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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

O DESPERTADOR DIVINO-MARQUE A HORA DE ACORDAR




Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


- Desde que o primeiro homem morreu, sempre houve curiosidade por parte da humanidade me saber para onde vão os mortos, e o que ocorre com eles.
- As civilizações antigas tinham muitas maneiras de encararem tal incógnita: por exemplo, os egípcios, quando seu Faraó morria, matavam toda sua côrte, e os enterravam com ele para que o servissem no além. Para que estes mortos pudessem passar desta vida para a vida do além era colocado um enorme barco na tumba do Faraó, pois eles acreditavam que a morte era uma passagem por um grande rio, que a alma fazia para alcançar o paraíso eterno.
- Já os mesopotâmios, como era o caso em Ur dos caldeus, terra natal de Abrão, sepultavam seus mortos debaixo do chão da cozinha de suas casas, pois desejavam Ter o ente querido sempre perto deles, principalmente neste cômodo onde a família sempre se reunia para tomar suas refeições, conversar e celebrar suas festas e cerimônias caseiras.
Gên. 2.7- ao formar o homem, Deus usou 2 componentes: o barro mais o fôlego de vida. O barro tronou-se nosso corpo, e o fôlego a vida.
-      Note que a Bíblia afirma que quando os 2 materiais se uniram, o homem passou a existir.
-      Outro fato é que o homem não têm uma alma, mas ele é uma alma vivente.
Jó 30.23- todos vão à sepultura quando morrem.
Ecle. 12.7- quando morremos, nosso corpo vira pó. Nosso espírito volta para Deus.
Sal. 6.5- os mortos não ficam no Céu tocando harpas e louvando a Deus.
Sal. 146.3-4- a faculdade mental morre.
Ecle. 9.5-6- tudo o que está arquivado na memória humana, deixa de existir pela morte. Por isto consideramos muito estranho que um morto, ao comunicar-se com sua família, lembre-se de contas a pagar, detalhes íntimos das pessoas, etc. Como também não há mais desejo da pessoa em volta a ver os parentes ou sofrer por eles pois seu amor também morreu.
Ecle. 9.10- até mesmo a capacidade para o trabalho cessa.
João 11.11-14- Jesus disse que a morte é como um sono. Ele quis dizer duas coisas:
-      no estado da morte, o homem nada faz, nada pensa, nada sente. Ele inexiste.
-      Como todo o que dorme pode acordar, o morto pode ressuscitar. Isto por Seu poder.
I Cor 15- por ocasião da volta de Cristo, todos os justos serão ressuscitados, receberão um corpo sem qualquer debilidade que traga doença, jamais morrerão vivendo para sempre.  Já os ímpios ressuscitarão apenas para serem destruídos para sempre.
-      Ora, seria imbecil a Bíblia falar de ressurreição se fosse rela o fato de os mortos irem para o Céu! Também não haveria necessidade de Cristo voltar a Terra para buscar os justos!
I Jo. 5.12- para termos a vida eterna, basta crermos e vivemos com Jesus, nesta vida.

O INFERNO.

Explicação de Mateus Paris, monge e historiador inglês, 1200-1259, sobre o inferno:
-      no anos de 1196, um monge do convento de Evesham teve uma visão do purgatório. Nela, ele contemplou alguns saltarem rapidamente do seu lugar de tortura e fugirem para tão longe quanto puderam; então, ele os viu serem queimados, atacados por seus atormentadores com garfos, tochas e todos os instrumentos de tortura, e reconduzidos para seus castigos. Além de queimados, perfurados até as entranhas pelos chicotes, e revoltantemente lacerados, eram submetidos aos mais intoleráveis sofrimentos. Alguns eram assados no fogo, outros fritos em frigideiras, e outros tinham os ossos espetados por agulhas incandescentes. Viu alguns serem, ora mergulhados no fogo, ora atirados num lugar medonhamente frio... Viu outros serem espremidos juntos enquanto continuavam envolvidos em chamas.
Explicação de J. Furniss em uma revista devocional para crianças em 1882:
-      Os demônios carregam as almas recém-chegadas ao inferno, e as levam através das chamas para colocarem-nas diante dum grande monstro acorrentado que as julga sem misericórdia. Oh! Que face horrível a do diabo! Que pavor, que calafrios, que congelamento, que horror mortal sente aquela alma quando vê pela primeira vez o grande diabo! Então, o diabo abre a sua boca para pronunciar uma sentença tremenda contra a alma. Todos ouvem a sentença, e o inferno vibra com gritos de alegria vingativa e com zombarias feitas à infortunada alma. 
Fonte: Deus é o vencedor, pp. 130, CPB.
- O inferno não existe. Não há um lugar quente lá no centro da Terra que recebe pecadores.
- Apocalipse 20 resolve a questão:
quando Jesus vier à Terra dará a todos segundo suas escolhas. Os justos irão para o Céu. Os ímpios morrerão por mil anos. Depois deste período, Deus ressuscitará a todos os ímpios de toda a história terrestre, para que meditem por um pouco de tempo em suas más obras. Deus então mandará fogo do Céu, que matará a todos os ímpios, destruirá Satanás e seus anjos, e purificará a Terra da presença do pecado, fazendo-a tão perfeita como era o Éden.

