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domingo, 4 de outubro de 2020

FONTES DE BENÇÃOS OU FARDOS A LEVAR?

Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

MAT. 15.10-20

                                       

- Os escribas e fariseus, depois da época de Malaquias quando Deus não falou mais a seu povo por meio de profetas, tornaram-se as mais importantes facções no meio de Israel, pois cabia-lhes copiar as Escrituras, le-las ao povo e interpretar seu significado.

- Desde Esdras, milhares desses devotos homens estudaram a Palavra com este santo objetivo, e foi por este trabalho que os judeus foram curados de sua anterior apostasia do tempo dos reis.

- Porém, ainda como hoje, é muito fácil falarmos sobre Deus, trabalhar para Ele, fazer muitos trabalhos especiais em Seu nome, mas estar tão longe dEle como o mais vil pecador está. Os escribas e fariseus do tempo de Jesus estavam tão longe de Deus, que quando Ele veio a eles, eles o crucificaram!

- Por esta enorme distância, estes doutores da lei começaram a interpretar as Escrituras segundo suas idéias, trazendo ao povo escolhido uma religião totalmente falsa e equivocada. Inventaram leis para tudo; todas as ações da vida, por menores que fossem, eram regidas por leis, e todas elas de cunho espiritual. Mas o pior é que eram vinculadas à salvação eterna: se seguidas, traziam a salvação, senão, perdição total.

- Resultado: os israelitas eram um povo triste, sombrio, infeliz. Confiavam nos sacrifícios do templo em vez de descansarem no Cordeiro de Deus. Eram presos, amarrados, cativos, tanto física como mentalmente a todas aquelas fábulas de homens.

- DTN- com todas estas minuciosas e enfadonhas injunções, logo descobriram que era impossível guardar a lei. Os mais fiéis, que desejavam servir a Deus, e procuravam observar os preceitos dos rabinos, se arrastavam sob pesado fardo. Não podiam encontrar sossego das acusações de uma consciência turbada. Assim operava Satanás para desanimar o povo, rebaixar sua concepção do caráter de Deus, e levar ao desprezo a fé de Israel. 26.

- Tanto era assim que Israel tornou-se chacota das demais nações em suas minuciosas observâncias quanto a lei divina.

- Contra tudo isto, JESUS LUTOU. Ele viveu diante deles como deveriam viver diante da Lei divina. Ele pregou as noções corretas da divindade. E esperou que seus discípulos também fossem tão livres como ele, e passassem esta liberdade aos outros.

- Resultado: as pessoas sentiam prazer de andarem com Jesus. Sentiam alívio ao Seguí-lo. Alcançavam liberdade ao ouvi-lo. Descansavam ao aceitá-lo. A Bíblia diz que todos gostavam de ser doutrinados por Ele pois Ele ensinavam com autoridade. E até as crianças gostavam de seus sermões (não porque Ele contava histórias para elas no início do sermão para depois falar aos adultos) mas ele pregava de tal forma que todos, grande e pequenos, entendiam de uma vez.

 

- Será que temos sido como os fariseus? Nossa pregação do Evangelho tem sido um inferno ou uma benção aqueles que nos ouvem? Temos levado fé e esperança, ou trevas e desespero aos lares?

 

- Isa.57.2- formosos são os pés daqueles que anunciam o que? A paz!

 

- Jesus disse que somos o SAL DA TERRA, A LUZ DO MUNDO. Por que? Precisamos trazer sabor à vida das pessoas, um pouco de luz aqueles que estão tristes e desanimados.

- Por isto Ele comia com pecadores, curava ladrões, e ajudava prostitutas. O que temos feito pelos pecadores? Aumentado suas culpas e angústias?

 

JESUS ADVERTIU: Mat. 5.17-19. Apoc. 22.18.

- Se eu ou você, pregarmos um Evangelho baseado naquilo que achamos, ou pensamos ser o correto, seremos responsáveis por todo o estrago que fizermos, e Deus cobrará de nós o sangue inocente!

 

O QUE UMA DOUTRINA ERRADA PODE FAZER NA VIDA DE UMA PESSOA?

1-   A HIGIENE NOS SÉCULOS PASSADOS.

-      Com raras exceções (tupis, romanos), os povos do passado eram eméritos porcolinos.

-      No séculos XVII, as cidades primavam pela sujeira.

-      Em 1794, São Paulo, com 10 mil habitantes, era um festival de imundície. O Córrego do Anhangabaú recebia as vísceras e o sangue dos animais abatidos no Matadouro Municipal. Nas margens, restos de bois mortos, um mal cheiro insuportável, mas mesmo assim, muitas pessoas usavam este rio para tomarem seus banhos.

-      Perto do Pátio do Colégio, havia um beco onde eram jogados todos os detritos orgânicos da cidade. Isto a céu aberto. No centro do município. Imagine.

-      Resultado: Em 1858, surto de Varíola, devido a água não tratada. E até 1922 surtos de febre tifóide.

-      Mas o mundo todo era assim! No século 19, mulheres e homens usavam chapéus. Por quê? Não tanto por elegância, mas para se livrarem dos tigres- jarros que funcionavam como penicos, limpos pela manhã quando seu possuidor o jogava pela janela.  E as mulheres levavam dentro de suas bolsas um pequeno bastão com ganchos na ponta, para coçarem as costas e o cabelo das tantas pulgas que as mordiam.

-      Higiene pessoal: nula! Em Recife, em 1770, o comum eram banhos escassos, e roupas trocadas apenas 3 vezes por semana- e só as de cima.

-      Idade Média- a lei da vida cotidiana era: ficar em casa o máximo possível, afastar-se de aglomerações, abster-se de prazeres sexuais, e evitar banhos diários. Os excrementos humanos usados para adubar a terra.  Resultado: epidemias constantes por todo mundo, que mataram milhões de pessoas em todos os séculos.

-      Os banheiros eram as latrinas, lá fora no quintal, mas sem nenhum tratamento orgânico. Resultado de tudo isto: da época de Cristo até o século vinte, era muito raro uma pessoa passar dos 50 anos de idade. A média de vida eram 35 anos. EX- São Francisco de Assis morreu aos 44 anos, velho para seu tempo!

-      Os reis perceberam que tal imundície estava matando muita gente, e seus cobiçados soldados. Por isto, devagarzinho para não chatear o povo, eles baixaram normas para controlar a falta de higiene. Porém, mesmo assim, até o século 18, a ordem social era: NADA DE EXAGEROS! Lavem-se as mãos com freqüência. O rosto e os dentes, ou pelo menos os da frente, todos os dias. Os pés, 1 ou e 2 vezes por mês. A cabeça, nunca! Jamais! (Por isto as pinturas antigas nunca mostram os dentes da pessoas pois todos eram estragados).

-      Tudo começou a mudar quando Pasteur provou a existência de microorganismos que são maléficos onde não há higiene.

-      Mesmo assim, a mudança foi lenta. As privadas de hoje foram inventadas em 1300 pelos ingleses, mas só usadas mundialmente depois de 1960.(Os homens já haviam inventado a bomba atômica, já estavam fazendo foguetes para irem à lua, mas ainda usavam latrinas). Os chuveiros, inventado logo depois de Edison, foram usados somente depois da década de 50.

