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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Os maiores capítulos da Bíblia Sagrada


Capitulo 1 é de Lucas tem 80 versos
Capitulo 2 é de Esdras tem 70 versos
Capitulo 3 é de Lamentações de Jeremias tem 66 versos
Capitulo 4 é de João tem 54 versos
Capitulo 5 é de Mateus tem 48 versos
Capitulo 6 é de 1Cronicas tem 81 versos
Capitulo 7 é de Numeros tem 89 versos
Capitulo 8 é de 1Reis tem 66 versos
Capitulo 9 é de Lucas tem 62 versos
Capitulo 10 é de Marcos tem 52 versos
Capitulo 11 é de João tem 57 versos
Capitulo 12 é de Lucas tem 59 versos
Capitulo 13 é de Levitico tem 59 versos
Capitulo 14 é de Marcos tem 72 versos
Capitulo 15 é de Josué tem 63 versos
Capitulo 16 é de Ezequiel tem 63 versos
Capitulo 17 é de 1Samuel tem 58 versos
Capitulo 18 é de Salmos tem 50 versos
Capitulo 19 é de Josué tem 51 versos
Capitulo 20 é de Ezequiel tem 49 versos
Capitulo 21 é de Mateus tem 46 versos
Capitulo 22 é de Lucas tem 71 versos
Capitulo 23 é de Lucas tem 56 versos
Capitulo 24 é de Genesis tem 67 versos
Capitulo 25 é de Levitico tem 55 versos
Capitulo 26 é de Mateus tem 75 versos
Capitulo 27 é de Mateus tem 66 versos
Capitulo 28 é de Deuteronomio tem 68 versos
Capitulo 29 é de Exodo tem 46 versos
Capitulo 30 é de Genesis tem 43 versos
Capitulo 31 é de Genesis tem 55 versos
Capitulo 32 é de Deuteronomio tem 52 versos
Capitulo 33 é de Numeros tem 56 versos
Capitulo 34 é de Jó tem 36 versos
Capitulo 35 é de Exodo tem 35 versos
Capitulo 36 é de Genesis tem 43 versos
Capitulo 37 é de Salmos tem 40 versos
Capitulo 38 é de Jó tem 41 versos
Capitulo 39 é de Exodo tem 43 versos
Capitulo 40 é de Ezequiel tem 49 versos
Capitulo 41 é de Genesis tem 57 versos
Capitulo 42 é de Genesis tem 38 versos
Capitulo 43 é de Genesis tem 34 versos
Capitulo 44 é de Genesis tem 34 versos
Capitulo 45 é de Genesis tem 28 versos
Capitulo 46 é de Genesis tem 34 versos
Capitulo 47 é de Genesis tem 31 versos
Capitulo 48 é de Jeremias tem 47 versos
Capitulo 49 é de Jeremias tem 39 versos
Capitulo 50 é de Jeremias tem 46 versos
Capitulo 51 é de Jeremias tem 64 versos
Capitulo 52 é de Jeremias tem 34 versos
Capitulo 53 é de Isaias tem 12 versos
Capitulo 54 é de Isaias tem 17 versos
Capitulo 55 é de Salmos tem 23 versiculos
Capitulo 56 é de Salmos tem 13 versos
Capitulo 57 é de Isaias tem 21 versos
Capitulo 58 é de Isaias tem 14 versos
Capitulo 59 é de Isaias tem 21 versos
Capitulo 60 é de Isaias tem 22 versos
Capitulo 61 é de Isaias tem 11 versos
Capitulo 62 empate entre Salmos e Isaias cada um com 12 versos
Capitulo 63 é de Isaias tem 19 versos
Capitulo 64 é de Isaias tem 12 versos
Capitulo 65 é de Isaias tem 25 versos
Capitulo 66 é de Isaias tem 24 versos

Após o capitulo 66 todos são de Salmos

Sobre Sermão do Monte – Parte X


John Wesley


Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes, vós sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que tu reparas no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem.

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? - E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lo também vós, porque esta é a lei e os profetas.
(Mateus 7:1-12)


1. Nosso abençoado Senhor, tendo agora terminado seu principal objetivo; primeiro, entregando a soma da religião verdadeira, cuidadosamente guardando-se contra aqueles comentários de homens, por meio dos quais, eles tornariam a Palavra de Deus sem efeito; em seguida, colocando as regras no tocante à correta intenção que temos de preservar, em todas as nossas ações exteriores, agora prossegue, apontando os principais entraves dessa religião, e concluindo com toda a aplicação adequada. 

2. No quinto capítulo, nosso grande Professor tem descrito completamente a religião interior em suas várias ramificações. Lá, Ele colocou diante de nós, aquelas disposições de alma que constituem o Cristianismo real; os temperamentos contidos nesta 'santidade, sem a qual nenhum homem verá ao Senhor'; as afeições que, quando fluem de sua fonte própria, da fé viva em Deus, através de Jesus Cristo, são intrínseca e essencialmente boas, e aceitáveis para Deus. No sexto, Ele mostrou como todas as nossas ações igualmente, mesmo aquelas que são indiferentes, em sua própria natureza, podem se tornar santas, boas e aceitáveis para Deus, através de uma intenção pura e santa. O que quer que seja feito, sem isto, Ele declara sem valor algum para Deus: considerando que, quaisquer que sejam as obras exteriores, assim consagradas a Deus, são, a seus olhos, de grande valor.

3. Na primeira parte desse capítulo, ele indica o mais comuns e fatais obstáculos a essa santidade: No último, Ele nos exorta através de motivos diversos, a abrir caminho por entre eles, e assegurar o prêmio de nosso alto chamado. 

            4. O primeiro obstáculo do qual Ele nos previne é o julgamento. 'Não julgueis, para que não sejais julgados'. Não julgarmos os outros, para que não sejamos julgados pelo Senhor, para que não tragamos a vingança sobre nossas próprias cabeças. 'Porque com o juízo com que julgardes, vós sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós': -- Uma regra clara e eqüitativa, por meio da qual, Deus permite que determinemos para nós mesmos, de que maneira Ele deverá proceder conosco no julgamento do grande dia.

            5. Não existe situação da vida, em qualquer período de tempo, do momento de nosso primeiro arrependimento e crença no Evangelho, até que estejamos perfeitos no amor, onde essa advertência não seja necessária para cada filho de Deus. Porque oportunidades de julgamento nunca faltarão. E as tentações a ele são inumeráveis: muitas, tão ardilosamente disfarçadas, que nós caímos no pecado, antes mesmo de suspeitarmos de algum perigo. E inexplicáveis são os enganos produzidos, daí em diante, -- sempre àquele que julga o outro, assim prejudicando sua própria alma, e expondo a si mesmo ao julgamento justo de Deus; -- e freqüentemente àqueles que são julgados, que se tornam impotentes; enfraquecidos e obstruídos em seu curso, se não, totalmente fora dele, fazendo com que retornem mesmo à perdição. Sim; quão freqüentemente, 'muitos se corrompem', quando essa 'raiz da amargura brota'; já que, por meio disto, o próprio caminho da verdade é mal falado, e aquele nome honrado, pelo qual somos chamados, é caluniado!

6. Ainda assim, não parece que nosso Senhor designou essa advertência apenas, ou principalmente para os filhos de Deus; mas, preferivelmente, para os filhos do mundo – para os homens que não conhecem a Deus. Esses não podem deixar de ouvir desses que não são do mundo; que seguem em busca da religião acima descrita; que se esforçam para serem humildes, sérios, gentis, misericordiosos, e puros de coração; que sinceramente desejam tais medidas daqueles temperamentos santos, quando eles não obtiveram, e esperam por eles, fazendo todo o bem a todos os homens, pacientemente suportando o mal. Quem quer que vá, assim tão longe, não pode ser oculto – não mais do que 'uma cidade encima de uma colina'.  E por que não aqueles que 'vêem' suas 'boas obras glorificarem seu Pai que está no céu?'. Que desculpa, eles têm para não trilharem seus passos? — para não imitarem o exemplo deles, e serem seus seguidores, como eles também são seguidores de Cristo? Por que, com o objetivo de providenciarem uma desculpa para si mesmos, eles condenam aqueles a quem eles deveriam imitar? Eles passam seu tempo, em se certificarem das faltas de seu próximo, em vez de emendarem as suas próprias. Eles estão tão ocupados a respeito dos outros saírem de seus caminhos, que eles mesmos nunca entraram nele, afinal; pelo menos, nunca avançaram; nunca seguiram além da pobre forma morta de santidade sem poder.

7. É, mais especialmente, para esses, que nosso Senhor diz: 'E por que tu reparas no argueiro que está no olho do teu irmão', -- as enfermidades, os enganos, a imprudência, a fraqueza dos filhos de Deus; -- 'e não vês a trave que está no teu olho?'. Tu não ponderaste a condenável obstinação no erro; o orgulho satânico; a execrável vontade própria; o amor idólatra ao mundo, que estão em ti mesmo, e que fazem com que toda a sua vida seja uma abominação para o Senhor. Acima de tudo, com que indolente negligência e indiferença tu estás dançando sobre a boca do inferno! E 'como, então', com que graça, com que decência e modéstia, 'tu irás dizer ao teu irmão, deixa-me tirar o argueiro de teu olho'; -- o excesso de zelo; a abnegação extrema; o imenso desembaraço das preocupações e empreendimentos mundanos; o desejo de estar, dia e noite, em oração; ou ouvir as palavras da vida eterna? –

'Observa a trave que está em teu próprio olho!'. Não um cisco, como um desses. 'Tu, hipócrita!', que pretendes cuidar dos outros, e não tens cuidado com tua própria alma; que mostras um zelo pela causa de Deus, quando, na verdade, tu nem amas, nem temes a Ele! 'Primeiro, tira a trave de teu próprio olho': Joga fora a trave da impenitência! Conhece a ti mesmo! Vê e sente que tu mesmo és um pecador! Sente que teu interior é muito perverso; tu és completamente corrupto e abominável; e que a ira de Deus habita sobre ti! Atira fora a trave do orgulho; abomina a ti mesmo; afunde como na poeira e cinzas; sejas cada vez menor, e insignificante, e comum, e vil aos teus próprios olhos! Tira a trave da vontade própria! Aprende o que significa, 'se algum homem quiser me seguir, que ele renuncie a si mesmo'. Nega a ti mesmo, e tome tua cruz diária. Deixa que toda tua alma clame: 'Eu vim do céu', -- porque assim tu vieste; teu espírito imortal, se tu o conheces ou não, -- 'não para fazer minha própria vontade, mas a vontade Dele que me enviou'.

Atira fora a trave do amor ao mundo! Não ama o mundo, nem as coisas do mundo. Sê tu crucificado para o mundo, e o mundo crucificado para ti. Usa o mundo apenas para agradar a Deus. Busca toda tua felicidade Nele! Acima de tudo, atira fora a maior trave: o descuido e a indiferença, indolentes! Considera profundamente, que 'uma coisa é necessária'; a única coisa que tu tens dificilmente pensado a respeito: Sabe e sente que tu és um miserável ser humano, pobre vil e culpado, tremendo sobre o grande abismo! O que tu és? Um pecador nascido para morrer; uma folha levada pelo vento; um vapor pronto a desaparecer; apenas surgindo, e, então, movimentando-se depressa no ar, para não mais ser visto! Vê isto! E, assim, tu deverás ver claramente, para lançar fora o cisco do olho de teu irmão'. Então, se tiveres tempo livre das preocupações de tua própria alma, tu saberás como corrigir teu irmão também.
           
            8. Mas qual é propriamente o significado dessas palavras: 'Não julgueis?'. Qual o julgamento que está aqui proibido? Não é o mesmo que a maledicência, embora esteja freqüentemente unida a ela. A maledicência é o relatar alguma coisa que seja má, com respeito a uma pessoa ausente; considerando que o julgamento pode indiferentemente se referir tanto ao ausente, quanto ao presente. Nem necessariamente implica em falar mal, afinal, mas apenas o pensar mal de outro. Não que toda espécie de pensamento mau de outros seja aquele julgamento que o Senhor condena. Se eu vejo alguém cometendo roubo ou assassinato; ou o ouço blasfemar o nome de Deus, eu não posso refrear-me de pensar mal do ladrão ou assassino. Ainda assim, não se trata de pensar mal. Não existe pecado nisso, nem alguma coisa contrária a exprimir sentimento.

