído. Mesmo que pareça tardar, aquele que confia nEle verá quão justo Ele é. Espera no Senhor.

Pr. MARCELO CARVALHO DEZEMBRO 24/11/97. SP

segunda-feira, 26 de março de 2018

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