O ESPIRITISMO.

- Sempre existiu, desde o Éden quando Satanás tomou a forma da serpente.
- Sua forma moderna surgiu em 1848, nos EUA.
- Margaret e Kate Fox era 2 irmãs, de 12 e 10 anos respectivamente, em dezembro de 1847, quando tiveram suas primeiras experiências espíritas. Moravam em Hydeville, Estado de Nova Yorque, EUA.
- Ela começaram a ouvir pancadas em diferentes lugares da casa onde moravam. Pensaram que fossem ruídos provocados por ratos e camundongos que infestavam a casa. Porém quando os lençóis começaram a ser arrancados das camas por mãos invisíveis, cadeiras serem mudadas de lugar, e uma mão fria invisível tocou o rosto de uma das meninas, percebeu-se que o fenômeno era sobrenatural.
- A partir daí, as meninas desenvolveram um sistema de comunicação com tais espíritos, que respondiam suas perguntas por meio de certos números de pancadas correspondentes.
- Deste tempo em diante as sessões espíritas tomaram conta da América do Norte.
- E o Livro dos Espíritos, de Alan Kardec, de 1856, fez sua parte em complementar o enorme sucesso do espiritismo pelo resto do mundo.
A Bíblia rejeita o espiritismo em todas as suas formas e variantes.
Isa. 8.19- só Deus sabe sobre a condição dos mortos, e a Ele somente devemos inquiri sobre este assunto.
Deut. 18.10-12- Deus abomina os consultores de mortos.
Lev. 20.6 e 27- em Israel deveriam ser mortos tais pessoas.
Lev. 19.31- o cristão deve se afastar de tais pessoas.
Mat. 24.25-26- Jesus abomina reuniões secretas, mesmo em Seu nome.
Apoc. 16.13-14- os demônios operam maravilhas por meio do espiritismo.
I Crô. 10.13-14- estaremos perdidos e sem a proteção divina se buscarmos o espiritismo.
Isa. 55. 6-9- Só Deus merece ser consultado neste assuntos.

A Bíblia rejeita:
O Espiritismo comum.
-      adivinhação pelas linhas das mãos, pela combinação das cartas, pelas linhas da escrita de uma pessoa, pelo uso de água, ou pelo estudo dos astros.
O Baixo Espiritismo.
-      Vodu, Candomblé, Umbanda, Quimbanda, Macumba.
O Espiritismo Científico.
- Ecleticismo, Esoterismo, Teosofismo, Kardeccismo (classe de espiritismo comumente praticada no Brasil).
- Reencarnação, espíritos guias, cirurgias espíritas, mediunidade, clarividência, levitação, telepatia, premonição, movimentação de objetos e manuseio de instrumentos sem as mãos, e alteração do corpo em virtude do pensamento.

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho SP 1998




terça-feira, 2 de outubro de 2018

Alvaro Dias e o 19:19

Depois de circular por ai o vídeo e o texto que mostra que na Bíblia existem 17 passagens com livro e capitulo 17  fiz uma pesquisa com todos os números dos 13 presidenciáveis e apenas 2 candidatos tiveram o número de passagens igual a de seu número são eles Jair Bolsonaro com 17 passagens e Alvaro dias com 19 passagens veja que isso é apenas uma coincidência e o que fazemos é apenas por brincadeira sua escolha por um candidato deve ser feita de maneira séria.
Vamos ver todas as passagens de 19:19 destacarei algumas que ficaram engraçadas neste contexto político.
Destaques para: 2Reis 19:19 e Jó 19:19


Genesis 19:19
Eis que agora o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia que a mim me fizeste, para guardar a minha alma em vida; mas eu não posso escapar no monte, para que porventura não me apanhe este mal, e eu morra.