            9. O pensar a respeito do outro, de uma maneira que seja contrária ao amor, é aquele julgamento que está aqui condenado; e isto pode ser de várias espécies. Primeiro, nós podemos pensar que alguém é culpado, quando ele não é. Nós podemos colocar sob sua responsabilidade (pelo menos em nossa própria mente), as coisas das quais ele não é culpado; as palavras que ele nunca disse, ou as ações que ele nunca realizou. Ou podemos pensar que sua maneira de agir seja errada, embora, na realidade, não seja. E mesmo onde nada pode justamente ser acusado, tanto nas próprias coisas, quanto na maneira de executá-las, nós podemos supor que sua intenção não foi boa, e, assim condená-lo por este motivo, ao mesmo tempo em que Ele, que conhece o coração vê sua simplicidade e sinceridade santa.

10. Mas nós não podemos apenas cair no pecado de julgamento, por condenarmos o inocente; mas também, em Segundo Lugar, por condenarmos o culpado, além do que ele merece. Esta forma de julgamento é igualmente uma ofensa contra a justiça, assim como a misericórdia; e ainda, tal ofensa, quando nada mais pode, nos assegura, a não ser da mais forte e terna afeição. Sem isto, nós rapidamente suporíamos que alguém, reconhecidamente em falta, seja mais culpado do que ele realmente é. Nós subestimaríamos qualquer bem que fosse encontrado nele. Mais ainda, nós não seríamos facilmente induzidos a acreditar que alguma coisa boa pode permanecer nele, em quem nós teríamos encontrado nada que fosse mal.

            11. Tudo isso mostra a manifesta necessidade daquele amor que não pensa mal; que nunca esboça uma conclusão injusta ou indelicada, quaisquer que sejam as  premissas. O amor nunca irá inferir da queda de alguém, uma vez encontrado numa atitude de pecado declarado, o qual está acostumado a praticar, que ele já é culpado: E se ele foi culpado uma vez, o amor não conclui que ele ainda seja, muito menos, que se ele é agora culpado disso, por conseguinte, deve ser culpado de outros pecados também. Essas conclusões maldosas pertencem àquele julgamento pecaminoso, do qual nosso Senhor nos alerta contra; e do qual nós estamos altamente preocupados a evitar, se nós amamos a Deus ou nossas próprias almas.

12.  Mas, supondo que nós não condenamos o inocente, nem o culpado, mais além do que ele merece; ainda assim, nós não podemos estar completamente fora da armadilha: Porque existe, em Terceiro Lugar, uma forma de pecado de julgamento, que é o condenar alguma pessoa, onde não existe evidência suficiente, afinal. E mesmo que os fatos que supomos sejam verdadeiros; ainda assim, isto não nos absolve. Porque eles não deveriam ter sido supostos, mas provados; e ainda que fossem, nós não deveríamos ter formado julgamento; -- eu digo, ainda que fossem; nós não poderíamos ser desculpados; mesmo que os fatos admitissem sempre provas tão fortes; a menos que aquelas provas tivessem sido produzidas, antes que executássemos a sentença, e comparadas com a evidência de outro lado. Nem poderíamos ser desculpados, se alguma vez, nós executamos a sentença completa, antes que o acusado tenha falado por si mesmo. Mesmo um judeu poderia nos ensinar isto, como uma mera lição de justiça abstraída do amor misericordioso e fraternal. 'Não julgue', diz Nicodemos, 'porventura condena a nossa lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conhecimento do que faz?' (João 7:51). Sim, um pagão poderia responder, quando o chefe da nação judaica desejou julgar seu prisioneiro: 'Não é a maneira dos romanos' julgar 'homem algum, antes que o acusado esteja face a face com seus acusadores, e tenha permissão de responder por si mesmo, concernente ao crime que lhe é imputado'.

13. De fato, nós não cairíamos facilmente no pecado de julgamento, se nós apenas observássemos aquela regra, que outro [Sêneca] daqueles ateus romanos afirmou ter sido a medida de sua própria prática. 'Eu estou tão distante', diz ele, 'de levemente acreditar em todo homem, ou em alguma evidência dos homens contra outro, que eu não facilmente ou imediatamente acredito na evidência de um homem contra si mesmo. Eu sempre permito a ele uma segunda opinião, e muitas vezes o aconselho também'. Assim sendo, tu que és chamado de cristão faças o mesmo, a fim de que o pagão não se levante e condene a ti naquele dia!    

            14. Mas quão raramente nós poderíamos condenar ou julgar um outro, pelo menos, quão logo poderia aquele mal ser remediado, se nós caminhássemos através daquela regra clara e expressa que o próprio nosso Senhor nos ensinou! – 'Se teu irmão cometer falta contra ti', ou, se tu ouvires, ou acreditares que ele o fez, 'vai e dize a ele da sua falta, entre ele e ti somente'. Este é o primeiro passo que deves tomar. 'Mas se ele não ouvir, toma contigo um ou dois mais, para que na boca de duas ou três testemunhas, toda palavra possa ser estabelecida'. Este é o segundo passo. 'Se ele negligenciar ouvi-los, diga-o à igreja', tanto ao inspetor nela, ou à congregação toda. Tu terás, então, feito a tua parte. Assim sendo, não te preocupes mais, mas recomenda tudo a Deus.

            15. Mas supondo que tu tenhas, pela graça de Deus, 'tirado a trave de teu próprio olho', e agora 'podes ver claramente o cisco ou a trave que está no olho de teu irmão', cuida de não causares dano a ti mesmo, por esforçar-te para ajudá-lo. Ainda assim, 'não dá o que é santo aos cães'. Não tenha a mais leve preocupação que alguém possa ser dessa forma; mas, se evidentemente parecer que ele mereça o título, então, 'não atira pérolas aos porcos'. Toma cuidado quanto aquele zelo que não está de acordo com o conhecimento. Porque este é um outro grande obstáculo no caminho daqueles que poderiam 'ser perfeitos, como o Pai celestial é perfeito'. Eles que desejam isto, não podem deixar de desejar que toda humanidade possa fazer parte da bênção comum. E, quando nós mesmos, primeiro participarmos do dom celestial, da 'evidência divina das coisas que não são vistas', nós nos admiraremos que toda a humanidade não veja as coisas que nós vemos tão claramente; e não teremos dúvida, afinal, de que devemos abrir os olhos de todos aqueles com os quais temos intercurso.

Conseqüentemente, nos dedicaremos, sem demora, inteiramente ao trabalho, com todos aqueles que encontrarmos, e os constrangeremos a ver, quer eles vejam ou não. E, pelo sucesso desfavorável desse zelo excessivo, nós freqüentemente afligimos nossas próprias almas. Para prevenir esse gasto de nossa energia em vão, nosso Senhor acrescenta essa precaução necessária (necessária a todos, mas, mais especificamente, àqueles que estão agora aquecidos no seu primeiro amor) 'Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem' (Mateus 7:6).

16. 'Não dêem o que é santo aos cães'. Acautelem-se para não pensarem que alguém mereça essa apelação, até que haja prova completa e incontestável, tal como vocês não poderão resistir muito tempo. Mas, quando for provado, claramente e indiscutivelmente, que eles são homens impuros e pecaminosos, não apenas estranhos, mas inimigos de Deus, e de toda retidão e santidade verdadeira; 'não dêem o que é santo', -- 'as coisas santas' – enfaticamente, assim chamadas – a esses. As doutrinas santas e peculiares do Evangelho – tais que estiveram 'ocultas nas épocas e gerações' dos antigos, e agora se tornaram conhecidas a nós, através da revelação de Jesus Cristo, e a inspiração de seu Espírito Santo. Não que os embaixadores de Cristo possam refrear de declará-las na grande congregação, onde alguns desses provavelmente estejam; nós devemos falar, quer os homens vão ouvir, ou quer eles reprimam; mas este não é o caso com os cristãos privados. Eles não suportam esse terrível caráter; nem estão debaixo da obrigação de forçar essas grandes e gloriosas verdades neles, que as contradizem e blasfemam; que tem a inimizade enraizada contra elas. Mais ainda, eles não devem proceder assim, mas preferivelmente conduzi-los, na medida em que eles sejam capazes de suportar. Não comecem um discurso sobre remissão dos pecados e o dom do Espírito Santo; mas falem com eles da maneira própria deles, e de acordo com seus próprios princípios. Com o racional, honorável, e injusto epicurista, a razão 'da retidão, temperança e julgamento a vir'. Este é o caminho mais provável de fazerem Felix tremer. Reservem os seus assuntos mais importantes para homens de grande entendimento.

17. 'Nem atirem pérolas aos porcos'. Mas relutem muito em fazer esse julgamento a algum homem. Porém, se de fato for claro e inegável; claro, além de toda controvérsia; se os "suínos" não se esforçarem, para dissimularem a si mesmos, antes, glorificam-se em suas vergonhas, não tendo pretensão de purificar tanto o coração quanto a vida, mas executam toda sujeira com ganância; então, 'não atirem' suas pérolas diante deles. Não falem sobre os mistérios do reino; sobre as coisas que os olhos não vêem; nem os ouvidos ouvem; o que, em conseqüência de eles não terem outros meios de conhecimento, nenhum dos sentidos espirituais, não pode entrar em seus corações conceberem. Não digam a eles 'das promessas excessivamente grandes e preciosas', que Deus nos tem dado, no Filho de seu amor. 

Que concepção, aqueles que nem mesmo desejam escapar da corrupção que está no mundo, através da luxúria, podem ter de serem feitos parceiros da natureza divina? Tanto quanto o conhecimento que os suínos têm das pérolas; tanto quanto o prazer que têm por elas; assim eles serão quanto às coisas profundas de Deus; ao que conhecem dos mistérios do Evangelho; imersos que estão, na mira desse mundo; nos prazeres, desejos e cuidados terrenos. Ó, não atirem pérolas diante desses, 'para que não as pisem!' – a fim de que eles não desprezem extremamente o que eles não podem entender, e falem mal das coisas que eles não conhecem. Mais ainda, é provável que esta não seja a única inconveniência que poderia se seguir. Não seria estranho se eles, de acordo com a sua natureza, 'se virassem contra vocês, e os despedaçassem'; se eles retribuíssem o bem com o mal; praguejando e blasfemando; e a boa vontade com o ódio. Tal é a inimizade da mente carnal contra Deus e todas as coisas de Deus. Tal é o tratamento que vocês devem esperar desses, se vocês oferecerem a eles uma imperdoável afronta de esforço para salvar suas almas da morte; para tirá-los, como se fossem carvões, do fogo.

            18. E ainda assim, vocês não precisam se desanimar extremamente; mesmos por causa destes, que, para o presente, 'viram-se contra vocês e os despedaçam'. Porque se todos os seus argumentos e persuasões falharem, existe ainda um outro remédio restante; um que é freqüentemente considerado efetivo, quando nenhum outro método tem eficácia: a oração. Por conseguinte, quer vocês desejem ou necessitem, tanto para outras, como para suas próprias almas, 'peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam e abrir-se-lhes-ão'. O negligenciar isto, é o Terceiro grande obstáculo da santidade. Se ainda 'não tivemos, é porque não pedimos'. Ó quão mansos e gentis; quão humildes de coração, quão cheios de amor a Deus e aos homens, vocês poderiam ter sido, até então, se vocês tivessem apenas pedido; --se vocês tivessem continuado em oração constante!

Por conseguinte, agora, pelo menos, 'peçam, e lhes será dado'. Peçam, que vocês poderão experimentar completamente, e perfeitamente, a prática de toda aquela religião que nosso Senhor tem aqui tão maravilhosamente descrito. E vocês deverão ser santos, como Ele é santo, no coração, e em tudo que falarem. Busquem, no caminho que ele ordenou; estudando as Escrituras; ouvindo Sua Palavra; meditando nela; jejuando; partilhando da Ceia do Senhor, e, certamente, encontrarão: Vocês encontrarão está pérola de grande valor; aquela fé que supera o mundo; aquela paz que o mundo não pode dar; aquele amor que é a garantia da herança de vocês. Batam; continuem em oração, e em todo o outro caminho do Senhor: Não sejam enfadonhos e fracos em suas mentes. Prossigam até a marca do verdadeiro cristão: não rejeitem: não deixem que Ele se vá, antes que Ele os abençoe. E as portas da misericórdia, da santidade, dos céus possam estar abertas a vocês

19. É pela misericórdia à dureza de nossos corações, tão hesitantes em acreditarem na santidade de Deus; que nosso Senhor se agradou de se estender sobre esse assunto, repetindo e confirmando o que Ele falou. 'Porque todo aquele', diz o Senhor, 'que pedir, receberá'; de modo que ninguém precisa ser insuficiente de bênçãos; 'e todo aquele que buscar', mesmo qualquer um que buscar, 'encontrará' o amor e a imagem de Deus; 'e para ele que bater', para todo aquele que bater, o portão da retidão lhe será aberto. De maneira que aqui não existe motivo para alguém ser desencorajado, ainda que eles perguntassem ou batessem em vão. Apenas lembrem-se sempre de orarem, buscarem, baterem, e não esmorecerem. E, então, a promessa permanece certa. Ela será firme, como os pilares dos céus; -- sim, muito mais firmes; porque os céus e terra irão passar, mas Suas palavras não passarão.