-      POR QUE TANTA RESISTêNCIA À HIGIENE?  POR CAUSA DA RELIGIÃO!  Por quase 2 mil anos a Igreja pregou que para a salvação, era preciso apenas cuidar da alma, do espírito, mas que o corpo era mau, era pecaminoso, e que Deus o destruiria quando voltasse à Terra. Para que então cuidar dele?  Assim milhares morreram antes do tempo, viveram de forma miserável por causa de uma doutrina bíblica equivocada.

 

2-   QUAIS SÃO AS SUAS IDÉIAS SOBRE O EVANGELHO?

-      Quando os portugueses decidiram colonizar de vez o Brasil, descobriram aqui uma pequena civilização confusa e totalmente depravada, segundo a visão européia de se viver.

-      Casamento não existia aqui. Homens e mulheres vivam em concumbinato, amaziados, ou sob diversas variantes da vida comum.

-      As mulheres trocavam de homem quando lhes aprazia e tinham filhos com quem achavam melhor. Elas até que escolhiam 1 único parceiro, mas em geral, este partia em busca de trabalho em outra região, deixando mulher e filhos para trás. Estes eram criados por toda a coletividade: tias, avós, vizinhas e comadres.

-      A virgindade até o casamento era irreal. Naquela época, era muito importante Ter filhos, para povoar a nação e Ter mão de obra para a lavoura. Assim, antes do casamento, a mulher tinha de provar ao homem se ela não era estéril.

-      Em meio a tudo isto e muito mais, A IGREJA CATÓLICA JUNTO AO GOVERNO PORTUGUÊS, impôs aos brasileiros uma NOVA ORDEM DE CONDUTA civil no país. Estas leis diziam que:

-      O casamento tornou-se obrigatório, mesmo havendo relações antes da união religiosa.

-      Todas as atividades da sexualidade foram qualificadas para serem confessadas. Até os beijos foram classificados em aceitáveis, intermediários e não aceitáveis pela mulher direita.  O beijo no nariz purgava-se com 5 pais-nosso e 5 ave-marias.  Já o beijo na boca, prá valer, requeria um enorme processo de arrependimento, feito de joelhos.

-      O namoro, os afetos entre namorados e casados, tanto em público como particular, as afeições mostradas nos quintais, nas redes, nas festas religiosas, foram todas consideradas PECADO pela igreja e totalmente condenadas por ela.

-      A Igreja veio dizendo que tudo isso era pecado. Ela perseguiu o cantar, o dançar, tudo o que era vida, qualquer exercício da libido.

-      Nas relações sexuais era proibido o PRAZER; apenas aturado a procriação, pois este ato tinha uma função escatológica: salvação da alma ao trazer ao mundo uma criança para também ser salva.

-      A paixão era tenazmente combatida, pois esta tornava o casamento sem limites.

-      As posições sexuais eram rigidamente controladas pela Igreja, que dizia que certas posições enlouquecia a mulher, e outras geravam filhos aleijados.

-      Amor era um sentimento devotado exclusivamente a Deus, jamais ao cônjuge.

-      A mulher deveria Ter reverência, temor e obediência ao marido.

-      O marido deveria sentir apenas piedade da esposa.

-      Um casamento sem excitação ou afeto, era considerado ideal.

-      A mulher tinha que parecer casada, tanto no vestir, como no portar-se e falar. Nada de decotes. Nada de mostrar os dedos dos pés (muito eróticos para a época). Nada de perfume ou maquilagem. Era vaidade condenável sorrir demais.

-      Ficar à janela era coisa de mulher melancólica.

-      Com tal opressão sobre o casamento, abriu-se a porta para uma avalanche de adultérios, pois os homens, enfastiados com um casamento sem a menor emoção, passaram a procurar as prostitutas que, afastadas da sociedade, podiam fazer tudo o que as mulheres legítimas não podiam.

- Muitos acham que suas idéias, por serem conservadoras, são idéias afins com o Evangelho. Mas muitas vezes não passam de idéias culturais, conceitos da cultura de seu país, reflexo das crendices ou mesmo da ignorância e dos preconceitos de sua família, cidade, povo ou nação. Mas jamais conceitos do cristianismo verdadeiro. Criam idéias puritanas, que parecem muito cristãs, morais, mas que jamais passariam pelo crivo sagrada. Leia Cantares, por exemplo!

 

Apelo:

- Vamos parar de inventar leis ao Evangelho. Fábulas para levarem pessoas a aceitaram a Deus. O ES é suficientemente poderoso para convertê-las.

- Tomemos cuidado com o tipo de religião que passamos aos nossos filhos: regras ou relacionamento com Deus?

 

- Sejamos um cheio suave de vida para vida. Amém.

 

Pr. MARCELO AUGUSTO DE CARVALHO 22/04/2000 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

O Peso das Múltiplas Tentações


John Wesley

 

 

'Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações' (I Pedro 1:6)

 

 

1. No discurso precedente, eu falo, em específico, daquela escuridão de mente, para a qual vão, aqueles que uma vez caminharam na luz do semblante de Deus, e caíram. Proximamente relacionado a isto está o peso da alma, que é ainda mais comum, mesmo entre os crentes. De fato, quase todos os filhos de Deus experimentam isto, em um grau maior ou menor. E tão grande é a semelhança entre um e outro, que eles freqüentemente os confundem, e se sentem aptos a dizerem indiferentemente: 'Tal está na escuridão'; ou 'Tal pessoa está oprimida'; -- como se eles fossem termos equivalentes; um dos quais implica não mais do que o outro.

 

Mas eles estão longe disto. Escuridão é uma coisa; opressão é outra. Existe uma diferença; sim, uma diferença ampla e essencial, entre a primeira e a última. E tal diferença, todos os filhos de Deus devem estar profundamente interessados em compreender: Do contrário, nada será mais fácil para eles, do que trocar opressão por escuridão. Com o objetivo de prevenir isto, eu me esforçarei para mostrar:

 

I.              Quais são aquelas pessoas a quem o Apóstolo diz: 'Vocês estão contristados'. 

II.           Em que tipo de opressão elas se encontram:

III.        Quais são as causas dela:

IV.        Qual a finalidade dela:

V.           Devo concluir com algumas inferências.

 

I

 

1. Em primeiro Lugar, eu vou mostrar, como são aquelas pessoas a quem o Apóstolo diz: 'Vocês estão oprimidos'.  Para começar, está acima de qualquer disputa, que eles eram crentes, no momento em que o Apóstolo se dirigiu a eles: Uma vez que ele diz expressamente: (I Pedro 1:5) 'Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo'. E novamente em (I Pedro 1:7), ele menciona: 'Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo'. E de novo em (I Pedro 1:9), ele fala de eles 'Alcançarem a finalidade da vossa fé, a salvação das vossas almas'. Ao mesmo tempo, portanto, que eles estavam 'em opressão', eles estavam possuídos da fé viva. A Opressão deles não destruiu a fé deles: Eles ainda 'persistiam em ver a Ele que é invisível'.

 

2. Nem a opressão destruiu a paz deles; 'a paz que ultrapassa todo entendimento'; que é inseparável da fé verdadeira e viva. Isto nós podemos facilmente reunir do segundo verso, em que o Apóstolo não diz que a graça e a paz podem ser dadas a eles; mas, tão somente, que elas poderão 'ser multiplicadas junto a eles'; que a bênção, que eles já desfrutam, poderia ser mais abundantemente conferida junto a eles.

 

3. As pessoas das quais o Apóstolo aqui fala estavam também cheias de uma esperança viva. Porque assim ele fala em (I Pedro 1:3) 'Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma esperança viva, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos', -- eu e você, todos nós que somos 'santificados pelo Espírito', e desfrutamos 'do sangue aspergido de Jesus Cristo', -- 'para uma esperança viva, para uma herança', -- ou seja, para a esperança viva de uma herança, 'incorruptível, imaculada, e que não se desvanece'. De modo que, não obstante sua opressão, eles ainda retém uma esperança cheia da imortalidade.   

 

4. E eles ainda se 'regozijam na esperança da glória de Deus'. Eles foram preenchidos com a alegria no Espírito Santo. Assim, em (I Pedro 1:8), o Apóstolo, tendo justamente mencionado 'a revelação' final 'de Jesus Cristo' (ou seja, quando Ele começa a julgar o mundo), ele imediatamente acrescenta, 'em quem, vocês não podem ver agora'; não com seus olhos corpóreos, 'ainda assim, crêem, vocês se regozijam com alegria inexprimível e cheia de glória'.

 

(I Pedro 1:7-9) 'Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso; - Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas'.

 

A opressão deles, portanto, não era apenas consistente com aquela esperança viva, mas também com a alegria inexprimível: Ao mesmo tempo em que eles estavam assim oprimidos, eles, apesar disto, eles se regozijavam com alegria cheia de glória.

 

5. Em meio à opressão, eles igualmente ainda desfrutavam do amor de Deus, que derramava por todo seus corações, -- 'a que', diz o Apóstolo, 'não tendo visto, vocês amam'. Embora não vejam, face a face; vocês, conhecendo a Ele, pela fé, têm obedecido à sua palavra: 'Meu filho, dê-me seu coração'. 'Ele é seu Deus, e o seu amor; o desejo de seus olhos; e a sua grande recompensa'. Vocês têm buscado, e encontrado a felicidade Nele; vocês 'se deleitam no Senhor', e dão a Ele o 'desejo de seus corações'.

 

6. Uma vez mais: Embora eles estivessem oprimidos, ainda assim, eles eram santos; eles retiveram o mesmo poder sobre o pecado. Eles ainda estavam 'protegidos' disto, 'pelo poder de Deus'; eles eram 'filhos obedientes, não modeladas de acordo com seus desejos anteriores'; mas 'como Aquele que os havia chamado era santo'; então, eles eram 'santos em todas as formas de conversação'. Sabendo que foram 'redimidos pelo precioso sangue de Cristo, como um Cordeiro, sem mácula, e sem culpa'; eles, através da fé e esperança que tinham em Deus, 'purificaram suas almas, através do Espírito'. Assim sendo, o que se conclui é que a opressão deles era constituída com a fé, com a esperança, com o amor de Deus e homem, com a alegria no Espírito Santo, com a santidade interior e exterior. Eles, de modo algum diminuíram, muito menos, destruíram, alguma parte da obra de Deus em seus corações. Ela não se interpôs com aquela 'santificação do Espírito', que é a raiz de toda obediência verdadeira; nem com a felicidade que precisa resultar da graça e paz reinando no coração.

 

II

 

1. Disto, nós podemos facilmente aprender o tipo de opressão que eles tinham; -- e que, em Segundo Lugar, eu me esforçarei para mostrar. A palavra no original, "islupEthentes", -- feito pesaroso, afligido; de lupE, -- aflição ou tristeza. Este é o significado constante, literal, da palavra: E isto, sendo observado, não existe ambigüidade na expressão; nem alguma dificuldade na compreensão dela. As pessoas, das quais se fala aqui, estavam afligidas: A opressão em que eles se encontravam, não era, nem mais, nem menos, do que tristeza ou aflição; -- uma paixão que todo filho do homem está bastante familiarizado.

 

2. É provável que nossos tradutores a interpretaram como opressão (embora uma palavra menos comum) para denotar duas coisas: Primeiro, o grau; e em seguida, a continuidade dele. De fato, parece que não se trata de um grau insignificante ou inconsiderado de aflição, de que se fala a respeito aqui; mas de tal que causa uma forte impressão sobre a alma, e a faz deprimir-se. Nem ela parecer ser uma tristeza temporária, tal que passa em uma hora; mas, antes, tal que se segura com firmeza no coração, e que não desaparece rapidamente, mas continua por algum tempo, como um temperamento enraizado, preferivelmente, do que uma paixão, -- mesmo naqueles que têm a fé viva em Cristo, e o amor genuíno de Deus, em seus corações. 

 

3. Mesmo nesses, essa opressão pode ser, algumas vezes, tão profunda, que obscurecesse toda a alma; para dar uma aparência de verdade, por assim dizer, a todas as afeições, tais que irão aparecer em todo o comportamento. Ela pode igualmente ter uma influência sobre o corpo; particularmente, naqueles que são tanto de uma constituição naturalmente fraca, ou estão enfraquecidos por alguma doença acidental, especialmente, do tipo nervoso. Em muitos casos, nós nos certificamos que 'o corpo corruptível deprime a alma'. E nisto, a alma, certamente, deprime o corpo, e o enfraquece mais e mais. Eu não direi que a tristeza profunda e duradoura do coração não pode, algumas vezes, enfraquecer uma constituição forte, e causar tais desordens corpóreas, não facilmente removidas: No entanto, tudo isto pode ainda consistir com a medida daquela fé que é operada pelo amor.

 

4. Esta bem pode ser denominada uma 'provação ardente': E embora não seja a mesma que o Apóstolo fala no quarto capítulo [I Pedro 4:12 'Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse']; ainda assim, muitas das expressões lá usadas, com respeito aos sofrimentos exteriores, podem ser adaptadas a essa aflição interior. Na verdade, elas não podem, com alguma propriedade, serem aplicadas àqueles que estão na escuridão: Esses, não podem regozijar-se; nem é verdade que 'o Espírito da glória e de Deus repousa sobre' eles. Mas Ele freqüentemente o faz naqueles que estão na opressão; de modo que, embora pesarosos, eles, mesmo então, se regozijam sempre.

 

III

 

1. Mas para prosseguir para o Terceiro ponto: Quais são as causas de tal tristeza ou opressão em um verdadeiro crente? O Apóstolo nos diz claramente: 'Vocês estão contristados', diz ele, 'pelas múltiplas tentações'; múltiplas, não apenas muitas em número, mas de muitos tipos. Elas podem ser variadas e diversificadas, em milhares de formas, pela mudança ou adição de numerosas circunstâncias. E esta mesma diversidade e variedade tornam mais difícil nos protegermos delas. Entre essas nós podemos classificar todas as doenças corpóreas; particularmente, as enfermidades repentinas, e a dor violenta de todo tipo; quer afetando o corpo todo, ou a menor parte dele. É verdade, que aqueles que têm desfrutado de saúde ininterrupta, e não têm sentido qualquer uma dessas enfermidades podem fazer pouco delas; e se admirarem de que a doença ou a dor do corpo possa trazer opressão sobre a mente. Talvez, um, em mil, seja de uma constituição tão peculiar, que não sinta dor como os outros homens. De modo que Deus tem se agradado de mostrar seu poder, produzindo alguns desses prodígios da natureza, que parecem não se preocupar com a dor, afinal; mesmo a dos tipos mais severos, se este desprezo pelas dores não se dever parcialmente à força da educação; e, parcialmente, a uma causa sobrenatural, -- ao poder tanto dos bons, quanto dos maus espíritos, que elevam estes homens, acima do estado da mera natureza. Mas, abstraindo esses casos particulares, em geral, a justa observação é que a dor é miséria plena e extrema; aniquilando completamente toda resignação. E mesmo onde esses são protegidos pela graça de Deus; onde os homens 'mantêm suas almas pacientes, ela pode, não obstante, ocasionar muita opressão interior; com a alma compadecendo-se do corpo. 

 

2. Todas as enfermidades de longa duração, embora menos dolorosas, estão aptas a produzirem o mesmo efeito. Quando Deus determina sobre nós a consumação, ou a febre intermitente, que esfria e queima, se ela não for rapidamente removida, não irá apenas 'consumir os olhos', mas 'causará tristeza no coração'. Este é eminentemente o caso, com respeito a todas estas que são denominadas doenças nervosas. E a fé não destrói o curso da natureza: As causas naturais ainda produzem efeitos naturais. A fé não mais impede os declínios dos espíritos (como se diz), em uma doença histérica que surge da agitação de uma febre.

 

3. Novamente: quando 'a calamidade vem como um redemoinho de vento, e a escassez como um homem armado'; trata-se de uma pequena provação? Não é estranho que ela cause tristeza e opressão? Mesmo que esta seja uma coisa pequena para aqueles que se mantêm a uma distância, ou que olham, e 'passam, pelo outro lado'; ainda assim, por outro lado, é dessa forma, para aqueles que a sentem. 'Tendo alimento e vestimenta' (de fato, a última palavra, skepasmata, sugere moradia, assim como, vestuário), nós podemos, se o amor de Deus está em nossos corações, 'estarmos satisfeitos com isto'. Mas o que devem fazer aqueles que nada têm? Quem, por assim dizer, 'adotam a rocha como abrigo?'. Que têm apenas a terra para se deitar, e apenas o céu para cobri-los? Que não têm uma residência seca, quente, nem mesmo limpa, para si mesmos, e seus pequeninos; nenhuma roupa para mantê-los, ou àqueles a quem eles amam, junto a si mesmos, do frio penetrante, tanto do dia, quanto da noite? Eu rio do estúpido pagão clamando: 'Quão ridículos os homens podem ser!'.

 

A pobreza tem alguma coisa pior, do que fazer os homens serem capazes de rirem dela? É um sinal de que esse poeta inútil falou, sem pensar, das coisas que ele não conhecia. Não é a falta de alimento, alguma coisa pior do que isto? Deus a decretou como uma calamidade sobre o homem, para que ele possa prover, 'através do suor de sua testa'. Mas quantos existem, nesta região cristã, que labutam, e trabalham, e suam, e não o têm, afinal, mas lutam com fraqueza e fome juntas? Não é pior para alguém, depois de um dia de trabalho, voltar para sua moradia pobre, fria, suja e desconfortável, e encontrar nem mesmo o alimento que é necessário para reparar suas forças perdidas?  Vocês, que vivem confortavelmente na terra; que nada necessitam, a não ser, de olhos para verem, ouvidos para ouvirem, e corações para entenderem o quanto bem Deus tem partilhado com vocês, -- não é pior buscar o pão, dia a dia, e encontrar nada? Talvez, encontrar o conforto também de cinco ou seis crianças, clamando pelo que ele não tem para dar! Não fosse ele refreado por uma mão invisível, ele não poderia logo 'amaldiçoar a Deus e morrer?'. Ó necessidade de pão! Necessidade de pão! Quem pode dizer o que isto significa, sem ter sentido isto em si mesmo? Eu estou surpreso que isto ocasione não mais do que opressão, mesmo nesses que crêem!

 

4. Talvez, proximamente a isto, nós possamos colocar a morte daqueles que eram próximos, e queridos a nós; de um pai jovem, e um que não entrou muito no declínio dos anos; de uma criança amada, recém surgindo para a vida, e apertando nossos corações; de um amigo que foi como nossa própria alma, -- próximo à graça de Deus, o último, e o melhor dom do Céu. E milhares de circunstâncias podem acentuar a aflição. Talvez, a criança e o amigo morreram em nossos braços! – talvez, foram arrebatados, quando nós não cuidamos deles! No vigor da juventude, e cortados como uma flor! Em todos esses casos, nós, não apenas não podemos, mas devemos, estar afligidos: é o objetivo de Deus que possamos. Ele não nos teria como animais e pedras. Ele não teria nossas afeições equilibradas, não extintas. Portanto, -- 'A natureza não repreendida, faz derramar uma lágrima'. Pode haver tristeza, sem pecado.

 

5. Uma tristeza ainda mais profunda, nós podemos sentir por aqueles que estavam mortos, enquanto viviam; com respeito à indelicadeza, ingratidão, apostasia daqueles que estavam unidos a nós na mais íntima aliança. Quem pode expressar o que um amante das almas pode sentir por um amigo, um irmão, morto para Deus? Por um marido, uma esposa, um pai, um filho, precipitando-se no pecado, como um cavalo dentro da batalha; e, a despeito de todos os argumentos e persuasões, apressando-se para executar a sua própria condenação? E esta angústia do espírito pode ser intensificada a um grau inconcebível, ao se considerar que ele que agora caminha para a destruição, uma vez, seguiu bem no caminho da vida. O que quer que ele tenha sido no passado, serve agora a nenhum outro propósito, do que nos fazer refletir no que ele está mais penetrado e afligido.

 

6. Em todas essas circunstâncias, nós podemos estar seguros de que nosso grande adversário não ficará sem aproveitar sua oportunidade. Ele, que sempre 'tem andado buscando a quem ele possa devorar', irá, então, usar, especialmente, todos os seus poderes, todas as suas habilidades, se, por acaso, ele puder obter alguma vantagem sobre a alma que já está subjugada. Ele não poupará seus dardos certeiros, tais que são mais adequados para encontrarem uma entrada, e fixarem-se mais profundamente no coração, porque são próprios das tentações que o assaltam. Ele irá trabalhar para injetar os pensamentos descrentes, blasfemos ou descontentes. Ele irá sugerir que Deus não cuida, e não governa, a terra; ou, pelo menos, que Ele não a governa da maneira correta; não, através da justiça e misericórdia. Ele irá se esforçar para incitar o coração contra Deus; para renovar nossa inimizade natural contra Ele. E se nós empreendemos lutar com Ele, com as suas próprias armas, nós iremos raciocinar com ele, e mais e mais opressão, irá, sem dúvida, resultar, se não, escuridão extrema.

 

7. Freqüentemente se supõe que existe uma outra causa; se não, da escuridão, pelo menos, da opressão; ou seja, Deus se retira da alma, porque é sua vontade soberana. Certamente, Ele irá fazer isto, se nós afligirmos seu Espírito Santo, tanto por pecado exterior, quanto exterior; tanto por fazer o mal; por negligenciar a fazer o bem; dando oportunidade para o orgulho ou ira; para a indolência espiritual; para o desejo tolo, ou afeições desordenadas. Mas que Ele sempre se retira, porque Ele quer; meramente porque é seu bom prazer, eu absolutamente nego. Não existe um texto em toda a Bíblia que faz qualquer menção a tal suposição. Mais do que isto: trata-se de uma suposição contrária; não apenas a muitos textos particulares, mas a todo o teor das Escrituras. É repulsiva à própria natureza de Deus: É extremamente inferior à sua majestade e sabedoria, (como um escritor eminente, expressa fortemente), 'brincar de esconde-esconde com suas criaturas'. É inconsistente, com sua justiça e misericórdia, e com a profunda experiência de todos os seus filhos. 