Exodo 19:19
E o sonido da buzina ia crescendo cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia em voz alta.

Levítico 19:19
Guardarás os meus estatutos; não permitirás que se ajuntem misturadamente os teus animais de diferentes espécies; no teu campo não semearás sementes diversas, e não vestirás roupa de diversos estofos misturados.

Números 19:19
E o limpo ao terceiro e sétimo dia espargirá sobre o imundo; e ao sétimo dia o purificará; e lavará as suas vestes, e se banhará na água, e à tarde será limpo.

Deuteronomio 19:19
Far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti.

Josué 19:19
E Hafaraim, e Siom, e Anaarate,

Juízes 19:19
Todavia temos palha e pasto para os nossos jumentos, e também pão e vinho há para mim, e para a tua serva, e para o moço que vem com os teus servos; de coisa nenhuma há falta.

1Sam 19:19
E o anunciaram a Saul, dizendo: Eis que Davi está em Naiote, em Ramá.

2Sam 19:19
E disse ao rei: Não me impute meu senhor a minha culpa, e não te lembres do que tão perversamente fez teu servo, no dia em que o rei meu senhor saiu de Jerusalém; não conserve o rei isso no coração.

1Reis 19:19
Partiu, pois, Elias dali, e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele, e ele estava com a duodécima; e Elias passou por ele, e lançou a sua capa sobre ele.

2Reis 19:19
Agora, pois, ó SENHOR nosso Deus, te suplico, livra-nos da sua mão; e assim saberão todos os reinos da terra que só tu és o SENHOR Deus.


1Cron 19:19
Vendo, pois, os servos de Hadar-Ezer que tinham sido feridos diante de Israel, fizeram paz com Davi, e o serviram; e os sírios nunca mais quiseram socorrer os filhos de Amom.

Jó 19:19
Todos os homens da minha confidência me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.

Isaias 19:19
Naquele tempo o SENHOR terá um altar no meio da terra do Egito, e uma coluna se erigirá ao SENHOR, junto da sua fronteira.

Mateus 19:19
Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Lucas 19:19
E a este disse também: Sê tu também sobre cinco cidades.

João 19:19
E Pilatos escreveu também um título, e pô-lo em cima da cruz; e nele estava escrito: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.

Atos 19:19
Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata.

Apocalipse 19:19
E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

As Marcas do Novo Nascimento



John Wesley


"O vento assopra onde quer; e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem; nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito". (João 3:8)


1. Assim é todo aquele que é "nascido do Espírito", - isto é, nascido novamente, -- nascido de Deus? O que significa nascer novamente, ou nascer do Espírito? O que implica em se ser filho, ou uma criança de Deus, ou se ter o Espírito de adoção? Nós sabemos, que esses privilégios, pela misericórdia livre de Deus, são comumente anexos ao batismo (e que, por esta razão, é denominado por nosso Senhor, no verso precedente, aquele que é "nascido da água e do Espírito"); mas nós saberíamos quais são esses privilégios: O que é, afinal, o novo nascimento?

2. Talvez, não seja necessário dar uma definição disso, já que as Escrituras dão nenhuma. Mas, como a questão é da mais profunda relevância para o filho do homem; desde que, "se o homem não nascer novamente", nascer do Espírito, "ele não poderá ver o reino de Deus"; eu proponho declarar as marcas de uma maneira mais clara, exatamente, como eu as encontro nas Escrituras.

I.

1. A Primeira delas, e o alicerce de todas as restantes é a . Assim diz Paulo: "Porque todos vós sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus" (Gal. 3:26). E, assim diz João: "Para eles, deu ele poder" (exousian, right or privilege, deveria ser traduzido melhor) "para se tornarem filhos de Deus, mesmo para eles que crêem em seu nome; os quais foram nascidos", quando eles acreditaram, "não do sangue, nem da vontade da carne", nem por uma geração natural, "nem da vontade do homem", como aquelas crianças adotadas pelos homens, em quem, nenhuma mudança interior, por meio disso, é forjada, "mas de Deus", (João 1:12-13). E, novamente, em sua Epístola Geral, (I João 5:1) "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus, e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido".

