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quarta-feira, 21 de março de 2012

ESTENDENDO SUA COBERTURA

A última parte da passagem citada acima é a mais enigmática. Que significa o texto: "Portanto, deve a mulher, por causa dos anjos, trazer véu na cabeça, como sinal de autoridade"? Este versículo, e o que o precede, geralmente foram interpretados de forma totalmente literal, na medida em que as mulheres sentiam-se obrigadas a usar véus ou chapéus na igreja.
No entanto, a palavra aqui é "autoridade", o que significa mais do que um véu. Se ficarmos de lado e deixarmos a Bíblia interpretar esta passagem, tudo ficará claro. Em Rute 3:8-9, achamos o elegante costume hebreu a que Paulo se refere:
Sucedeu que, pela meia-noite, assustando-se o homem, sentou-se; e eis que uma mulher estava deitada a seus pés. Disse ele: Quem és tu? Ela respondeu: Sou Rute, tua serva; estende a tua capa sobre a tua serva, porque tu és resgatador.
Rute pede a Boaz, seu resgatador, para que se case com ela, independente da sua obrigação por causa do parente morto de Boaz, Malom, ex-marido de Rute. Para ele, cobri-la com a sua capa era uma forma de dizer que ele a desposaria, tomando-a sob seu manto de proteção, assim como nós, a Igreja, estamos sob o manto da proteção de Jesus.
Quando um homem piedoso casa-se com uma mulher, ele vem a ter "autoridade" sobre ela por causa dos anjos. Não está claro que anjos estão sendo referidos. Alguns dizem que não são anjos bons, mas anjos caídos, que poderiam atacar ou tentar a esposa. Outros dizem que são anjos bons, que ficam escandalizados ao ver uma esposa fora da autoridade do seu marido.
Apesar de que não podemos ter certeza, prefiro a primeira explicação, especialmente visto que há dois outros lugares nas Escrituras que parecem indicar que os anjos caídos podem ser muito perigosos para mulheres desprotegidas (Gênesis 6:2; Judas 6-7). Assim, é dever do homem prover a cobertura espiritual para a sua esposa.
Por que isso? Porque é desta forma que o Senhor fez as relações no casamento. É a forma em que os homens e as mulheres foram colocados juntos. Num casamento bom, cristão, o marido é a cobertura da esposa – seu pastor, seu "pára-raios", se preferir chamar assim. Ele suporta toda a oposição por ela, como Cristo fez por nós. Ele deve ser tanto uma fonte inigualável de bênção para ela quanto seu forte protetor contra o ataque, quer espiritual quer físico.
Uma mulher piedosa pode manter-se num casamento com um marido apóstata ou não-salvo, mas é uma luta. Muitas vezes, tais homens são salvos ou trazidos ao arrependimento pelo testemunho paciente de suas esposas (I Coríntios 7:14). Em tais situações, a mulher freqüentemente torna-se o protetor do homem fraco. Não é assim que Deus planejou, mas é como acontece um mundo decaído.
Este é o motivo pelo qual a franco-maçonaria é uma mancha desprezível no deleite do casamento. A autoridade espiritual é uma espada de dois gumes que pode cortar pelos dois lados. Se um marido está em um grave pecado, como a maçonaria, todo o poder espiritual maligno da Loja é vertido, através dele, na sua esposa e (ainda pior) nos seus filhos, mesmo se eles jamais colocaram um pé dentro do edifício da Loja!
De modo que quando o "benzinho" chega em casa da reunião da Loja, nuvens de diabinhos maçônicos acompanham sua esteira quando ele passa pela porta. É como trazer o vírus da gripe do escritório para casa, exceto que esse "vírus" é mais contagioso espiritualmente, e sumir com ele custa mais do que líquidos e repouso!

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