 

8. Uma causa mais da opressão, é mencionada por muitos daqueles que são denominados autores místicos. E a noção tem se arrastado, eu não sei como, até mesmo entre as pessoas sinceras que não têm familiaridade com eles. Eu não posso explicar isto melhor, do que nas palavras de uma recente escritora, que relata isto como sua própria experiência: -- 'Eu continuei tão feliz no meu Amado, que, mesmo que eu tivesse sido forçada a perambular no deserto, eu não teria encontrado dificuldade nisto. Este estado, porém, não durou muito, quando, em efeito, eu me encontrei conduzida ao deserto. Eu me achei numa condição de desamparo, completamente pobre, desgraçada e miserável. A fonte apropriada desta aflição, o conhecimento de nós mesmos; através do qual, nos certificamos que existe uma extrema dessemelhança entre Deus e nós. Nós nos vemos em maior oposição a Ele; vemos que no fundo de nossa alma, somos inteiramente corruptos, depravados, e cheios de toda espécie de mal e malignidade, do mundo e da carne; e todas as sortes de abominações'. – Disto, pode-se concluir que o conhecimento de nós mesmos, sem o que podemos perecer eternamente, deve, mesmo depois de termos conseguido a justificação pela fé, nos ocasionar a mais profunda opressão.

 

9. Mas, sobre isto, eu observaria:

 

(1)          No parágrafo precedente, esta escritora diz: 'Compreendendo que eu não tinha a fé verdadeira em Cristo, eu me entreguei a Deus, e imediatamente senti seu amor'. Pode ser; e ainda assim, não parece que isto foi justificação. É mais provável que não foi mais do que é usualmente denominado de 'As delineações do Pai'. E se for assim, o peso e a escuridão que se seguem, não são outra coisa, que a convicção do pecado; que na natureza das coisas, deve preceder aquela fé, por meio da qual somos justificados.

 

(2)          Supondo-se que ela fosse justificada, quase no mesmo momento em que ela foi convencida da falta de fé, não houve, então, tempo para aquele crescimento gradual do autoconhecimento, que costuma preceder a justificação: Neste caso, portanto, ele veio depois, e foi, provavelmente, o mais severo, o menos esperado.

 

(3)          Pode ser que vá existir um conhecimento de nosso pecado inato, de nossa corrupção total pela natureza, mais profundo, mais claro e mais completo, depois da justificação, e que nunca houve antes dela. Mas esta necessidade não ocasiona obscuridade da alma: Eu não direi que ela deva nos trazer para a opressão. Se fosse assim, o Apóstolo não teria usado aquela expressão; se fosse preciso, haveria uma necessidade absoluta e indispensável dele, para todos que conhecessem a si mesmos; ou seja, em efeito, para todos que conhecessem o amor perfeito de Deus, e fossem, por meio disto, 'feitos adequados para serem parceiros na herança dos santos na luz'. Mas isto, de modo algum, é o caso. Ao contrário, Deus pode aumentar o conhecimento de nós mesmos em algum grau; e aumentar na mesma proporção, o conhecimento de Si mesmo e a experiência de Seu amor. E, neste caso, não haveria 'deserto, miséria, condição de abandono'; mas amor, paz, e alegria, gradualmente brotando para a vida eterna.

 

IV

 

1. Para que finalidade, então, (a Quarta coisa que deverá ser considerada) Deus permite que a opressão caia sobre tantos de seus filhos? O Apóstolo nos dá uma resposta clara e direta a esta importante questão: - 'Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo' (I Pedro 1:7). Pode haver uma alusão a isto, naquela bem conhecida passagem do quarto capítulo (embora primeiramente relacione-se a quase outra coisa, como já foi observado): 'Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis' (I Pedro 4:12, &c).

 

2. Disto, nós aprendemos que a primeira e grande finalidade de Deus permitir as tentações, que trazem opressão sobre seus filhos, é testar a fé deles, que é testada por elas, como o ouro, pelo fogo. Agora, nós sabemos que o ouro tentado no fogo, é purificado, através dele; é separado de sua impureza. E assim é a fé, no fogo da tentação; quanto mais ela é tentada, mais é purificada; -- sim, e não apenas purificada, mas também fortalecida, confirmada, abundantemente aumentada, por tantas mais provas de sabedoria e poder, o amor e fidelidade de Deus. Por isto, então, -- para aumentar nossa fé, -- é uma das graciosas finalidades de Deus permitir essas múltiplas tentações. 

 

3. Elas servem para experimentarem, purificarem, confirmarem e aumentarem aquela esperança viva também, onde junto 'a Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo temos sido recriados de sua abundante misericórdia'. De fato, nossa esperança não pode deixar de aumentar, na mesma proporção que nossa fé. Sobre este alicerce, ela se situa: Crendo em Seu nome; vivendo pela fé no Filho de Deus, nós esperamos; nós temos expectativa confiante da glória que será revelada; e, conseqüentemente, o que quer que fortaleça nossa fé, aumenta nossa esperança também. Ao mesmo tempo, em que aumenta nossa alegria no Senhor, que não pode deixar de atender a uma esperança cheia de imortalidade. Neste panorama, o Apóstolo exorta os crentes em outro capítulo: 'Regozijem-se vocês, parceiros dos sofrimentos de Cristo'.  A este mesmo respeito, 'felizes são vocês; porque o Espírito da glória e Deus descansa sobre vocês': E, por meio disto, somos capacitados, mesmo em meio aos sofrimentos, a 'nos regozijarmos com alegria inexprimível e cheia de glória'.

 

4. Eles se regozijam mais, porque as provas que aumentam a fé e a esperança, aumentam também seu amor; sua gratidão para com Deus, por todas as suas misericórdias, e sua boa-vontade para com toda humanidade. Assim sendo, quanto mais profundamente conscientes eles estão da bondade amorosa de Deus, seu Salvador, mais seus corações inflamam-se com amor para com Ele que 'primeiro os amou'. Quanto mais clara e forte a evidência que eles têm da glória que deverá ser revelada, mais eles amam a Ele que a adquiriu para eles, e 'deu a eles a garantia' dela, 'em seus corações'. E esta, o aumento de seu amor, é outra finalidade para que seja permitido que as tentações venham sobre eles.

 

5. Uma outra finalidade ainda, é o crescimento deles na santidade: santidade de coração; santidade de conversação; a última, resultando da primeira; porque uma boa árvore produz bons frutos. E toda santidade interior é o fruto imediato da fé que é operada pelo amor. Através disto, o Espírito abençoado purifica o coração do orgulho, obstinação, paixão; do amor do mundo, dos desejos tolos e danosos; das afeições vis e inúteis. Além do que, afeições santificadas têm, através da graça de Deus, uma tendência imediata e direta à santidade. Através da operação do seu Espírito, elas humilham e degradam, mais e mais, a alma diante de Deus. Elas acalmam e abrandam nosso espírito turbulento; submetem a fúria de nossa natureza; enfraquecem nossa obstinação e vontade própria; crucificam-nos para o mundo; e nos fazem esperar nossa força, e buscar nossa felicidade, em Deus.

 

6. E todas essas têm como grande objetivo, que nossa fé, esperança, amor, e santidade 'possam ser encontrados', se eles ainda não apareceram; 'para o louvor' do próprio Deus; ' e a honra' de todos os homens, e anjos; 'e a glória', imputada, pelo grande Juiz, a todos que perseverarem até o fim. E isto será imputado naquele dia terrível, a todo homem, 'de acordo com suas obras'; de acordo com a obra que Deus tem forjado em seu coração, e as obras exteriores que ele tem forjado para Deus; e igualmente de acordo com o que ele tem suportado. De modo que todas essas tentações são um ganho inexplicável. De várias maneiras, essas 'aflições brandas, que são apenas para o momento, forjam em nós um mais excelente, e eterno ônus de glória!'.

 

7. Acrescentemos a isto, a vantagem que outros podem receber, vendo nosso comportamento debaixo de aflição. Nós nos certificamos, pela experiência, que o exemplo freqüentemente causa uma impressão mais profunda em nós, do que preceitos. E quais exemplos têm uma influência mais forte, não apenas naqueles que são parceiros de igual fé preciosa, mas, naqueles que não têm conhecido a Deus, do que de uma alma calma e serena, em meio às tempestades; triste, ainda assim, regozijando-se; humildemente aceitando o que quer que seja da vontade de Deus, embora seja doloroso para a natureza; dizendo, na doença e dor: 'O cálice que meu Pai me deu, eu não deverei beber?'. – na perda e necessidade, 'O Senhor deu; o Senhor tira; abençoado seja o nome do Senhor!'.

 

V

 

1. Eu vou concluir, com algumas inferências. Em Primeiro Lugar, quão ampla é a diferença entre a escuridão da alma e a opressão; que, não obstante, são tão geralmente confundidas uma com a outra; mesmo pelos cristãos experientes! Escuridão, ou estado de deserto, implica uma total perda da alegria no Espírito Santo: A opressão não; em meio a ela, nós podemos 'nos regozijar com alegria inexprimível'. Eles que estão na escuridão perderam a paz de Deus. Eles que estão na opressão não a perderam. Longe disto, naquele mesmo momento, 'a paz', assim como 'a graça' podem 'ser multiplicadas' junto a eles. No primeiro caso, o amor de Deus tornou-se frio, se não foi totalmente extinguido; no segundo, ele retém toda sua força; ou melhor, aumenta, diariamente. No primeiro, a própria fé, se não totalmente perdida, está, não obstante, gravemente em declínio: A evidência, e a convicção das coisas que não são vistas; particularmente, do amor redentor de Deus, não está mais tão clara ou forte, quanto no passado; e a confiança deles em Deus está proporcionalmente enfraquecida: No segundo, embora eles não o vejam, ainda assim, têm uma confiança clara e inabalável em Deus; e uma evidência duradoura do amor, por meio do qual, seus pecados foram apagados. De modo que, assim como nós podemos distinguir a fé da descrença; esperança do desespero; paz da guerra; amor a Deus do amor do mundo; nós podemos infalivelmente distinguir opressão de escuridão!

 

2. Em Segundo Lugar, nós podemos aprender disto, que pode haver necessidade de opressão; mas não, necessidade de escuridão. Pode haver necessidade de estamos 'contristados por algum tempo', com o objetivo das finalidades acima citadas; pelo menos, neste sentido, como resultado natural dessas 'múltiplas tentações', que são necessárias para testarem e aumentarem nossa fé; para confirmarem e aumentarem nossa esperança; para purificarem nossos corações de todos os temperamentos não santos, e aperfeiçoarem-nos no amor. E, em conseqüência disto, elas são necessárias com o objetivo de fazerem brilhar nossa coroa, e acrescentarem ao nosso ônus de glória eterna. Mas nós não podemos dizer que a escuridão seja necessária com o objetivo a algumas dessas finalidades. De modo algum, ela nos conduz a elas: A perda da fé, esperança, amor, certamente não é, nem condutiva à santidade; nem aumenta aquela recompensa no céu que será na proporção de nossa santidade na terra.

 

3. Em Terceiro Lugar, nós podemos reunir, da maneira do Apóstolo falar, que, mesmo a opressão, não é sempre necessária. 'Agora, por um tempo, se preciso'; De modo que nem é necessária a todas as pessoas; nem para alguma pessoa todo o tempo. Deus é capaz; Ele tem poder e sabedoria para operar, quando lhe agradar, a mesma obra da graça, em alguma alma, por outros meios. E, em algumas instâncias, Ele faz assim; Ele faz com que esses, a quem Ele se agrada de seguir adiante, de força em força, até mesmo fazendo com que eles 'aperfeiçoem a santidade em seu medo'; raramente com alguma opressão, afinal; como tendo um poder absoluto sobre o coração do homem, e movendo todas as fontes dele como lhe agrada. Mas esses casos são raros: Deus geralmente acha bom testar 'os homens aceitáveis na fornalha de aflições'. De modo que aquelas múltiplas tentações e opressão são, mais ou menos, usualmente a porção de seus filhos mais queridos.

 

4. Para concluir, nós devemos, portanto, vigiar e orar; e usarmos de nossos mais extremos esforços, para evitarmos cair na escuridão. Mas não precisamos estar apreensivos, em como evitarmos, tanto quanto, em como melhorarmos, através da opressão. Nosso grande cuidado deve ser, então, nos comportarmos sob ela; esperarmos junto ao Senhor, para que ela possa responder completamente a todo o desígnio de Seu amor; permitindo que ela venha sobre nós; e que ela possa ser os meios de aumentar nossa fé; de confirmar nossa esperança; de aperfeiçoar-nos em toda santidade. Quando quer que ela venha, que tenhamos um olho para essas finalidades graciosas, para as quais ela é permitida; e usemos de toda a diligência que pudermos, para que não tornemos sem efeito o conselho de Deus a nós mesmos. Vamos, sinceramente, trabalhar junto com ela, através da graça que Ele continuamente nos dá; 'purificando a nós mesmos da poluição da carne e espírito'; e diariamente crescendo na graça de nosso Senhor Jesus Cristo, até que sejamos recebidos em seu reino eterno!

 

[Editado por Tim Dawson, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com correções por George Lyons para a Wesley Center for Applied Theology.]

 


PRONTOS PARA AS ALTURAS?

 


Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

MARCOS 13.35

 

v  Jesus prometeu aos discípulos que iria para seu pai mas que voltaria.

v  Isto já faz 2000 anos, e Ele ainda não voltou.

v  Isto torna nossa vida um pouco mais pesada e difícil. Sabemos que deste mundo nada podemos esperar, por isto vivemos esperando Seu regresso. Mas Ele não vem.

 

Talvez a maior pergunta a se fazer nesta virada de milênio é a seguinte: PORQUE NÃO VOLTOU O MEU JESUS?

Ele se esqueceu do que prometeu? Está atrasado? Seus planos falharam? Deixou de ser confiável?

O texto que lemos é curioso: Ele marca o tempo que Cristo voltará.

 

v  À TARDE- época dos discípulos. Eles saíram a pregar, e pregaram a todas as pessoas de então. Mas Paulo já previa em breve o homem do pecado que os perseguiria e mergulharia a terra nas mais densas trevas da ignor6ancia da história mundial. Ainda não era a época.

v  À MEIA-NOITE- Idade Média. De 538 a 1453. Tempo de total ignorância tanto do conhecimento natural quanto da palavra de Deus. Os cristão foram perseguidos por sua luz, mortos pela Igreja. Mas ainda não era a época.

v  AO CANTAR DO GALO- da reforma protestante à época de EGW. Tempo em que surgiram os raios da luz do Evangelho, e iluminou o mundo. Houve despertamentos por todo o planeta, preparando o mundo para Sua chegada.

v  SE PELA MANHÃ- nossa época. Vivemos na manhã do conhecimento secular. Nunca se soube tanto sobre tudo do que agora. Nunca se pregou tanto sobre a Palvra de Deus. Este é o tempo. Não há mais nenhum outro tempo. Se não à tarde, viria, à noite, senão ao cantar do galo, senão finalmente ao amanhecer. Vivemos no tempo da volta de Jesus!

 

Mas porque Ele demora tanto? Há vários motivos.

 

1- EU E VOCÊ SOFREMOS A SÍNDROME DE MUNCHAUSEN.

Doença rara e incurável, que faz com que a pessoa precise de constante cuidado médico.

ü  William McCoy. Passou 50 anos entrando e saindo de 100 hospitais. Foi submetido a 400 cirurgias, e o maior tempo que conseguiu passar fora de um hospital foi de 6 meses. Ele conseguiu estes tratamentos porque morava na Inglaterra, país que paga pelo tratamento médico de seus habitantes. O governo inglês gastou com ele mais de 4 milhões de dólares. Finalmente, depois de 50 anos, William se cansou de hospitais. Mudou-se para um asilo, e ali esperou a sua sorte. 2000. 150

v  Eu e você também somos doentes. Apesar de nossa relativa saúde, vivemos em meio à muito sofrimento e pesar. Sofremos com problemas emocionais, familiares, educação dos filhos, com as escolhas que eles fazem, com a violência, com o medo, com o desemprego, com as misérias que este mundo tem e com todas as conseqüências do pecado. Mas o incrível é que, mesmo com todas estas dores de cabeça, nós ainda não desejamos verdadeiramente que Cristo volte e mude nossa vida. Ainda desejamos que Ele demore pelo menos uns aninhos aí pela frente.

v  A criança que ainda crescer, o jovem quer ainda se casar e Ter sua família, o adulto quer ainda se realizar profissionalmente e financeiramente, e os velhos querem que Jesus venha logo para que não sofram com as doenças, com as agulhas, com os hospitais ou com o medo da morte.

 

2- POR CAUSA DESTA INDIFERENÇA ESPIRITUAL, NÃO ESTAMOS PREPARADOS PARA VIVER LÁ EM CIMA, NAS ALTURAS, COM O SENHOR.  Salmo 15. 1 e 2.  I Pedro. 3.9-10

ü  Às 11.30 h da manhã do dia 29 de maio de l953, Edmund Hillary, da Nova Zelândia, e Tenzing Norgay, membro de uma tribo do Nepal, realizaram o sonho de centenas de alpinistas de todo o mundo: tornaram-se os primeiros homens a atingir o teto do mundo, o topo do Everest.

ü  Após contemplarem a fantástica cena, Hillary tomou a câmara fotográfica e registrou o que se podia ver dali. Bateu também uma foto de Tenzing  acenando com seu machado, com o qual ele fixou as bandeiras dos Estados Unidos, Inglaterra, Nepal e Índia. Quinze minutos depois começaram a descida.

ü  O interesse em subir o Everest, que fica na fronteira entre a Índia e o Nepal, começou quando em l852 identificou-se que este era o ponto mais alto do planeta. Chamava-se Pico XV até l865, quando o Governador da Índia Sir George Everest rebatizou-o com o próprio nome. Sua altura exata foi discutida até l955, quando se estabeleceu definitivamente a medida de 8 848 metros.

ü  A façanha de Hillary e Norgay já havia sido perseguida pôr dez expedições à enorme montanha, desde l920, mas com fracasso em todas elas. Os ventos fortíssimos e a temperatura muito baixa não permitiram que realizassem a escalada. E mais recentemente, em muitas outras tentativas de repetir o feito, estima-se que quase 200 alpinistas e mais de 50 guias sherpas já morreram.

ü  O que torna tão difícil a escalada de montanhas sendo que hoje em dia temos tantos avanços tecnológicos que podem ser usados para tal fim?

ü  Pôr incrível que pareça, não são os obstáculos do percurso em terra que frustram as tentativas dos alpinistas, e sim a adaptação de seus corpos ao clima das montanhas. Quanto mais alta uma montanha, mais fria é a temperatura e menos oxigênio para respirar. Só que o corpo humano não foi feito para viver em tais condições. Exemplo: quando no corpo de uma pessoa existe apenas 30 pôr cento do oxigênio necessário, considera-se que ela está à beira da morte - ou seja, tanto pode estar na UTI de um hospital ou no topo do Everest. Esta é a condição de um alpinista  numa montanha com mais de 7000 metros de altura.  A diferença das condições climáticas em relação à condição física do homem é tão diferente que, se alguém saísse de uma cidade ao nível do mar e subisse diretamente ao topo do Everest, desmaiaria em alguns segundos e morreria em poucos minutos. Porém se o alpinista aclimatar seu corpo, isto é adaptá-lo, poderá fazer o mesmo percurso em algumas semanas.

ü  Numa escalada como ao Everest, até 2800 metros a maioria das pessoas não encontram problemas. No máximo, pode-se sentir cansaço ou dor de cabeça bem leve. Mas a partir desta altitude é comum muita dor de cabeça, fadiga, falta de ar, distúrbios de sono e náusea. A pessoa passa a respirar mais rápido e mais profundamente, na tentativa de colocar mais oxigênio para dentro. Ao mesmo tempo, para melhor distribuí-lo a todas as partes do corpo, a freqüência cardíaca aumenta.

ü  Mesmo quando a aclimatação é feita lenta e adequadamente, subindo entre 300 e 500 metros por dia de desnível, passar por ela não é uma experiência agradável. É comum sentir muito cansaço e perder o apetite nesse processo. Por isso, um corpo aclimatado faz toda a diferença do mundo.

ü  De 3000 a 5500 metros ocorre a maioria dos casos de edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões), devido à grande falta de oxigênio. Os sintomas- falta de ar, tosse forte, letargia e febre baixa- geralmente se desenvolvem depois de 36 a 72 horas na altitude.  Quem não respeita os limites e sobe rápido demais, sem dar tempo ao corpo para se aclimatar, pode ser vítima de uma série de distúrbios, chamada mal agudo da montanha, que provoca dor de cabeça, perda de apetite, náusea e prostração, mas que pode desaparecer em 2 ou 3 dias com boa alimentação, muito líquido e algum repouso. Mas a situação começa a se complicar quando os sintomas perduram por mais tempo, caracterizando o perigo do edema pulmonar e edema cerebral ( acúmulo de líquido no cérebro). Tudo por culpa de falta de oxigenação. É que o aumento de ventilação, ao mesmo tempo em que leva mais oxigênio para dentro dos pulmões, elimina muito gás carbônico, deixando o sangue mais alcalino, alterando assim as reações normais do organismo, permitindo o acúmulo de líquido nos alvéolos pulmonares. Se o doente não for levado a altitudes mais baixas, pode morrer em 5 dias.  Semelhantemente acontece no cérebro. A maior permeabilidade sangüínea provoca vazamento de fluido para o tecido cerebral ocasionando o edema. Esse problema é percebido pelo andar cambaleante da vítima, como se estivesse embriagada, além de perturbações na visão e alucinações. Se não for tratado em poucas horas, o edema pode levar ao coma e à morte.

ü  No alto de uma montanha, tratamento só existe um- descer. E às vezes isso pode ser impossível. Acima de 5 000 metros, é muito difícil resgatar um doente ou acidentado, porque os helicópteros não chegam até lá. Ele precisa descer enquanto consegue andar. caso contrário, é possível que fique lá mesmo. O perigo é que um alpinista nessas condições nem sempre percebe que há algo errado. É que a falta de oxigênio no cérebro afeta o julgamento- a capacidade de raciocinar, de executar tarefas aparentemente simples e de perceber os perigos.

ü  De 5500 a 8000 metros diminui muito a capacidade de adaptação do organismo, bem como a capacidade de trabalho. Não se pode e nem se consegue subir a montanha rápido. Tarefas simples, como calçar botas ou arrumar a mochila, deixam a pessoas extenuada. Para compensar um pouco a escassez de oxigênio, os montanhistas levam garrafas com o gás. Mas isto não significa que o alpinista fique inteirão. O oxigênio suplementar dá um ganho de 2000 metros, ou seja, quem o utiliza a 8000 metros respira como se estivesse a 6000.

ü  A partir de 6000 metros o corpo não se adapta mais, só degrada, e quanto mais alto alguém for, menor o tempo que poderá ficar lá em cima.    

ü  A 7000 metros começa a zona da morte, onde a degradação física é muito rápida. O alpinista sofre também neste estágio com o frio intenso. Depois de uma noite de sono, uma pessoa se sente tão cansada quanto antes de dormir. O problema não é apenas a temperatura baixa, que chega até 20 graus negativos, mas o frio que o corpo sente quando o gelado vento ajuda a tirar calor de si. Sob uma temperatura de 20 graus negativos e os ventos de 60 km/h, uma pessoa sente frio de 50 graus negativos, correndo o risco de congelamento, e amputação dos dedos. Qualquer parte do corpo exposta congela em  minuto. Calcula-se que nessa altitude, a cada 100 metros para cima o alpinista perde 1 por cento da capacidade de trabalho, tornando quase impossível tarefas simples e triviais.

ü  Outro problema é a desidratação. É necessário tomar de 3 a 4 litros de líquidos pôr dia, o que é feito derretendo a neve pôr longos minutos em pequenos fogareiros.

ü  Acima de 8000 metros,  há apenas um terço do oxigênio que existe ao nível domar. Acima desta altitude, uma pessoa bem adaptada só fica dois ou três dias, antes que a falta de oxigênio o leve à morte.

v  Da mesma forma como é necessária a  adaptação do corpo para atingir tais altitudes, todos nós precisamos adaptar nosso caráter para um dia subirmos ao monte do Senhor para vivermos com Ele. Ir para o céu envolve um enorme plano de mudança de vida, o qual só tem resultado pelo poder de Jesus. Se fôssemos viver com Ele do jeito que somos agora Sua santidade nos destruiria em segundos.

v  Precisamos limpar nosso caráter de todo pecado. Mudar nossas palavras, pensamentos e atos. Assim resistiremos à maravilhosa presença de Jesus. Prepare-se. Ele está voltando.

v  Se o Senhor voltasse hoje, você o estaria esperando?

v  FIDO

 

3- UMA CERTEZA PODEMOS TER: DEUS ESTÁ PREPARANDO UM LAR PARA NÓS.

ü  Os pássaros demonstram seu amor por suas fêmeas preparando para elas um lindo ninho. Há um pássaro que trabalha durante dias para construir um ninho sofisticado. Quando termina, pode-se ver uma mansão com mais de 1 m de comprimento, mais de 1 m de altura, e decorado por dentro com flores e frutinhas bem coloridas. E mesmo depois que sua "senhora" muda-se para o ninho, ele continua a trazer-lhe presente: penas, seixos, flores, conchas de caracóis e tudo o que lhe chame a atenção. E o mais impressionante é que todos os presente que ele traz são azuis, a cor dos olhos de sua amada. E para dar o toque final à sua obra arquitetônica, ele se dá ao trabalho de pintar o interior das paredes do ninho  com o suco azulado colhido e retirado das amoras. Fale a a verdade: Isto é que é amor verdadeiro!  IJ 2000 18

v  O mesmo está fazendo Deus por nós; preparando mansões perfeitas para nosso maior prazer lá no Céu. Eu creio que já estão prontas. Só faltam os moradores.

 

4- VIVEMOS NUM ECLIPSE, MAS LOGO VEREMOS NOSSO DEUS COMO ELE É.

ü  Em um eclipse total do Sol, a lua se posiciona diretamente entre o Sol e a Terra. Durante este espetáculo, só podemos ver os gases explosivos que estão acima da superfície do Sol. Tudo fica muito estranho e sinistro, pois o dia parece meio acinzentado. IJ 2000. 93

v  Durante séculos, milênios, vivemos num eclipse espiritual. O pecado te desvirtuado nossa imagem e nossa relação com nosso Deus. O vemos vem de longe, e às vezes só enxergamos seus atos explosivos por detrás de Suas atitudes para com a humanidade. Mas tudo isto é apenas uma pálida idéia do que Ele é.

v  Mas em breve, nós o veremos, assim como Ele é. Não por um véu, por um Livro, por uma história. Nós viveremos com Ele.

 

ü  O ESPAÇO sideral começa a 150 km acima do nível do solo. Para se chegar lá levaríamos 1 hora e meia se os automóveis atuais pudessem andar na vertical.

ü  Parece fácil, mas não é. A força da gravidade puxa todos os corpos para o centro da Terra. Seria necessário viajar a 11km/s ou 40 mil km/h para sairmos do planeta. Quando se chega lá, é necessário um veículo que não utilize o ar para decolar, pois lá não há ar.

ü  Em 25 de julho de 1909 Louis Blériot cruzou pela primeira vez os 41 km do Canal da Mancha. Só nos falta cruzarmos o canal manchado do sangue de Cristo para chegarmos às mansões celestiais, além do rio.

ü  O Sol fica a 30 mil anos-luz do centro de nossa galáxia, a Via Láctea. Para se Ter uma idéia da distância: um ano-luz equivale a 9.460.500.000.000 de quilômetros. Já a Via Láctea tem uma extensão de 100 mil anos-luz, ou seja, 950 quatrilhões de km.

v  Estas distâncias serão metros para nós quando tivermos um corpo glorificado lá na eternidade.

v  Quando Cristo voltar, faremos não só uma viagem para fora de nosso planeta, mas inter-galáctica, vencendo todas estas barreiras até chegarmos ao Céu, lugar onde Ele mesmo mora.

 

APELO- Por que não voltou o meu Jesus? - VP

 

Pr. MARCELO AUGUSTO DE CARVALHO 12/01/2001. Campo Limpo. SP.