2. Mas, não é, tão somente, uma fé visionária ou especulativa, que aqui é falada pelos Apóstolos. Não é apenas a aquiescência dessa proposição, Jesus é o Cristo; nem, de fato, todas as proposições contidas em nosso credo, ou no Velho ou Novo Testamento. Não é meramente uma aquiescência de alguma, ou de todas essas coisas críveis, como críveis. Dizer isso era dizer, (o qual, quem poderia ouvir?) que o diabo nasceu de Deus; que ele tem essa fé. Ele, tremente, acredita, que Jesus é o Cristo, e que toda as Escrituras, tendo sido dadas, por inspiração de Deus, são verdadeiras, como Deus é verdadeiro. Não é apenas uma aquiescência da verdade divina, em cima do testemunho de Deus, ou em cima das evidências de milagres; porque ele também ouviu as palavras de sua boca, e soube que Ele era o testemunho fiel e verdadeiro. Ele não pôde receber o testemunho que Ele deu, por Ele próprio, ou do Pai que o enviou. Ele viu igualmente as poderosas obras que Cristo fez, e, por isso, acreditou que ele "veio de Deus". Ainda assim, não obstante, essa fé, ele ainda está "preso aos grilhões da escuridão, até o julgamento do grande dia".

3. Porque tudo isso não é mais do que uma fé morta. A fé cristã verdadeira e viva, a qual, quem tem, é nascido de Deus, não é apenas uma aquiescência, um ato de entendimento; mas uma capacidade, que Deus tem forjado em nossos corações; "é a certeza em Deus de que seus pecados estão perdoados, através dos méritos de Cristo, e você está reconciliado para o favor de Deus". Isso implica que um homem, primeiro, tem que renunciar a si mesmo; para que seja "edificado em Cristo"; e, para que seja aceito, por meio dele, ele rejeita completamente toda a "convicção da carne"; e, "tendo nada a pagar", não tendo confiado em suas próprias obras, ou retidão de alguma espécie, ele vem até Deus, como um pecador perdido, miserável; assolando a si mesmo, condenando a si mesmo, incompleto, impotente; como alguém cuja boca foi terminantemente calada, e que está completamente "culpado diante de Deus". De tal senso de pecado (comumente chamado desespero, por aqueles que falam mal das coisas que eles não conhecem), da convicção plena, como nenhuma palavra pode expressar, de que apenas de Cristo vem a salvação, e do sincero desejo dessa salvação, deve proceder a fé viva, a confiança Nele, que, através de sua morte, pagou nosso resgate, e cumpriu a lei, em sua própria vida. Essa fé, por meio da qual somos nascidos de Deus, não é "apenas a crença em todos os artigos da nossa fé, mas também a confiança verdadeira da misericórdia de Deus, por meio de nosso Senhor, Jesus Cristo".

4. O fruto imediato e constante dessa fé, pela qual somos nascidos de Deus, e do qual não podemos, de modo algum, ser separados; não, nem por uma hora, é o poder sobre o pecado; -- poder sobre o pecado exterior, de toda a espécie; sobre as palavras e obras más; porque, onde quer que o sangue de Cristo seja assim aplicado, ele "purga a consciência das obras mortas"; -- e sobre o pecado interior; porque ele purifica o coração de todo desejo e temperamento iníquo. Esse fruto da fé, Paulo descreve amplamente, em seu sexto capítulo, de sua Epístola aos Romanos: "Como podemos nós", diz ele, "dizer que aquele, que, pela fé, está morto para o pecado, viva ainda algum tempo nele?". "Que, nosso velho homem estando crucificado com Cristo, o corpo do pecado estaria destruído, e que, dali em diante, não deveríamos servir mais ao pecado". – "Do mesmo modo, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus, através de Jesus Cristo, nosso Senhor. Não permitam, daí, em diante, que o pecado reine", mesmo "em seus corpos mortais". "Porque o pecado não tem mais domínio sobre vocês". Deus estará agradecido, que vocês, que eram servos no pecado, agora, sendo livres dele, tornem-se servos da retidão.

5. O mesmo privilégio inestimável dos filhos de Deus, é afirmado por João; particularmente, com respeito ao ramo anterior, isto é, o poder sobre o pecado externo. Depois de ter clamado, como alguém atônico, diante das profundezas da bondade de Deus: "Observe, que tipo de amor Deus tem outorgado sobre nós, para que possamos ser chamados de Filhos de Deus! