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sexta-feira, 31 de julho de 2020

PRONTOS PARA AS ALTURAS?

 


Marcelo Augusto de Carvalho

 

 

MARCOS 13.35

 

v  Jesus prometeu aos discípulos que iria para seu pai mas que voltaria.

v  Isto já faz 2000 anos, e Ele ainda não voltou.

v  Isto torna nossa vida um pouco mais pesada e difícil. Sabemos que deste mundo nada podemos esperar, por isto vivemos esperando Seu regresso. Mas Ele não vem.

 

Talvez a maior pergunta a se fazer nesta virada de milênio é a seguinte: PORQUE NÃO VOLTOU O MEU JESUS?

Ele se esqueceu do que prometeu? Está atrasado? Seus planos falharam? Deixou de ser confiável?

O texto que lemos é curioso: Ele marca o tempo que Cristo voltará.

 

v  À TARDE- época dos discípulos. Eles saíram a pregar, e pregaram a todas as pessoas de então. Mas Paulo já previa em breve o homem do pecado que os perseguiria e mergulharia a terra nas mais densas trevas da ignor6ancia da história mundial. Ainda não era a época.

v  À MEIA-NOITE- Idade Média. De 538 a 1453. Tempo de total ignorância tanto do conhecimento natural quanto da palavra de Deus. Os cristão foram perseguidos por sua luz, mortos pela Igreja. Mas ainda não era a época.

v  AO CANTAR DO GALO- da reforma protestante à época de EGW. Tempo em que surgiram os raios da luz do Evangelho, e iluminou o mundo. Houve despertamentos por todo o planeta, preparando o mundo para Sua chegada.

v  SE PELA MANHÃ- nossa época. Vivemos na manhã do conhecimento secular. Nunca se soube tanto sobre tudo do que agora. Nunca se pregou tanto sobre a Palvra de Deus. Este é o tempo. Não há mais nenhum outro tempo. Se não à tarde, viria, à noite, senão ao cantar do galo, senão finalmente ao amanhecer. Vivemos no tempo da volta de Jesus!

 

Mas porque Ele demora tanto? Há vários motivos.

 

1- EU E VOCÊ SOFREMOS A SÍNDROME DE MUNCHAUSEN.

Doença rara e incurável, que faz com que a pessoa precise de constante cuidado médico.

ü  William McCoy. Passou 50 anos entrando e saindo de 100 hospitais. Foi submetido a 400 cirurgias, e o maior tempo que conseguiu passar fora de um hospital foi de 6 meses. Ele conseguiu estes tratamentos porque morava na Inglaterra, país que paga pelo tratamento médico de seus habitantes. O governo inglês gastou com ele mais de 4 milhões de dólares. Finalmente, depois de 50 anos, William se cansou de hospitais. Mudou-se para um asilo, e ali esperou a sua sorte. 2000. 150

v  Eu e você também somos doentes. Apesar de nossa relativa saúde, vivemos em meio à muito sofrimento e pesar. Sofremos com problemas emocionais, familiares, educação dos filhos, com as escolhas que eles fazem, com a violência, com o medo, com o desemprego, com as misérias que este mundo tem e com todas as conseqüências do pecado. Mas o incrível é que, mesmo com todas estas dores de cabeça, nós ainda não desejamos verdadeiramente que Cristo volte e mude nossa vida. Ainda desejamos que Ele demore pelo menos uns aninhos aí pela frente.

v  A criança que ainda crescer, o jovem quer ainda se casar e Ter sua família, o adulto quer ainda se realizar profissionalmente e financeiramente, e os velhos querem que Jesus venha logo para que não sofram com as doenças, com as agulhas, com os hospitais ou com o medo da morte.

 

2- POR CAUSA DESTA INDIFERENÇA ESPIRITUAL, NÃO ESTAMOS PREPARADOS PARA VIVER LÁ EM CIMA, NAS ALTURAS, COM O SENHOR.  Salmo 15. 1 e 2.  I Pedro. 3.9-10

ü  Às 11.30 h da manhã do dia 29 de maio de l953, Edmund Hillary, da Nova Zelândia, e Tenzing Norgay, membro de uma tribo do Nepal, realizaram o sonho de centenas de alpinistas de todo o mundo: tornaram-se os primeiros homens a atingir o teto do mundo, o topo do Everest.

ü  Após contemplarem a fantástica cena, Hillary tomou a câmara fotográfica e registrou o que se podia ver dali. Bateu também uma foto de Tenzing  acenando com seu machado, com o qual ele fixou as bandeiras dos Estados Unidos, Inglaterra, Nepal e Índia. Quinze minutos depois começaram a descida.

ü  O interesse em subir o Everest, que fica na fronteira entre a Índia e o Nepal, começou quando em l852 identificou-se que este era o ponto mais alto do planeta. Chamava-se Pico XV até l865, quando o Governador da Índia Sir George Everest rebatizou-o com o próprio nome. Sua altura exata foi discutida até l955, quando se estabeleceu definitivamente a medida de 8 848 metros.

ü  A façanha de Hillary e Norgay já havia sido perseguida pôr dez expedições à enorme montanha, desde l920, mas com fracasso em todas elas. Os ventos fortíssimos e a temperatura muito baixa não permitiram que realizassem a escalada. E mais recentemente, em muitas outras tentativas de repetir o feito, estima-se que quase 200 alpinistas e mais de 50 guias sherpas já morreram.

ü  O que torna tão difícil a escalada de montanhas sendo que hoje em dia temos tantos avanços tecnológicos que podem ser usados para tal fim?

ü  Pôr incrível que pareça, não são os obstáculos do percurso em terra que frustram as tentativas dos alpinistas, e sim a adaptação de seus corpos ao clima das montanhas. Quanto mais alta uma montanha, mais fria é a temperatura e menos oxigênio para respirar. Só que o corpo humano não foi feito para viver em tais condições. Exemplo: quando no corpo de uma pessoa existe apenas 30 pôr cento do oxigênio necessário, considera-se que ela está à beira da morte - ou seja, tanto pode estar na UTI de um hospital ou no topo do Everest. Esta é a condição de um alpinista  numa montanha com mais de 7000 metros de altura.  A diferença das condições climáticas em relação à condição física do homem é tão diferente que, se alguém saísse de uma cidade ao nível do mar e subisse diretamente ao topo do Everest, desmaiaria em alguns segundos e morreria em poucos minutos. Porém se o alpinista aclimatar seu corpo, isto é adaptá-lo, poderá fazer o mesmo percurso em algumas semanas.

ü  Numa escalada como ao Everest, até 2800 metros a maioria das pessoas não encontram problemas. No máximo, pode-se sentir cansaço ou dor de cabeça bem leve. Mas a partir desta altitude é comum muita dor de cabeça, fadiga, falta de ar, distúrbios de sono e náusea. A pessoa passa a respirar mais rápido e mais profundamente, na tentativa de colocar mais oxigênio para dentro. Ao mesmo tempo, para melhor distribuí-lo a todas as partes do corpo, a freqüência cardíaca aumenta.

ü  Mesmo quando a aclimatação é feita lenta e adequadamente, subindo entre 300 e 500 metros por dia de desnível, passar por ela não é uma experiência agradável. É comum sentir muito cansaço e perder o apetite nesse processo. Por isso, um corpo aclimatado faz toda a diferença do mundo.

ü  De 3000 a 5500 metros ocorre a maioria dos casos de edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões), devido à grande falta de oxigênio. Os sintomas- falta de ar, tosse forte, letargia e febre baixa- geralmente se desenvolvem depois de 36 a 72 horas na altitude.  Quem não respeita os limites e sobe rápido demais, sem dar tempo ao corpo para se aclimatar, pode ser vítima de uma série de distúrbios, chamada mal agudo da montanha, que provoca dor de cabeça, perda de apetite, náusea e prostração, mas que pode desaparecer em 2 ou 3 dias com boa alimentação, muito líquido e algum repouso. Mas a situação começa a se complicar quando os sintomas perduram por mais tempo, caracterizando o perigo do edema pulmonar e edema cerebral ( acúmulo de líquido no cérebro). Tudo por culpa de falta de oxigenação. É que o aumento de ventilação, ao mesmo tempo em que leva mais oxigênio para dentro dos pulmões, elimina muito gás carbônico, deixando o sangue mais alcalino, alterando assim as reações normais do organismo, permitindo o acúmulo de líquido nos alvéolos pulmonares. Se o doente não for levado a altitudes mais baixas, pode morrer em 5 dias.  Semelhantemente acontece no cérebro. A maior permeabilidade sangüínea provoca vazamento de fluido para o tecido cerebral ocasionando o edema. Esse problema é percebido pelo andar cambaleante da vítima, como se estivesse embriagada, além de perturbações na visão e alucinações. Se não for tratado em poucas horas, o edema pode levar ao coma e à morte.

ü  No alto de uma montanha, tratamento só existe um- descer. E às vezes isso pode ser impossível. Acima de 5 000 metros, é muito difícil resgatar um doente ou acidentado, porque os helicópteros não chegam até lá. Ele precisa descer enquanto consegue andar. caso contrário, é possível que fique lá mesmo. O perigo é que um alpinista nessas condições nem sempre percebe que há algo errado. É que a falta de oxigênio no cérebro afeta o julgamento- a capacidade de raciocinar, de executar tarefas aparentemente simples e de perceber os perigos.

ü  De 5500 a 8000 metros diminui muito a capacidade de adaptação do organismo, bem como a capacidade de trabalho. Não se pode e nem se consegue subir a montanha rápido. Tarefas simples, como calçar botas ou arrumar a mochila, deixam a pessoas extenuada. Para compensar um pouco a escassez de oxigênio, os montanhistas levam garrafas com o gás. Mas isto não significa que o alpinista fique inteirão. O oxigênio suplementar dá um ganho de 2000 metros, ou seja, quem o utiliza a 8000 metros respira como se estivesse a 6000.

ü  A partir de 6000 metros o corpo não se adapta mais, só degrada, e quanto mais alto alguém for, menor o tempo que poderá ficar lá em cima.    

ü  A 7000 metros começa a zona da morte, onde a degradação física é muito rápida. O alpinista sofre também neste estágio com o frio intenso. Depois de uma noite de sono, uma pessoa se sente tão cansada quanto antes de dormir. O problema não é apenas a temperatura baixa, que chega até 20 graus negativos, mas o frio que o corpo sente quando o gelado vento ajuda a tirar calor de si. Sob uma temperatura de 20 graus negativos e os ventos de 60 km/h, uma pessoa sente frio de 50 graus negativos, correndo o risco de congelamento, e amputação dos dedos. Qualquer parte do corpo exposta congela em  minuto. Calcula-se que nessa altitude, a cada 100 metros para cima o alpinista perde 1 por cento da capacidade de trabalho, tornando quase impossível tarefas simples e triviais.

ü  Outro problema é a desidratação. É necessário tomar de 3 a 4 litros de líquidos pôr dia, o que é feito derretendo a neve pôr longos minutos em pequenos fogareiros.

ü  Acima de 8000 metros,  há apenas um terço do oxigênio que existe ao nível domar. Acima desta altitude, uma pessoa bem adaptada só fica dois ou três dias, antes que a falta de oxigênio o leve à morte.

v  Da mesma forma como é necessária a  adaptação do corpo para atingir tais altitudes, todos nós precisamos adaptar nosso caráter para um dia subirmos ao monte do Senhor para vivermos com Ele. Ir para o céu envolve um enorme plano de mudança de vida, o qual só tem resultado pelo poder de Jesus. Se fôssemos viver com Ele do jeito que somos agora Sua santidade nos destruiria em segundos.

v  Precisamos limpar nosso caráter de todo pecado. Mudar nossas palavras, pensamentos e atos. Assim resistiremos à maravilhosa presença de Jesus. Prepare-se. Ele está voltando.

v  Se o Senhor voltasse hoje, você o estaria esperando?

v  FIDO

 

3- UMA CERTEZA PODEMOS TER: DEUS ESTÁ PREPARANDO UM LAR PARA NÓS.

ü  Os pássaros demonstram seu amor por suas fêmeas preparando para elas um lindo ninho. Há um pássaro que trabalha durante dias para construir um ninho sofisticado. Quando termina, pode-se ver uma mansão com mais de 1 m de comprimento, mais de 1 m de altura, e decorado por dentro com flores e frutinhas bem coloridas. E mesmo depois que sua "senhora" muda-se para o ninho, ele continua a trazer-lhe presente: penas, seixos, flores, conchas de caracóis e tudo o que lhe chame a atenção. E o mais impressionante é que todos os presente que ele traz são azuis, a cor dos olhos de sua amada. E para dar o toque final à sua obra arquitetônica, ele se dá ao trabalho de pintar o interior das paredes do ninho  com o suco azulado colhido e retirado das amoras. Fale a a verdade: Isto é que é amor verdadeiro!  IJ 2000 18

v  O mesmo está fazendo Deus por nós; preparando mansões perfeitas para nosso maior prazer lá no Céu. Eu creio que já estão prontas. Só faltam os moradores.

 

4- VIVEMOS NUM ECLIPSE, MAS LOGO VEREMOS NOSSO DEUS COMO ELE É.

ü  Em um eclipse total do Sol, a lua se posiciona diretamente entre o Sol e a Terra. Durante este espetáculo, só podemos ver os gases explosivos que estão acima da superfície do Sol. Tudo fica muito estranho e sinistro, pois o dia parece meio acinzentado. IJ 2000. 93

v  Durante séculos, milênios, vivemos num eclipse espiritual. O pecado te desvirtuado nossa imagem e nossa relação com nosso Deus. O vemos vem de longe, e às vezes só enxergamos seus atos explosivos por detrás de Suas atitudes para com a humanidade. Mas tudo isto é apenas uma pálida idéia do que Ele é.

v  Mas em breve, nós o veremos, assim como Ele é. Não por um véu, por um Livro, por uma história. Nós viveremos com Ele.

 

ü  O ESPAÇO sideral começa a 150 km acima do nível do solo. Para se chegar lá levaríamos 1 hora e meia se os automóveis atuais pudessem andar na vertical.

ü  Parece fácil, mas não é. A força da gravidade puxa todos os corpos para o centro da Terra. Seria necessário viajar a 11km/s ou 40 mil km/h para sairmos do planeta. Quando se chega lá, é necessário um veículo que não utilize o ar para decolar, pois lá não há ar.

ü  Em 25 de julho de 1909 Louis Blériot cruzou pela primeira vez os 41 km do Canal da Mancha. Só nos falta cruzarmos o canal manchado do sangue de Cristo para chegarmos às mansões celestiais, além do rio.

ü  O Sol fica a 30 mil anos-luz do centro de nossa galáxia, a Via Láctea. Para se Ter uma idéia da distância: um ano-luz equivale a 9.460.500.000.000 de quilômetros. Já a Via Láctea tem uma extensão de 100 mil anos-luz, ou seja, 950 quatrilhões de km.

v  Estas distâncias serão metros para nós quando tivermos um corpo glorificado lá na eternidade.

v  Quando Cristo voltar, faremos não só uma viagem para fora de nosso planeta, mas inter-galáctica, vencendo todas estas barreiras até chegarmos ao Céu, lugar onde Ele mesmo mora.

 

APELO- Por que não voltou o meu Jesus? - VP

 

Pr. MARCELO AUGUSTO DE CARVALHO 12/01/2001. Campo Limpo. SP.


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