            20.  Para eliminar toda pretensão à descrença, nosso abençoado Senhor ilustra, nos seguintes versos, ainda mais além do que Ele disse, através de um apelo quanto ao que se passa em nossos próprios sentimentos. 'Que homem', diz ele, 'existe entre vocês, que, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra?'. Será que mesmo a afeição natural irá permitir que vocês recusem um pedido razoável de alguém que vocês amam? 'Ou se ele pedir um peixe, lhe dará uma serpente?'. Vocês irão dar a ele algo nocivo, em vez de proveitoso? De modo que, mesmo daquilo que vocês sentem e vocês mesmos fazem, vocês possam receber a mais completa segurança, de que, por um lado, nenhum mau propósito pode possivelmente atender seu pedido; e, por outro,  que ele será atendido com aquele bom propósito; um completo suprimento de todas as suas necessidades. Porque 'se vocês que são maus, sabem dar o que é bom para seus filhos, quanto mais seu Pai que está no céu', que é puro, e essencialmente bom, 'dará boas coisas àqueles que pedirem a Ele!'. Ou, (como Ele expressa isto em outra ocasião), 'dar o Espírito Santo àqueles que pedem a Ele?'. Nele estão incluídas todas as boas coisas; toda a sabedoria, paz, alegria, amor; todos os tesouros da santidade e felicidade; tudo que Deus tem preparado para aqueles que o amam.

            21. Mas para que sua oração possa ter seu valor completo para com Deus, veja que vocês sejam misericordiosos com todos os homens; porque, do contrário, será mais igualmente como trazer uma maldição, do que uma bênção sobre suas cabeças; nem vocês poderão esperar receber alguma bênção de Deus, enquanto vocês não tiverem misericórdia em direção ao seu próximo. Portanto, permitam que esse obstáculo seja removido sem demora. Confirmem seu amor para com o outro, e para com todos os homens. E os amem, não apenas na palavra, mas na ação e na verdade. 'Por conseguinte, em todas as coisas,o que quer que vocês queiram que os homens façam a vocês, façam o mesmo a eles; porque esta é a lei e os profetas'.

22. Esta é aquela lei real, a regra de ouro da misericórdia, assim como da justiça, que, mesmo o Imperador pagão fez com que fosse escrita sobre os portões de seu palácio; uma regra que muitos acreditam estar naturalmente gravada na mente de cada um que vem para o mundo. E, sendo assim, é certo que ela ordena a si mesma, a toda consciência e entendimento do homem, tão logo seja ouvida; considerando que nenhum homem pode sabidamente desobedecê-la, sem carregar sua condenação em seu próprio peito. 

23. 'Esta é a lei e os profetas'. O que quer que esteja escrito naquela lei que Deus dos antigos revelou para a humanidade, e quaisquer que sejam os preceitos que Deus tem dado, através de seus santos profetas, desde que o mundo começou, está tudo resumido nessas poucas palavras; está contido nessa direção resumida. E isto, corretamente entendido, condensa a totalidade daquela religião que nosso Senhor veio estabelecer sobre a terra. 

24. Ela pode ser entendida, tanto em um sentido positivo quanto negativo. Se entendida em um sentido negativo, o significado é: 'o que quer que vocês não queiram que os homens façam a vocês, não façam a eles também'. Aqui está uma regra clara; sempre pronta à mão; sempre fácil de ser aplicada. Em todas as circunstâncias, relacionadas ao seu próximo, façam das circunstâncias dele as suas próprias circunstâncias. Supondo-se que as circunstâncias devam ser mudadas, e vocês mesmos devam ser justos como ele é agora. Então, cuidem para que vocês não favoreçam algum temperamento ou pensamento; para que nenhuma palavra saia de seus lábios; para que vocês não dêem um passo que possa condená-los, diante de tais mudanças de circunstâncias. Se entendido, em um sentido direto e positivo, o significado claro é: 'o que quer que vocês possam razoavelmente desejar dele, supondo-se que vocês mesmos estejam nessas circunstâncias, que façam, ao extremo de seu poder, a todos os filhos do homem'.

25. Para aplicar isto, em um ou dois exemplos óbvios: Está claro à consciência de todos os homens que nós não gostaríamos que os outros nos julgassem; que pudessem, injusta ou levianamente, pensar mal de nós; muito menos gostaríamos que alguém pudesse falar mal de nós - pudesse espalhar nossas faltas ou enfermidades reais. Apliquem isto em si mesmos: Não façam ao outro, o que não gostariam que fosse feito a vocês; e nunca mais irão julgar seu próximo; nunca, injustamente ou levianamente, pensarão mal de alguém; muito menos falarão mal; vocês nunca irão mencionar, até mesmo a falta real de uma pessoa ausente, a menos que vocês estejam assim convencidos de que seja necessário para o bem de outras almas.

26. Novamente: Nós gostaríamos que todos os homens pudessem nos amar e nos estimar; e se comportassem em direção a nós, de acordo com a justiça, misericórdia e verdade. E nós podemos razoavelmente desejar que eles possam fazer a nós todo o bem que eles puderem, sem afligirem a si mesmos. Agora, então, que possamos caminhar pela mesma regra: que façamos a todos como gostaríamos que eles nos fizessem. Que amemos e honremos todos os homens. Que a justiça, misericórdia, e verdade governem nossas mentes e ações.

27. Esta é a moralidade pura e genuína. Façam isto, e viverão. 'E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles', porque eles são 'o Israel de Deus'.  (Gálatas 6:16). Que seja observado que ninguém pode caminhar por esta regra (nem mesmo, desde a criação do mundo); ninguém pode amar seu próximo como a si mesmo, a menos que primeiro ame a Deus; e ninguém pode amar a Deus, a menos que acredite em Cristo; a menos que tenha redenção através de seu sangue, e o Espírito de Deus testemunhe com seu espírito que ele é filho de Deus. Fé, portanto, é a raiz de tudo; da salvação presente, assim como da futura. Ainda nós podemos dizer a todos os pecadores: 'Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo'. Tu poderás ser salvo agora, para que possas ser salvo para sempre; salvo na terra; para que possas ser salvo no céu. Crê nele, e tua fé será operada pelo amor. Tu irás amar o Senhor teu Deus, porque ele amou a ti: Tu irás amar teu próximo como a ti mesmo: E, então, será tua glória e alegria, manifestar e aumentar esse amor; não meramente por abster-te do que é contrário a isto, de todo pensamento indelicado, palavra e ação, mas por mostrares toda esta delicadeza, para com todos os homens, da mesma forma que tu gostarias que eles pudessem mostrar para contigo.

[Editado por Dekek e Beryl Johnson (pastor Metodista e esposa em Meadpark, UK,) com correções de George Lyons para a Wesley Center for Applied Theology.]

O IMPOSSÍVEL BEM POSSÍVEL NÃO SE TORNE IMPOSSÍVEL


Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


Hebreus 6.4-6

O QUE É IMPOSSÍVEL EM HEBREUS 6?

EXEMPLOS DOS QUE CAÍRAM NO IMPOSSÍVEL
A) LÚCIFER
B) OS SACERDOTES E PRINCIPAIS DO TEMPO DE JESUS

A CASA VARRIDA. Mat. 12.43-44
- o contexto: Jesus estava falando do pecado imperdoável.
- Para quem contou Jesus esta parábola? Mat. 12.22-45.
1- Ao povo de Israel que vivia em Seu tempo.
2- Aos escribas e fariseus que o rejeitavam como seu salvador. Eles tinham varrido de as vida os pecados aparentes, mas permaneciam incapazes de demonstrar qualquer lealdade, a não ser a si mesmos. 
3- Ao endemoninhado que acabara de ser curado. Uma casa vazia não permanece assim por muito tempo. Rapidamente os cantos e frestas começam a mostrar ajuntamento de pó e insetos.
4- Aos que ouviram com alegria o evangelho, mas não se rederam ao ES. Tais pessoas ainda não cometeram o pecado imperdoável, e Jesus as adverte para que não cheguem a esse ponto.
- O homem liberto de um espírito mau tinha boas intenções. E não contava com o retorno do espírito mau, muito menos junto com mais 7 outros. Dessa forma, não se submeteu ao controle de Cristo. O ES tem de entrar em nossa vida e tomar o controle dos pensamentos e da conduta.
- pior que antes- no caso das enfermidades, as recaídas são muito mais graves do que a enfermidade inicial. A força física, já muito diminuída pela enfermidade, com freqüência é impotente ante o renovado ataque da enfermidade.
- Muitas vezes a recaída ocorre porque o paciente não se dá conta de sua debilidade física e confia demasiado em si mesmo. Quando uma pessoa está se recuperando da enfermidade do pecado, deveria confiar plenamente nos méritos e no poder de Jesus.
- lugares secos- nestes lugares desertos o espírito mau não encontrou seres humanos, por isto sentiu-se intranqüilo por não possuir nova casa.
- volveu- sua ausência era temporária.
- vazia e arrumada- a condição da casa - da pessoa- agora era o mesmo que havia quando ele entrou na pessoa pela primeira vez. A religião cristã não consiste principalmente em abster-se do mal, mas em aplicar a mente e a vida ao bem com inteligência e diligência. Não basta odiar o mal; devemos amar e guardar ardentemente o que é bom. Não basta evitar o mal; devemos buscar ativamente as coisas de cima. 
- O demônio foi despejado. Mas Jesus Cristo não foi convidado a entrar.
- Cristo não oferece apenas a libertação do pecado, mas também o reavivamento e a recriação. Afinal de contas, o cristianismo não é feito só de proibições; é uma força positiva e construtiva para o bem.
- EGW adverte que o conhecimento da Palavra de Deus é a única proteção contra o espiritismo.
- 7 demônios- plenitude- possessão demoníaca era completa.
- Devemos estar cientes de nossa debilidade espiritual, bem como da enorme força e astúcia da antiga serpente, Satanás. Apegados diariamente a Cristo, venceremos.
- EX- Saul. Começou muito bem, mas não guardou as entradas da alma. Um espírito mau o tomou, até levá-lo ao suicídio.
- A religião cristã não aceita entrega parcial, ou estagnação do desenvolvimento da vida como um todo. Precisamos sempre ir além. Sempre crescer no conhecimento, nos dons, nas atividades e na comunhão. Qualquer retrocesso dá lugar ao inimigo para que nos vença.
Analisar os endemoninhados. Ver Como Jesus tratava as pessoas, pp. 73. 
Pensamentos:
- A presença permanente da velha natureza garante que na vida cristã não há vitória sem vigilância.  J. Blanchard.
- Muitos santos, por não manterem rédeas curtas em relação a algum pecado que pensavam haver domado, foram lançados para fora da sela.  William Gurnall.
- Nossos inimigos cercam-nos de todos os lados; assim também deve ser nossa armadura.
- A eterna vigilância é o preço da liberdade.  Thomas Jefferson.
- Nenhum estágio de experiência exclui a necessidade de vigilância.  J. Motyer.

Sabe como descobrir se aquele ovo que está há um tempão na geladeira continua fresco ou não? Coloque o ovo numa vasilha com água e sal. Se estiver fresco, irá para o fundo da vasilha. Do contrário, flutuará parcialmente. Com o tempo, a câmara de ar que existe dentro dos ovos aumenta e os que não são frescos acabam boiando. Não há como esconder o que somos. As provas da vida, vindo hoje ou amanhã revelarão quão bom ou ruim é o nosso caráter.

PASSOS A EVITAR  PARA EVITAR O IMPOSSÍVEL, SEGUNDO EGW
1) DIVERTIMENTOS IMPRÓPRIOS A UM CRISTÃO
"Mais que qualquer outra coisa, estão os divertimentos contribuindo para anular a operação do Espírito Santo, e o Senhor é ofendido". CPPE 253.
2) A INCOERÊNCIA DO VIVER
"O Espírito é entristecido porque muitos não são sinceros de coração e na vida; sua fé professada não se harmoniza com suas obras". Testemonies 8- 247.
3) A COBIÇA
"Ananias e Safira ofenderam o Espírito santo cedendo a sentimentos de cobiça". AA 72.
4) DÚVIDA DO AMOR DE DEUS E DE SUAS PROMESSAS
"Quando nos inclinamos a duvidar do amor de Deus e a desconfiar de suas promessas nós desonramos e ofendemos Seu Espírito". Testemonies 5-310.
5) NÃO CONTROLAR A IMAGINAÇÃO
"... mas deixais a vossa mente controlar vossa imaginação. Nisto tendes entristecido o Espírito".
6) TEMOR
"Fazem eles bem em ser assim incrédulos? Jesus é seu amigo. Todo o Céu se acha empenhado em seu bem estar, e seu temor e queixas ofendem o Espírito santo". OE 258.
7) INDOLÊNCIA
"Quando a ignomínia da indolência e preguiça tiver sido afastada da Igreja, o Espírito do Senhor  se manifestará graciosamente. Revelar-se-á o poder divino". OE vol III 308.
8) INDULGENTES COM O EGOÍSMO
"O Espírito de Deus não habitará onde há desunião e contendas entre os crentes. Mesmo quando estes sentimentos não são expressos , eles tomam posse do coração e expulsam a paz e o amor que deviam caracterizar a igreja cristã. Isto é resultado do egoísmo no seu mais amplo sentido... A indulg6encia com o egoísmo certamente entristecerá o Espírito santo". Testemonies 4-221.
9) FALTA DE COOPERAÇÃO ENTRE OBREIROS DE INSTIUIÇÕES
"Estas coisas entristecem o Espírito Santo. Deus deseja que aprendamos um do outro. Independência não santificada coloca-nos onde Ele não pode trabalhar conosco. Com tal estado de coisas Satanás se alegra". Testemonies 7-197.
10) RELAXAMENTO NA OBSERVÂNCIA DO SÁBADO.
"Quando vossas ocupações temporais requerem vossa atenção violais o quarto mandamento sem escrúpulos. Fazeis da observância da lei de Deus um assunto de conveniência obedecendo ou desobedecendo conforme vossos negócios ou inclinações requerem. Isto não é honrar o Sábado como instituição divina e sagrada. Entristeçais o Espírito Santo e desonrais vosso Redentor em seguir este curso negligente". Testemonies 4-248.
11) DUREZA DE CORAÇÃO
"Enquanto eu estava ao lado da cama de meu esposo moribundo, eu compreendi que se os outros tivessem levado suas cargas, ele poderia Ter vivido por mais tempo. Eu então implorei, com agonia da alma, que aqueles que estavam presentes não entristecessem o espírito de Deus pela dureza de coração". Testemonies 5-67.
12) CASAMENTO MISTO - DE FILHOS DE DEUS COM INCRÉDULOS
"Ligar-se a um descrente é colocar-se em terreno de Satanás. O Espírito Santo é entristecido e perde-se a sua proteção". Testemonies 5-364-365.
13) REPRESÁLIA
"Se surgem provações que parecem inexplicáveis não devemos permitir que nossa paz seja roubada. Conquanto sejamos tratados injustamente, não demonstremos paixão. Alimentando o espírito de represália, prejudicamos a nós mesmos. Destruímos nossa confiança em Deus e entristecemos o Espírito Santo".  PJ 171-172.
14) RIVALIDADE ENTRE AS INSTITUIÇÕES ADVENTISTAS.
"Não deve haver rivalidade entre nossas instituições... isto eliminará o espírito missionário. Isto entristecerá o Espírito de Deus...". Testemonies 7-173.
15) OBSERVAÇÕES SEVERAS E SARCÁSTICAS
"Mas o Espírito Santo não habita no coração daquele que é obstinado se outros discordam de suas idéias e planos. Dos lábios da tal pessoa vêm observações severas que entristecem o Espírito e desenvolve atributos que são sat6anicos ao invés de divinos".  Counsels on Stewardship 115.

TORRE DE PISA
* Iniciada em 1173, a Torre de Pisa , desde seu início até hoje, constitui-se uma das maravilhas do mundo chamando a atenção de milhares de pessoas em todo mundo, não pôr sua altura, imponência ou beleza artística, mas pelo erro estrutural de suas fundações.
Alguns afirmam que ela foi construída inclinada de propósito, mas o certo  é que, depois de apenas três de seus oito andares estarem concluídos, já se podia perceber a desigualdade da fundação sobre o solo de uma argila macia. Procurou-se compensar a inclinação construindo os andares posteriores um pouco mais altos no lado inclinado, o que só serviu para afundá-la ainda mais. Somente no século XIV, depois de várias interrupções, a Torre foi concluída, mas já pendente.
A situação ficou mais crítica na década de 60, com  o aumento do consumo de água da cidade, que levou os pisanos a explorar, sem medidas ambientais, poços cavados nas proximidades da Praça dos Milagres. Com esta exploração, a inclinação da Torre foi aumentando drasticamente, a ponto da prefeitura local decretar o fechamento de 11 poços, de 50 a 200 metros de profundidade encontrados num raio de 1000 metros da Torre, isto acontecendo na década de 70.
Estima-se que de l922 até seu fechamento em  janeiro de l990, l8 milhões  de pessoas subiram alegremente os seis lances de escada em espiral dos seus oito andares. Com escadas de l metro de largura, de muito fácil acesso,  oferece uma linda vista panorâmica, de onde pode ser vista a Praça dos Milagres, a catedral, o batistério,  o cemitério, a  própria cidade de Pisa, o rio Arno e , ao longe, o Mar Mediterrâneo. Sua arquitetura simples e bela, que da praça é contemplada diariamente pôr l5 000 turistas, é leve e ornada de pórticos com harmoniosos arcos equilibrados em trinta colunas finas em cada andar. A solidez da estrutura secular é de alvenaria de pedras retangulares.
A forma circular é absolutamente original, pois todas as torres de campanários italianas da mesma época têm formato quadrado. Não se sabe de quem foi o projeto da Torre, pois ninguém assumiu sua autoria, enquanto que os demais edifícios da praça (a catedral, o batistério e o cemitério) são assinados em diversos pontos pôr seus autores.
Em l9ll seus sete sinos pararam de tocar, pois se continuassem, logo a oscilação dos seus 9 500 quilos de metal fundido e o som harmonioso seria, certamente, fatal à famosa Torre inclinada.
Porém, admitem os especialistas que ela pode cair a qualquer momento. É suficiente um vento forte para que ela desmorone, afirmam outro. O pior é que, além de uma inclinação de quase 5 metros em relação à vertical, foi descoberto um ponto crítico na estrutura, que pode ceder de um momento para o outro. Devido também  ao alicerce da Torre não se apoiar de modo igual no terreno, a pressão do peso é maior de um lado, levando os entendidos a concluírem: devido a todos estes fatores, se o angulo de inclinação continuar aumentando no ritmo atual, calcula-se que num dia incerto, entre 200 e l000 anos, a Torre se espatifará no chão da bela praça que a cerca.
Uma observação é precisa aqui: foi dentro da igreja de Pisa, e não jogando objetos pesados de cima da Torre inclinada, que Galileu Galilei (1564-1642) deu um passo importante na compreensão dos fenômenos físicos. Ao contrário do que diz a lenda, Galileu jamais deixou cair alguma coisa de cima do campanário para demonstrar que corpos de massas  diferentes caem com a mesma velocidade. Na verdade, deixava rolar bolas de ferro sobre um plano inclinado armado por ele, eliminando assim a resistência do ar. Na Catedral de Pisa, cidade onde nasceu, Galileu tinha 17 anos quando assistia a uma cerimônia e começou prestar atenção em um lustre oscilante no teto. Usando seus próprios batimentos cardíacos como medida de tempo, observou que o intervalo entre cada oscilação era constante, qualquer que fosse a amplitude do movimento. Depois de repetir a experiência, Galileu sugeriu que essa característica do pêndulo fosse usada nos relógios, tornando-se muito mais precisos desde então. 

Aquele jovem que no início de sua vida ouve falar de Jesus, mas não deseja seguí-lo, é semelhante à esta condenada Torre. Sua vida pode ser excitante a princípio, mas quando as dificuldades lhe aparecerem, não terá alicerce moral para vencê-las.  Poderá até ser famoso, como a torre de Pisa o é, mas pelo mesmo motivo: seu fracasso em querer ser grande.
Porém, aquele que aceita a Jesus como seu Salvador, e decide seguir suas Leis de saúde, de conduta moral e social, bem como familiar, está destinado ao sucesso. Podem vir as piores provações: morte dos pais, frustração na profissão, doença, acidentes ou qualquer outro mal, ele terá forças para vencer qualquer desafio.
Foi assim com Jó. Era tão rico que os entendidos dizem que o homem mais rico do mundo, nos primeiros 50 anos deste século, Rochefeller, seria apenas um chover de Jó. Mas ele havia escolhido servir a Deus em tudo. Em poucos dias, perdeu seus  3 000 camelos, 7 000 ovelhas, 500 juntas de bois, 500 jumentas, e o que lhe era mais caro na vida: seus 7 filhos e suas 3 filhas. Sua esposa o amaldiçoou. Perdeu nos dias seguintes sua saúde, acometido de uma doença que lhe obrigava a se coçar com cacos de telhas. Abandonado e sozinho porém, Jó teve calma e força. E do profundo de sua alma exclamou: Ainda que Ele me mate, nEle confiarei".
Hoje você está escolhendo o que fará de sua vida no futuro. Deseja fracassar ou vencer? Construa sua vida, seu caráter, seus alvos e aspirações baseados na Palavra de Deus. Terá sucesso bem como segurança e paz. Que Deus o ajude!
FONTE- SUPER INTERESSATE, AGOSTO DE 1991.

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho SP 1992

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Uma reflexão sobre o mundo!

O mundo em que vivemos está mais sensível e aberto ao diferente, e isso acontece por que aqueles que foram vitimas no passado agora estão fazendo as leis.
Os NERDS dominaram o mundo! será mesmo?
A resposta é quântica, Sim e Não.
Sim por que aqueles que eram oprimidos por valentões nos colégios e aqueles que eram vistos como estranhos hoje ditam as regras da sociedade através de suas invenções.
Não porque o conceito de NERD caiu muito, hoje em dia qualquer um que goste de:
quadrinhos,  animações ,ficção cientifica,Star wars, Star Trek , Series, filmes, enfim nem sempre o sentido de ser NERD está ligado ao estudo de fato.
O que vemos hoje são pseudo-nerds aparecendo como uma modinha ou simplesmente estão "na caixa errada".
Em resumo os NERDs de hoje são crianças que são da idade de adultos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

A VIDA QUE EU SEMPRE PEDI A DEUS




Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


MATEUS 4. 8-11

Jesus estava no momento mais decisivo de Sua vida. Todo o período mais útil estava à Sua frente. Ele precisava Se concentrar para alcançar Seus objetivos. Por isto jejuou e orou por 40 dias.
Sua missão? Precisava salvar o mundo.
Para isto Ele tinha 2 caminhos:
1- Se eximir da responsabilidade
2- Assumir nossa culpa e andar pelo caminho da humilhação: sofrer por 3 anos Seu ministério, morrer na cruz, e levar sobre Seus ombros o peso do pecado.

Neste contexto aparece Satanás e lhe oferece sua solução:
- Você não precisa sofrer tudo isto. Você sabe que eles irão te rejeitar, outros só te seguirão pela comida e bebida. E no fim, você morrerá. Eu tenho um caminho melhor.
Jesus não aceitou.
Você aceitaria?

O que Satanás ofereceu à Jesus? O mesmo que ele oferece hoje!
1- SUCESSO
2- FAMA
3- PODER

Por que Jesus não aceitou a proposta do diabo, mas foi em busca do plano de Deus?

1- O SUCESSO DO MUNDO É SEMPRE PROFISSIONAL/ E TERÁ POR OBJETIVO A CONDIÇÃO FINANCEIRA.
- Deixará tudo (pais, amigos, esposa, família, até suas prioridades) para alcançar o topo. Tudo isto será olhado como “coisa pequena”, a moça sentir-se-á medíocre por priorizar a família, os filhos.
RESULTADO: o sucesso do mundo TE TORNARÁ SOZINHO!

2- A FAMA QUE O MUNDO TE OFERECE EXIGIRÁ DE VOCÊ USAR TODOS OS SEUS DONS E TALENTOS (cantar/falar bem/liderança/inteligência nos estudos/ capacidade nos esportes) PARA SER ADORADO, ENALTECIDO.
- Fará tudo o que puder para ser exaltado por pessoas importantes, apreciadas por elas, aparecer na mídia de sua comunidade...
RESULTADO: a fama do mundo TE TORNARÁ ESCRAVO DA APRECIAÇÃO ALHEIA.
* John Lenonn: São os súditos que matam o rei. Ele vive em função destes! Quando a tal veneração cai, a pessoa perde seu rumo, sua razão de viver!
* Cláudia Liz: modelo na década de 90, fez lipoaspiração para perder 2 kg, e já era super magra. Simplesmente para agradar. Quase morreu pelas sérias complicações de sua cirurgia! Valeu à pena?
* O que é importante na vida?
HACA 95 O que é importante na vida KATIE 17
O importante na vida é como tratamos uns aos outros. HANA IVANHOE, 15 ANOS Durante todo o primeiro ano do científico, fiquei esperando a noite das Calouras- uma espécie de retiro organizado pelo colégio onde as calouras podiam conversar abertamente sobre suas vidas, interesses e problemas. Foi ótimo poder dividir meus medos e anseios com outras meninas, falar sobre os estudos, os estudos e, principalmente, sobre os meninos. Voltei para casa me sentindo ótima. Tinha certeza de que aprendera muito sobre as pessoas naquele encontro. Decidi colar os papéis e bilhetes que tinha recebido no retiro na minha agenda, que é onde guardo algumas das coisas de que mais gosto. Sem pensar muito, coloquei a agenda em cima da cômoda e terminei de desfazer as malas. Comecei a semana cheia de esperança. Mas, ao contrário do esperava, os dias seguintes ao retiro foram um desastre.
Uma amiga me magoou, tive uma briga com minha mãe e tirei uma nota baixa em inglês. Para completar, estava me sentindo feia e não sabia o que vestir no baile de fim de ano. Eu chorava todas as noites até cair no sono. Tinha imaginado que o retiro teria um impacto maior sobre a minha vida, me ajudando a ficar livre do estresse. Mas comecei a achar que tinha sido apenas um alívio temporário.
Acordei na manhã de sexta-feira com o coração pesado e de mau humor. Também estava atrasada. Vesti a roupa depressa e, quando bati a gaveta, minha agenda caiu de cima da cômoda e tudo o que estava dentro se espalhou pelo chão. Quando me ajoelhei para catar as coisas, 1 folha de papel dobrada chamou minha atenção. Minha chefe no retiro tinha escrito uma cartinha que eu esquecera de ler. Abri a folha e li:
A vida não é um placar. O importante não é quantas pessoas telefonam para você, nem com quem você saiu ou está saindo. Também não importa se você nunca namorou ninguém. O importante não é quem você beijou, que menino ou menina gosta de você. O importante não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora, que esporte pratica ou o colégio que freqüenta. Na verdade, o importante não são suas notas, seu dinheiro, suas roupas ou se passou ou não para a faculdade. Na vida, o importante não é ser aceito ou não pelos outros, não é ter muitos amigos ou estar sozinho. Na vida, nada disso é importante. O importante na vida é quem você ama e quem você fere. É como você se sente em relação a você mesmo. É confiança, felicidade e compaixão. É ficar do lado dos amigos e substituir o ódio por amor. O importante na vida é evitar a inveja, não querer o mal dos outros, superar a ignorância e construir a confiança. É o que você diz e o significado de suas palavras. É gostar das pessoas pelo que elas são e não pelo que têm. Acima de tudo, é escolher usar a sua vida para tocar a vida de outra pessoa de um jeito que a fará mais feliz. O importante na vida são essas escolhas.
Naquele dia eu me dei superbem na prova de inglês. No fim de semana, me reconciliei com minha amiga e tive coragem de telefonar para o menino de quem gostava. Passei mais tempo com minha família e me esforcei para dar atenção à mamãe. Cheguei até a encontrar um vestido lindo para a festa e me diverti muito. E tudo isso não aconteceu por sorte ou milagre. Foi por causa de uma mudança de sentimento e de atitude da minha parte. Percebi que algumas vezes bastava eu me sentar e lembrar das coisas realmente importantes na vida - como as que aprendi na Noite das Calouras.
Este ano estou me preparando para um novo retiro, agora como veterana. Mas guardo ainda aquele bilhete na minha agenda. Para eu poder relê-Io sempre que precisar lembrar o que realmente importante na vida. KATIE LEICHT, 17 ANOS

3- O PODER QUE O MUNDO TE OFERECE TE EXIGIRÁ CONTROLAR A VIDA DOS OUTROS, MANDAR O MÁXIMO QUE PUDER. QUANTO MAIS PESSOAS CONTROLAR, MAIS FELIZ SERÁ!
- Fará de tudo para subir ao poder, e não terá escrúpulos para manter-se lá.
RESULTADO: o poder que o mundo te oferece TE TORNARÁ INSANO, COMPLETAMENTE LOUCO. NEURÓTICO.
* Alexandre o Grande conquistou o mundo. Quando não tinha mais onde mandar preferiu morrer. O poder é insaciável!
* Hamã: todos o adoravam. Mas quando Mardoqueu, 1 único judeu não o fez, toda a sua vida ruiu.

A oferta de Deus é melhor? O que Deus me oferece?

Todos nós na juventude temos o futuro à frente. É claro que queremos acertar em tudo, ter sucesso na vida, e tirar o maior proveito dela, o maior prazer possível. Afinal de contas, só temos 1 vida! Mas o plano de Deus é melhor. Veja o que Ele te oferece...

1- TORNAR-SE ALGUÉM MELHOR- II Cor. 3.18
* Mike Tyson: menino de rua, descoberto por Don King tornou-se um dos maiores pugilistas da história, campeão mundial imbatível, derrubava todo mundo por nocaute. Mas o treinamento do boxe nem sucesso nos ringues não mudou sua pessoa. Ele saiu das ruas mas as ruas nunca saíram dele. Agrediu muita gente, arrumou confusão com outros, foi preso por alguns anos por estupro, entrou em falência financeira, e em profundo declínio profissional, chegando a ser ridicularizado por todos de seu meio.

2- RENÚNCIA TOTAL - João 12. 23-26
* João Pascale- Jovem pastor valdense na época do descobrimento do Brasil. Mas no sul da Itália os valdenses foram atacados, dezenas foram mortos  e assim todos seus pastores. Abandonados e perdidos. Pediram auxílio ao norte. Por fim João foi escolhido para ir. Ele sabia o perigo de aceitar tal chamado: poderia ser morto no caminho, ou na chegada, ser preso, torturado. Mas aceitou. Era noite, prestes a casar com Valentina. Despediram-se para sempre. Cegou foi preso por 1 ano numa úmida masmorra. Por fim levado á Roma, diante do Papa. Defendeu suas convicções. Queimado vivo numa estaca suas cinzas jogadas ao Rio.

3- VIVER PARA ABENÇOAR A VIDA DOS OUTROS- I João 3. 16-18
* Madre Teresa de Calcutá – poderia ter uma vida de estudos promissora na Inglaterra ou na França, mas escolheu servir a Deus num dos piores países do mundo para se viver. Trabalhou toda a vida andando pelas favelas da Índia, principalmente em Calcutá, onde o caminhão Pipa passa de manhã recolhendo os cadáveres dos que morreram de fome à noite.  Ganhou o Prêmio Nobel da Paz, usou o dinheiro para ajudar esses necessitados. Almoçou e jantou com muitos parlamentares, presidentes e reis. O que usava? Tudo o que tinha na vida: um sari amarrado com um alfinete. Um presidente: Por que faz isto? Não vê que estas pessoas morrerão de fome mesmo? – Eu não tenho dúvida, mas elas merecem morrer de forma digna. Outro: Por que a senhora continua se sabe que nunca terá um grande sucesso em tornar a Índia um país cristão? – Eu não fui chamada para um ministério de sucesso mas de renúncia!

EM BREVE TUDO PASSARÁ!
ARTISTAS-
* Sandra Bréia- artista de sucesso na década de 70. Fez O Bem Amado! Mas entrou no ostracismo. Em 1993 li na Veja o fim da estrela: morava num quarto escuro, que minava água e escorria musgo verde. Sozinha (a musa da beleza), pobre, trabalhava por fins comunitários. E aidética!
IMPÉRIOS- URSS
* Quando menino, era um país de ferro. Soberbo, majestoso!
IDÉIAS- o que era certo ontem já é ridicularizado hoje!

Prêmios de Deus:
1- RECONHECIMENTO- Neemias 13. 30-31
* Eu- desde o dia em que Deus me chamou para ser um Pastor, tive de pagar um alto preço por este sonho que nem sempre estive disposto a pagar. Trabalhar desde cedo para pagar o colégio/ desossar frangos no seu Redy/ colportar por 8 férias/ trabalhar no IAE/ fim sem chamado!/ dar 40 aulas por semana no COASA/ Eu olhava pela janela da 7ª. Série e dizia: Para que tudo isto?
2- PROMOÇÃO- Daniel 12. 1-3
* Aqui as pessoas se matam para terem o aplauso de um ser humano mais famoso que ele! Mas quem são os seres humanos? Apenas um pedaço de carne que logo deixa de existir! São todos iguais a mim!
Todos querem ganhar: OSCAR/ GRAMMY/ NOBEL (3 maiores prêmios).
Eu prefiro o plano de Deus. Cada passo por Jesus anjos me contemplam. (José com a mulher de Potifar) No Céu serei louvado pelos anjos! Os seres perfeitos, sem pecado, equilibrados, sem qualquer interesse político, e eternos me louvarão.
Seremos os seres mais gloriosos da eternidade pois fomos os únicos que passaram pelo pecado, sofreram mas venceram!

3- COMEMORAÇÃO
* Sou de família simples, por isto meus aniversários sempre foram discretos. Só aos 6 anos minha mãe fez uma festa. Porém eu tenho tias especiais. Lena: sempre me levava um pudim quando vinha do colégio. Em 1989, telefone pra você. Pensei que fosse algo grave com meus pais. Era minha tia Tereza: Parabéns, me lembrei da data, resolvi te ligar e te desejar muito sucesso. Nunca me esqueci!

APELO
* O campeão HACA 90 JASON
Ele tinha o corpo de um peso-pena. Mas o que aquele garoto de quinze anos não tinha em força e velocidade, tinha em atitude.
Jason nunca faltava a um treino, embora raramente tivesse a oportunidade de jogar, e mesmo assim só nos minutos finais do jogo, quando nosso time estava pelo menos dois pontos na frente do adversário. Mas o número 37 nunca reclamava e sempre dava o melhor de si - mesmo que isso fosse bem pouco. Eu era o treinador do time. Certo dia, ele não apareceu no treino. Quando faltou no segundo dia, telefonei para a casa dele para saber o que estava acontecendo. Um parente distante me disse que o pai de Jason tinha morrido e que a família estava organizando o enterro. Duas semanas mais tarde, meu fiel número 37 compareceu novamente, pronto para treinar. Só faltavam três dias para o próximo jogo. Era a partida decisiva da temporada, contra nosso rival mais forte.
Quando chegou o grande dia, meus melhores jogadores estavam preparados para entrar em campo. Todos os rostos familiares se encontravam ali, menos um - Jason. De repente ele apareceu do meu lado e, com uma expressão e uma atitude completamente diferentes, afirmou:
- Hoje eu vou dar a partida. Já estou pronto. - Não deu espaço para recusas ou argumentações. Quando o jogo começou, ele estava na sua posição em campo. O jogador titular no lugar de quem ele entrara estava sentado atônito no banco.
Naquele dia, Jason jogou como um craque. Sob todos os aspectos, ele estava igual, senão melhor, do que o melhor jogador do time. Corria rápido, encontrava todas as brechas e saltava depois de cada colisão como se nunca tivesse levado um golpe. Na metade do jogo, ele já tinha feito três pontos. Num desfecho triunfal, como se quisesse remover qualquer dúvida da mente de qualquer um, fez outro ponto nos últimos segundos  da partida.
Enquanto corria para fora do campo com o resto do time, Jason recebeu uma saraivada de tapinhas nas costas e empurrões, embalados pelos aplausos ensurdecedores da multidão. Apesar de toda a adulação, Jason conseguiu manter sua atitude humilde, discreta. Surpreso com a súbita transformação,  cheguei perto dele e perguntei:
- Jason, você estava extraordinário hoje. Quando fez o segundo ponto, tive que esfregar os olhos e me beliscar. Mas no final do jogo minha curiosidade me venceu. O que aconteceu com você?
Hesitante de início, Jason disse:
- Bom, treinador Williams, o senhor sabe que meu pai morreu faz pouco tempo. Quando o meu pai estava vivo, ele era cego e não podia me ver jogar. Mas, agora que ele foi para o céu, esta foi a primeira vez que ele pôde me ver jogar. E eu queria que ele ficasse orgulhoso. Nailah Malik

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho 24/09/2005 IAEMG


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Sobre o Sermão do Monte – Parte IX


John Wesley

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. (Mateus 6:24-34)


1. Está registrado que as nações que o Rei da Assíria estabeleceu nas cidades de Samaria, depois de ter levado Israel cativo, temiam ao Senhor, e, ao mesmo tempo, serviam aos seus próprios deuses'. 'Essas nações', diz o escritor inspirado, 'temiam o Senhor'; desempenhavam um serviço exterior a Ele (uma prova clara de que eles tinham um temor por Deus, embora não de acordo com o conhecimento); 'e serviam suas próprias imagens esculpidas; ambos seus filhos, e os filhos de seus filhos: Assim como seus antepassados; e como eles até esse dia'.  (2 Reis 17:33 em diante).

Quão proximamente, a prática da maioria dos cristãos modernos assemelha-se a esta dos pagãos antigos! 'Eles temiam ao Senhor'; eles também executavam os serviços exteriores a Ele, e, por meio disto, mostravam que tinham algum temor a Deus; mas eles igualmente 'serviam aos seus próprios deuses'. Existem aqueles que 'os ensinam'  como era ensinado aos Assírios, 'a maneira do Deus da terra'; o Deus cujo nome a cidade carrega até esse dia, e quem foi uma vez adorado lá, com adoração santa. 'Todavia', eles não O serviam sozinho; eles não O temiam suficientemente para isto; Mas 'cada nação criou seus próprios deuses': Cada nação, nas cidades, nas quais eles habitam'. Essas nações temiam ao Senhor'; elas não tinham colocado de lado as formas exteriores de adoração a Ele; mas 'elas serviam as suas imagens esculpidas, prata e ouro; a obra das mãos dos homens: Dinheiro, prazer, e aplaudo; os deuses desse mundo, mais do que divide seus serviços com o Deus de Israel. Essa é a maneira de ambos: 'seus filhos e os filhos de seus filhos; e como fizeram seus antepassados, assim eles fazem até esse dia'.

            2. No entanto, falando de uma maneira ampla, seguindo a maneira comum dos homens, dizia-se que esses pobres pagãos 'temiam ao Senhor'; ainda assim, podemos observar que o Espírito Santo imediatamente acrescenta, falando de acordo com a natureza verdadeira e real das coisas: 'Eles não temiam ao Senhor, nem seguiam de acordo com a lei e o mandamento que o Senhor ordenou aos filhos de Jacó; com os quais o Senhor fez uma aliança, e os instruiu, dizendo:Vocês não devem temer outros deuses, nem servi-los. – Mas ao Senhor, seu Deus, vocês devem temer, e Ele irá livrá-los das mãos de todos os seus inimigos'.

            O mesmo julgamento é passado, através do infalível Espírito de Deus; e, realmente, através dos olhos todos desse entendimento, ele tem permitido discernir as coisas de Deus, sobre esses pobres cristãos, comumente assim chamados. Se nós falamos de acordo com a natureza verdadeira e real das coisas, 'eles não temiam ao Senhor, nem o serviam'.  Uma vez que eles não 'seguiam a aliança que o Senhor fez com eles, nem a lei e os mandamentos, os quais ele ordenou a eles dizendo: deveis adorar o Senhor, teu Deus, e a ele tão somente, deveis servir'. 'Eles servem outros deuses, até esse dia'. E 'nenhum homem pode servir a dois mestres'.

            3. Quão inútil, é para qualquer homem visar isto: -- tentar servir a dois mestres! É difícil prever qual deva ser a conseqüência inevitável de tal tentativa? 'Tanto ele irá odiar um, e amar o outro; quanto irá dedicar-se a um, e desprezar o outro'. As duas partes dessa sentença, embora separadamente propostas, devem ser entendidas, em conexão uma com a outra; porque a última parte é uma conseqüência da primeira. Ele irá naturalmente dedicar-se a quem ele ama. Ele irá, então, apegar-se a ele, prestando a ele um serviço concorde, fiel e diligente. E, nesse meio tempo, ele irá, da mesma forma, desprezar o mestre que ele odeia, e não terá o menor cuidado com respeito às suas ordens, e irá obedecê-las, se, afinal, de uma maneira inadequada e descuidada. Portanto, quaisquer que sejam os homens sábios do mundo, podemos supor que 'não se pode servir a Deus e a mammon'.  

            4. Mammon era o nome de um dos deuses pagãos, que se supunha presidir sobre as riquezas. É aqui entendido sobre os próprios ricos; ouro e prata; ou, em geral, dinheiro; e através de uma figura de linguagem, sobre tudo que possa ser comprado por meio disto, tal como conforto, honra e prazer sexual.

            Mas o que podemos entender aqui, por servir a Deus, e o que significa servir a mammon?

            Nós não podemos servir a Deus, exceto se acreditarmos Nele. Este é a única condição verdadeira para servi-lo. Por conseguinte, acreditando em Deus, como 'reconciliando o mundo para si mesmo, através de Jesus Cristo; o acreditar Nele, como um Deus amoroso, redentor, é a primeira grande ramificação de seu serviço.

            E assim, acreditarmos em Deus implica, confiarmos Nele, como nossa força, sem a qual não podemos fazer coisa alguma; quem a todo momento, nos dota com o poder do alto, sem o qual é impossível agradar a Ele; como nosso ajudador, nosso único auxílio nos momentos de preocupação;  quem nos circunda com músicas de libertação; como nosso escudo; nosso defensor; e quem ergue nossas cabeças acima de todos os nossos inimigos que estão à nossa volta.  

Isto implica, em confiarmos em Deus, como nossa felicidade; como o centro dos espíritos; o único descanso de nossas almas; o único bem que é adequado para todas as nossas capacidades, e suficiente para satisfazer todos os desejos que Ele nos tem dado.

            Isto implica (o que está proximamente ligado ao outro), em confiarmos em Deus como nossa finalidade; termos um único olho para Ele, em todas as coisas; usarmos todas as coisas apenas como meios de agradarmos a Ele; onde quer que estejamos, ou o que quer que façamos, vê-lo que é invisível, nos observando bem satisfeito, e submetendo todas as coisas a Ele, em Jesus Cristo.

            5. Assim sendo, acreditar é a primeira coisa que devemos entender por servirmos a Deus. A segunda é amá-lo.

            Agora, amarmos a Deus da maneira que as Escrituras descrevem; da maneira que o próprio Deus requer de nós, exigindo compromisso, para operar em nós, -- é amarmos a Ele como o Único Deus; ou seja, 'com todo nosso coração, e com toda a nossa alma, e com toda a nossa mente, e com toda as nossas forças'; -- é desejarmos a Deus somente, por amor a Ele; e nada mais, a não ser com referência a Ele; -- regozijarmo-nos em Deus; -- deleitarmo-nos no Senhor; não apenas para buscarmos, mas para encontrarmos felicidade Nele; para desfrutarmos de Deus como o Superior; descansarmos Nele, como nosso Deus e nosso tudo; -- em uma palavra, é termos tal possessão de Deus, que nos torna sempre felizes.

            6. A terceira coisa que devemos entender por servir a Deus é assemelharmo-nos a Ele ou o imitarmos. Assim dizem os antepassados: 'a melhor adoração ou serviço a Deus, é imitar a Ele que você adora'.

            Nós aqui falamos de imitar ou assemelhar-se a Ele, no espírito de nossas mentes: porque é aqui que a verdadeira imitação cristã de Deus começa. 'Deus é um Espírito'; e eles que o imitam ou se assemelham a Ele, devem fazer isto 'em espírito e em verdade'.

            Agora Deus é amor: Portanto, eles, que se assemelham a Ele, no espírito de suas mentes, são transformados na mesma imagem. Eles são misericordiosos, assim como ele é misericordioso. A alma deles é todo amor. Eles são gentis, benevolentes, compassivos, bondosos de coração; e isto não apenas para com o bom e gentil, mas também para com o obstinado. Sim. Eles, assim como Eles amam a todo homem, e sua misericórdia se estende para todas as suas obras.

            7. Uma coisa mais, nós devemos entender por servir a Deus, e esta é obedecermos a Ele; glorificarmo-lo, com nossos corpos, assim como, com nossos espíritos; mantendo seus mandamentos exteriores; zelosamente fazendo aquilo com a qual Ele se agrada; cuidadosamente, evitando o que Ele tem proibido; executando todas as ações comuns da vida, com um olhar único, e um coração puro; oferecendo todas elas, no amor santo e ardente, como sacrifícios a Deus, através de Jesus Cristo. 

            8. Vamos considerar agora o que nós entendemos, por outro lado, como servirmos a mammon. Primeiro, isto implica em confiarmos nas riquezas; no dinheiro; ou nas coisas adquiridas por meio dele, como nossa força, -- como os meios para conseguirmos o que quer que tenhamos em mão; em confiarmos nele como nosso ajudador, -- através do qual, buscamos ser confortados, ou libertos da preocupação.  

            Isto implica em confiarmos no mundo para a felicidade; supondo que 'a vida do homem',  o conforto de sua vida, 'consiste na abundância de coisas que ele possui';  buscarmos descanso nas coisas que são vistas; contentamento, na plenitude exterior; esperarmos satisfação nas coisas do mundo, e que nunca poderão ser encontradas fora de Deus.

            E, se nós fazemos isto, nós não podemos deixar de fazer do mundo nossa finalidade; nosso objetivo último; se não, de todos, pelo menos, de muitos de nossos entendimentos; muitas de nossas ações e desígnios; nos quais nós almejamos apenas a melhora da saúde; obter prazer ou louvor; ganhar uma maior medida de coisas temporais, sem qualquer referência às coisas eternas.

            9. O servirmos a mammon implica, em segundo lugar, amarmos o mundo; desejando-o apenas por amor a ele; colocando nossa alegria nas coisas dele; e fixando nossos corações sobre elas; buscarmos (o que, de fato, é impossível que possamos encontrar) nossa felicidade nisso; o descanso, com todo o peso de nossas almas, sobre o apoio de juncos quebrados, embora a experiência diária mostre que eles não poderão  suportar, mas irão apenas 'entrar em nossa mão e perfurá-la'.

            10. Assemelharmo-nos; estarmos em conformidade com o mundo, é a terceira coisa que entendemos por servirmos a mammon; não termos apenas desígnios, mas desejos, temperamentos, afeições, adequados àqueles do mundo; termos uma mente mundana, sensual, presa às coisas da terra; sermos obstinados, amantes desordenados de nós mesmos; pensarmos grandemente, em nossas próprias realizações; desejarmos e deleitarmo-nos no louvor de homens; temermos, evitarmos, e abominarmos reprovação; estarmos descontente com a censura; sermos facilmente provocados, e rápidos para retornarmos o mal com o mal.

            11. Servirmos a mammon é, por último, obedecermos ao mundo, exteriormente confirmando suas máximas e costumes; caminharmos como outros homens caminham, numa estrada comum, em um caminho largo, sem obstáculos, e muito usado; é estarmos na moda; seguirmos à multidão; fazermos como o restante de nosso próximo; ou seja, fazermos a vontade da carne e da mente, para gratificarmos nossos apetites e inclinações; sacrificarmos a nós mesmos; almejarmos nosso próprio bem-estar e prazer, no curso geral, de nossas palavras ou ações. 

            Agora, o que pode ser mais inegavelmente claro do que não podermos, assim, servir a Deus e a mammon?

            12. Será que os homens não vêem que não se pode confortavelmente servir a ambos? Que se posicionar, entre Deus e o mundo, é o caminho certo para ficar desapontado em ambos, e não ter descanso, tanto em um, quanto em outro? Em que condição desconfortável está aquele que teme a Deus, mas não o ama, -- que, serve a Ele, mas não com todo seu coração, -- que tem apenas as lutas, mas não as alegrias da religião! Ele tem religião suficiente para torná-lo miserável, mas não o suficiente para fazê-lo feliz: Sua religião não o deixará desfrutar o mundo, e o mundo não permitirá que ele se alegre com Deus. Assim sendo, hesitando entre ambos, ele perde a ambos; e não tem lugar tanto em Deus quanto no mundo.

            13. Será que os homens não vêem que ele não pode servir a ambos consistentemente consigo mesmo? Que consistência mais evidente pode ser concebida, do que a que deve continuamente aparecer em todo o comportamento, daquele que está se esforçando para obedecer a ambos esses mestres, -- empenhando-se para 'servir a Deus e mammon?'. Ele é, na verdade, 'um pecador que segue dois caminhos'; dando um passo adiante, e um outro para trás. Ele está continuamente construindo com uma mão, e colocando abaixo com a outra. Ele ama e odeia o pecado: Ele está sempre buscando, e, ainda assim, sempre fugindo de Deus. Ele poderia e não poderia. Ele não é o mesmo homem, um dia inteiro; não, nem por uma hora consecutiva. Ele é uma mistura heterogênea de tuas espécies de contrariedades; um amontoado de contradições misturadas desordenadamente em um. Ó seja consistente consigo mesmo; ou um caminho, ou o outro! Vire para a direita, ou para a esquerda. Se mammon for seu deus, sirva a ele; se o Senhor o for, então sirva ao Senhor. Mas nunca pense em servir um e outro, afinal, exceto de todo o seu coração. 

            14. Será que cada homem razoável, racional, não vê que ele não pode possivelmente servir a Deus e a mammon? Porque existe a mais absoluta contrariedade; a mais irreconciliável animosidade entre eles. A contrariedade entre as coisas mais opostas na terra; entre fogo e água; escuridão e luz; desfazendo-se em nada, quando comparadas com a contrariedade entre Deus e mammon. Assim sendo, no que quer que sirva a um, você necessariamente renuncia ao outro.

Você acredita em Deus, através de Cristo? Você confia Nele como sua força; sua ajuda; seu escudo; e sua grande recompensa? Como sua felicidade? Sua finalidade em tudo, acima de todas as coisas? Então, você não pode confiar nas riquezas. É absolutamente impossível que você possa, por quanto tempo você tenha fé em Deus. Confia assim nas riquezas? Então, você tem negado a fé. Você não confia no Deus vivo. Você ama a Deus? Você busca e encontra felicidade Nele? Então, você não pode amar o mundo; nem as coisas do mundo. Você está crucificado para o mundo, e o mundo crucificado para você.

Você ama o mundo? As suas afeições estão fixadas nas coisas abaixo? Você busca felicidade nas coisas terrenas? Então, é impossível que você possa amar a Deus. Então, o amor do Pai não está em você. Você se assemelha a Deus? Você é misericordioso como o Pai é misericordioso? Você está transformado, através da renovação de sua mente, na imagem Dele que o criou? Então, você não pode estar em conformidade com o mundo presente. Você tem renunciado a todas essas afeições e luxúrias.

Você está de acordo com o mundo? A sua alma ainda carrega a imagem terrestre? Você obedece a Deus? Você é zeloso para fazer Sua vontade na terra, como os anjos fazem no céu? Então, é impossível que você possa obedecer a mammon. Você coloca o mundo em desafio declarado. Você coloca seus costumes e máximas debaixo de seus pés, não segue, e nem é conduzido por eles. Você segue o mundo? Você vive como os outros homens? Você agrada a homens? Você agrada a si mesmo? Então, você não pode ser um servo de Deus. Você é um servo de seu mestre e pai, o diabo.

            15. Portanto, 'você deve adorar o Senhor seu Deus; e a Ele apenas servir'.  Deve colocar de lado todos os pensamentos de obedecer a dois mestres; de servir a Deus e a mammon. Não deve propor a si mesmo, resultado, ajuda, felicidade, a não ser Deus. Não deve buscar coisa alguma na terra, ou no céu, a não ser ele: Não deve almejar coisa alguma, a não ser conhecer, amar e deleitar-se Nele. E porque este é todo o seu trabalho abaixo; a única visão que você pode razoavelmente ter; o único objetivo que você deve perseguir em todas as coisas, -- 'Por isso vos digo': (como nosso Senhor continua seu discurso) 'Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir':-- Uma direção profunda e convincente, que nos importa considerar e entender completamente bem.

            16. Nosso Senhor, não requer aqui que possamos estar completamente sem propósito, mesmo no tocante ao que concerne a esta vida. Um temperamento leviano, descuidado, está bem distante de toda a religião de Jesus Cristo. Nem Ele requer que sejamos 'indolentes no trabalho'; sejamos negligentes e dilatórios nisso. Isto, igualmente, é contrário a todo espírito e caráter de Sua religião. Um cristão abomina preguiça, assim como bebedeira; e foge da inatividade, assim como ele faz do adultério. Ele conhece bem que existe uma espécie de pensamento e cuidado com que Deus está bem agradado; que é absolutamente necessário para a devida execução dessas obras exteriores, junto as quais a providência de Deus o tem chamado.

            É a vontade de Deus, que cada homem possa trabalhar para comer seu próprio pão; sim, e que cada homem possa prover para si mesmo; e para aqueles de sua própria casa. É igualmente Sua vontade que 'não devamos a homem algum, mas que providenciemos as coisas, honestas aos olhos de todos os homens'. Mas isto não pode ser feito, sem tomar algumas considerações; sem ter algum cuidado sobre nossas mentes; sim, e freqüentemente, não, sem uma reflexão longa e séria; não, sem muito cuidado, e cuidado sincero. Conseqüentemente, essa preocupação, para prover para nós mesmos, e para os de nossa casa; essa preocupação, em como restituir o que devemos a eles, nosso abençoado Senhor não condena. Sim, isto é bom e aceitável aos olhos de Deus, nosso Salvador.  

            É bom e aceitável para Deus, que tenhamos preocupação, no que concerne ao que temos em mão; como a ter uma compreensão clara do que estamos por fazer; e planejar nossa tarefa, antes de darmos início a ela. E é certo que nós podemos, de tempos em tempos, considerar cuidadosamente quais são os passos que devemos tomar nisso; assim como, que devemos preparar todas as coisas de antemão, para conduzi-la da maneira mais efetiva. Esse cuidado, denominado por alguns como 'a preocupação da cabeça', de maneira alguma foi o que nosso Senhor objetivou condenar.

17. O que Ele condena aqui, é o cuidado excessivo do coração; a ansiedade; a inquietação desconfortável; a que traz aflição; toda aquela preocupação que causa dano à alma e ao corpo. O que Ele proíbe, é aquela agitação, que a experiência triste mostra, que enfraquece o sangue e esvazia o espírito; que antecipa toda a miséria que ela teme, e vem nos atormentar antes do tempo. Ele proíbe apenas aquela excitação que envenena as bênçãos de hoje, por temer o que possamos ser amanhã; que não pode desfrutar o presente plenamente, em meio às apreensões das necessidades futuras. Essa inquietação não é apenas uma doença desagradável, uma enfermidade grave da alma, mas também uma abominável ofensa contra Deus; um pecado dos mais abjetos. É uma alta afronta para o gracioso Governador, e sábio Disponente de todas as coisas; necessariamente implicando que o grande Juiz não está agindo corretamente; que Ele não está ordenando todas as coisas bem. Implica plenamente que Ele necessita, tanto de sabedoria – já que Ele não sabe quais as coisas de que necessitamos; quanto de santidade – se não as provém a todos aqueles que depositam sua confiança Nele. Cuide, portanto, que você não se aflija nesse sentido: Que não esteja ansiosamente preocupado, com coisa alguma. Que não tenha um pensamento desconfortável. Esta é uma regra clara, e certa. Cuidado inquietante, é cuidado ilegítimo. Com um olho fixo em Deus,  faça tudo que estiver ao seu alcance para prover as coisas, de maneira honesta, aos olhos de todos os homens. E, então, entregue tudo em mãos melhores; deixe todo o resultado para Deus.

18. 'Não tenham preocupação' desse tipo; não tenham preocupação inquietante, mesmo 'pela vida; pelo que vocês devam comer; ou o que beber; ou que vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?'. Se, então, Deus deu a vida, o maior dom de todos, Ele não dará alimento para sustentá-la? Se Ele deu a vocês um corpo, como vocês podem duvidar de que Ele dará o vestuário para cobri-lo? Mais especificamente, se vocês derem a si mesmos a Ele, e servirem-no com todo seus corações. 'Observem'; vejam, diante de seus olhos, 'as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros';e elas não têm falta de coisa alguma; 'seu Pai celestial as alimenta. Não são vocês muito mais do que elas?'. Vocês que são criaturas suscetíveis de Deus; não serão mais considerados aos olhos de Deus? Ou num grau e escala maior entre todos os seres? 'Ora, qual de vocês, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?'. Que proveito vocês têm, então, desse pensamento ansioso? Será, de qualquer modo, infrutífero e inútil.

            'E por que se preocuparem com o vestuário?'. Vocês já não têm uma reprovação, para onde quer, que vocês virem seus olhos? 'Olhem para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo eu lhes digo que nem mesmo Salomão,  em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno', (que é cortada, queimada e não mais vista) 'quanto mais não vai vestir a vocês, homens de pouca fé?'. Vocês, aos quais Ele fez para que vivessem para sempre; para serem os retratos de sua própria eternidade! Vocês são, de fato, de pouca fé; do contrário, não poderiam duvidar de seu amor e cuidado; não; nem por um momento.

            19. 'Portanto, não se preocupem, dizendo: Que havemos de comer', se nós não ajuntamos tesouros na terra? 'Que havemos de beber', se nós servimos a Deus com toda nossa força; se nossos olhos estão unicamente fixados Nele? 'Com que nos havemos de vestir', se nós não estamos em conformidade com o mundo; se nós não obedecemos aqueles, através dos quais poderíamos ter proveito? 'Pois a todas estas coisas os gentios procuram', -- os ateus que não conhecem a Deus. Mas vocês estão conscientes de que 'seu Pai celestial sabe que vocês têm necessidade de todas essas coisas'. E Ele tem apontado um caminho infalível de vocês estarem constantemente sendo supridos nisto: 'Busquem, primeiro o Seu reino, e a Sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas'.

            20. 'Busquem, primeiro o reino de Deus': -- Antes de dar lugar a alguma outra preocupação ou cuidado, que seja sua única preocupação que o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (que 'deu Seu único Filho Unigênito', para que, todo que nele crer, 'não pereça, mas tenha a vida terna') possa reinar em seus corações; possa manifestar a si mesmo em suas almas; e habitar, e lá comandar; que Ele possa 'atirar ao chão toda coisa imponente que exalta a si mesma contra o conhecimento de Deus, e traga cativo todo pensamento de obediência a Cristo'. Que Deus tenha o único domínio sobre vocês: Deixem-no reinar sem rival: Deixem que Ele possua todo o coração de vocês,  e os comande sozinho. Que Ele seja o único desejo de vocês; a alegria, o amor; de modo que tudo que está em você possa continuamente clamar: 'O Senhor Deus Onipotente reina'.

            'Busque o reino de Deus, e sua retidão'. Retidão é o fruto do reino de Deus no coração. E o que é retidão, se não, amor? – o amor a Deus e a toda a humanidade, fluindo da fé. em Jesus Cristo, e produzindo humildade de mente; mansidão, gentileza, longanimidade, perseverança, morte para o mundo; e cada disposição correta do coração, em direção a Deus e ao homem. E, através disto, ela produz todas as ações santas; o que quer que seja amável ou de boa reputação; o que quer que seja obras da fé e trabalho do amor são aceitáveis para Deus, e adequado ao homem. 

            'Sua retidão'. – Isto é toda sua retidão ainda: É o seu próprio dom, livre para nós, por amor a Jesus Cristo, o justo, através de quem unicamente é conseguida para nós. E é sua obra; é Ele apenas que opera isto em nós, através da inspiração do Espírito Santo.

            21. Talvez, observar bem isto, possa dar uma luz para algumas outras Escrituras, que nós não temos entendido sempre tão claramente. Paulo, falando em sua Epístola aos Romanos, concernente aos descrentes judeus, disse: 'Eles, sendo ignorantes da retidão de Deus, e pretendendo estabelecer sua própria retidão, não têm se submetido à retidão Dele. Eu acredito que isto possa ser o único sentido das palavras: Eles eram 'ignorantes da retidão de Deus'; não apenas da retidão de Cristo, imputada a cada crente, por meio da qual, todos os seus pecados são apagados, e ele é reconciliado para o favor de Deus: Mas (o que parece aqui ser mais imediatamente entendido) eles eram ignorantes daquela retidão interior; daquela santidade de coração, que é, com a mais extrema propriedade, denominada retidão de Deus; como sendo seus dons livres, através de Cristo; e sua própria obra, por meio de seu Todo-Poderoso Espírito. E, porque eles eram 'ignorantes' disso, eles 'empreenderam estabelecer sua própria retidão'. Eles trabalharam para estabelecer aquela retidão exterior que poderia muito propriamente ser denominada sua própria. Já que ela nunca foi forjada pelo Espírito de Deus, nem pertenceu ou foi aceita por Ele. Eles teriam operado isto, eles mesmos, através da própria força natural; e, quando o fizeram, foi um fedor para suas narinas. Ainda assim, confiando nisso, eles 'não se submeteram à retidão de Deus'. Sim; eles se endureceram contra aquela fé, por meio da qual apenas, é possível ater-se a ela. 'Porque Cristo é a finalidade da lei, para a retidão de todo que crê'. Cristo, quando disse, 'Está terminado!', colocou um fim àquela lei, -- à lei dos ritos e cerimônias externas, que ele poderia trazer para uma melhor retidão, através de seu sangue; através daquela única oblação de si mesmo, uma vez oferecida, até mesmo a imagem de Deus, no mais íntimo da alma de cada um que crê. 

22. Proximamente relacionado a essas são aquelas palavras do Apóstolo, em sua Epístola aos Filipenses:  'Eu considero todas as coisas como esterco, para que eu possa ganhar a Cristo'; uma entrada em seu reino eterno; 'e ser encontrado nele', acreditando nele, 'não tendo minha própria retidão, que é da lei, mas aquela que é através da fé de Cristo, a retidão que é de Deus pela fé'. 'Não tendo minha própria retidão, que é da lei'; uma retidão meramente externa; a religião exterior que eu primeiramente tive, quando eu esperei ser aceito de Deus, porque eu fui 'tocado pela retidão que é da lei, sem culpa'; -- 'mas aquela que é através da fé em Cristo, a retidão que é de Deus pela fé'; (Filipense 3:8-9) aquela santidade do coração; aquela renovação da alma, em todos os seus desejos, temperamentos e afeições, 'que é de Deus', (é a obra de Deus, e não do homem) 'pela fé'; através da fé de Cristo, através da revelação de Jesus Cristo em nós, e pela fé em seu sangue; por meio do qual somente, nós obtemos a remissão de nossos pecados, e uma herança entre aqueles que são santificados.

            23. 'Busquem, primeiro' este 'reino de Deus', em seus corações; esta retidão, que é o dom e obra de Deus; a imagem de Deus renovada em suas almas; 'e todas essas coisas devem ser acrescidas a vocês'; todas as coisas necessárias para o corpo; tal a medida de tudo como Deus vê, a maioria para a promoção de seu reino. Essas serão acrescentadas, -- elas serão acrescentadas, além. Em buscar a paz e o amor de Deus, vocês não apenas encontrarão o que vocês mais imediatamente procuram, mesmo o reino que não pode ser movido; mas também o que vocês não buscam, -- não, afinal, por causa dele, mas apenas em referência ao outro. Vocês encontrarão em seu caminho para o reino, todas as coisas exteriores, tanto quanto elas sejam convenientes para vocês. Esse cuidado Deus tem tomado sobre si mesmo: Joguem sobre Ele todas as suas preocupações. Ele conhece suas necessidades; e o que quer que esteja faltando, Ele não falhará em suprir.

24. 'Portanto, não se preocupem com o amanhã'. Não apenas não tenham preocupação em como ajuntarem tesouros na terra; como fazerem aumentar os bens materiais; não se preocupem, em como procurarem mais alimento do que aquele que vocês podem comer; ou mais vestuário do que podem vestir; ou mais dinheiro do que o dia a dia de uma vida simples e com propósitos razoáveis pode requerer; -- nem tenham um pensamento inquietante, mesmo no que concerne àquelas coisas que são absolutamente necessárias para o corpo. Não aflijam a si mesmos agora, com o que deverão fazer numa época ainda distante. Talvez, aquela época nunca chegue; ou não dirá mais respeito a vocês; -- antes, então, vocês terão passado por todas as ondas, e terão embarcado na eternidade. Todas essas visões distantes não pertencem a vocês; vocês são criaturas do dia a dia. Mais ainda, o que vocês poderão fazer pelo amanhã, mais estritamente falando? Por que causarem confusão a si mesmos, sem necessidade? Deus providencia para vocês hoje o que é necessário para sustentarem a vida que Ele tem dado a vocês. É o suficiente. Entreguem-se nas mãos deles. Se vocês forem viver mais um dia, Ele providenciará para este também. 

            25. Acima de tudo, não tenham preocupação com coisas futuras, com a pretensão de negligenciarem o dever presente. Este é o caminho mais fatal de 'se preocupar com o amanhã'. E quão comum é isto entre os homens! Muitos, se nós os exortamos a manterem a consciência isenta de ofensa; para absterem-se daquilo que estamos convencidos seja mal, não têm escrúpulos em replicar: 'Como, então, devemos viver? Nós não devemos nos preocupar conosco mesmos e com nossas famílias?'. E isto eles imaginam ser razão suficiente para continuarem em pecado conhecido e terrível. Eles dizem, e talvez pensem, que poderiam servir a Deus agora, não fossem eles, mais tarde, perder seu alimento. Eles se preparariam para a eternidade; mas estão temerosos pela falta do que é necessário para a vida. Assim, eles servem o diabo, por causa de um pedacinho de pão; eles se apressam para o inferno, por medo da necessidade; eles atiram fora suas pobres almas, a fim de que eles não possam, algum tempo ou outro, não alcançar o que é necessário para seus corpos!
            Não é estranho que eles que lidam com o assunto, fora das mãos de Deus, possam estar tão freqüentemente desapontados das mesmas coisas que eles buscam; que, enquanto eles atiram fora o céu, para assegurar as coisas da terra, eles perdem uma, mas não ganham a outra? O zeloso Deus, no sábio curso de sua providência, freqüentemente permite isto. De maneira que, estes que não colocam suas preocupações em Deus; que têm aflições por coisas temporais, têm pouco interesse pelas coisas eternas; perdem a mesma porção que eles têm escolhido. Existe uma influência maléfica visível, em todas as suas incumbências; o que quer que eles façam, não prospera; de tal maneira que, depois de terem preterido Deus ao mundo, eles perdem o que eles buscaram, tanto quanto o que eles não buscaram: Eles não alcançam o reino de Deus, e sua retidão; nem ainda as outras coisas são acrescentadas a eles.

            26. Existe uma outra maneira de 'nos preocuparmos com o amanhã', que é igualmente proibido nessas palavras. É possível preocuparmo-nos de modo errado, mesmo com respeito às coisas espirituais; sermos tão cuidadosos a respeito do que pode acontecer mais tarde, a ponto de negligenciarmos o que é requerido agora de nossas mãos. Quão insensivelmente nós deslizamos nisto, se não estamos continuamente vigiando com oração! Quão facilmente somos levados, em uma espécie de sonho acordado, projetando cenas remotas, e desenhando cenários aprazíveis em nossa própria imaginação! E nós pensamos, no que iremos fazer, quando estivermos em tal lugar, ou quando tal tempo chegar! Quão útil seria; quão produtivo nas boas obras, quando nós estivermos mais facilmente nessas nossas condições. Quão sinceramente serviremos a Deus, quando tal obstáculo estiver fora do caminho!

            Ou, talvez, vocês estejam agora na opressão da alma: Deus, como aconteceu, esconde sua face de vocês. Vocês vêem pouco da luz de seu semblante: vocês não podem testar seu amor redentor. Em tal temperamento de mente, quão natural é dizer: 'Ó como eu irei louvar a Deus, quando a luz de seu semblante tiver novamente se erguido na minha alma! Como eu irei exortar outros a louvá-lo, quando seu amor estiver novamente espalhado em meu coração! Então, eu irei fazer assim e assim: eu irei falar para Deus em todos os lugares: Eu não irei me envergonhar do Evangelho de Cristo. Eu irei redimir o tempo: e usar o mais aprimorado talento que eu tenho recebido'. Não acreditem em si mesmos. Vocês não irão fazer isto, então, a menos que o façam agora.

'Aquele que é fiel no pouco', de qualquer espécie que seja, se for bens materiais, ou o temor, ou amor de Deus, 'será fiel naquilo que é muito'. Mas se vocês agora escondem um talento na terra, vocês irão esconder, então, cinco: Ou seja, se eles alguma vez forem dados; mas existe uma pequena razão para esperar que eles sempre serão. De fato, 'junto a ele que tem', ou seja, que usa o que tem,  'será dado, e ele terá mais abundantemente. Mas aquele que não tem', ou seja, que não usa da graça que ele já tem recebido, que, menor ou maior grau, 'será tomado mesmo o que ele tem'. (Lucas 8:18).
 
27. E não se preocupem pelas provas do amanhã. Esta também é uma armadilha perigosa. Não pensem: 'Quando tal prova vier, o que irei fazer? Como deverei ficar? Eu sinto que não tenho forças para resistir. Eu não sou capaz de dominar aquele inimigo'. A maior verdade: Vocês não têm agora o poder do qual vocês não necessitam. Vocês, neste momento, não estão capacitados para vencerem aquele inimigo; e nesse momento, ele não irá atacá-los. Com a graça que vocês têm agora, vocês não podem resistir às tentações que vocês não estão sofrendo. Mas, quando as provas vierem, a graça virá. Nas maiores experimentações, vocês terão a maior força. Quando os sofrimentos abundarem, as consolações de Deus virão, na mesma proporção, abundantes também. De maneira que, em cada situação, a graça de Deus será suficiente para vocês. Ele não irá permitir que vocês 'sejam tentados hoje', acima daquilo que vocês sejam capazes de suportar, e 'em cada tentação ele irá criar um caminho para escape'. 'Como forem teus dias, assim serão tuas forças'. (Deuteronômio 33:25) 'Seja de ferro e de metal o teu calçado; e a tua força seja como os teus dias'.

            28. 'Deixem que o amanhã', portanto, 'preocupe-se consigo mesmo'; ou seja, quando o amanhã vier, então, pensem nele. Vivam o hoje. Seja o sincero cuidado de vocês, melhorarem a presente hora. Isto compete a vocês; e isto é tudo com que devem se preocupar. O passado é como nada; como se nunca tivesse existido. O futuro é nada para vocês. Ele não lhes pertence; talvez, nem nunca chegue a pertencer. Não se pode estar na dependência do que está por vir; porque vocês 'não sabem o que o dia poderá trazer'. Portanto, vivam o presente: não percam uma hora. Usem esse momento; porque ele é a sua porção. 'Quem, debaixo do sol, já sabia das coisas que vieram antes dele, ou o que deverá vir depois?'. As gerações que existiram desde o começo do mundo, onde elas estão agora? Passaram rapidamente: Estão esquecidas. Elas se foram; elas viveram seus dias; elas foram tiradas da terra, como as folhas de suas árvores: Elas viraram pó comum! Outra e outra raça sucederam; e, então, 'seguiram a geração de seus antepassados, e nunca mais viram a luz'.

Agora são vocês que estão sobre a terra. 'Regozijem-se', ó jovens, nos dias de sua juventude! Desfrutem muito, muito agora, alegrando-se com Ele, 'cujos dias não acabam'. Permitam que seus olhos estejam singularmente fixos Nele, 'que não é inconstante, nem demonstra a menor mudança!'. Agora dêem a Ele os seus corações; permaneçam Nele? Sejam santos, como Ele é santo. Abracem a oportunidade abençoada de fazer a Sua vontade aceitável e perfeita. Regozijem-se 'para suportarem a perda de todas as coisas',  assim, vocês poderão 'ganhar a Cristo'.

             29. Felizes, por suportarem hoje, por amor a Seu nome, o que quer que Ele permita que venha, neste dia, sobre vocês. Mas não se preocupem com o amanhã. 'É suficiente a cada dia o seu mal'. O mal é, falando da maneira dos homens, a reprovação, a necessidade, a dor ou enfermidade; mas na linguagem de Deus, tudo é bênção: É o precioso bálsamo preparado pela sabedoria de Deus, e  distribuído, diferentemente, entre seus filhos, de acordo com as várias enfermidades de suas almas. E Ele dá, em um dia, o suficiente para aquele dia; proporcionado à necessidade e força do paciente. Se, por conseguinte, vocês quiserem hoje, o que pertence ao amanhã; se vocês acrescentarem isso ao que já é dado a vocês, isto será muito mais do que poderão suportar: Este é o caminho não para a cura, mas para a destruição de suas próprias almas. Tomem, portanto, a medida exata do que Ele deu a vocês, hoje. Hoje, façam e suportem o que é da vontade Dele! Hoje, entreguem-se; seus corpos, almas e espírito, a Deus, através de Jesus Cristo; desejando nada mais, a não ser que Deus possa ser glorificado em tudo que vocês são; em tudo que vocês fazem; em tudo que suportam; não buscando coisa alguma, a não ser conhecer a Deus, e ao Seu Filho, Jesus Cristo, através do Espírito eterno; nada almejando, a não ser amar a Ele, servi-lo, e alegrar-se Nele nessa hora, e para toda a eternidade!

            Agora,  junto 'a Deus, o Pai, que fez a mim e a todo o mundo';  junto a 'Deus, o Filho, que tem me redimido e a toda a humanidade'  junto 'a Deus, o Espírito Santo, que santificou a mim e a todo o povo eleito de Deus';  seja a honra e louvor; majestade e domínio, para sempre e sempre! Amém!
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 [Editado por Joel Nye, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com correções por George Lyons para a  Wesley Center for Applied Theology.]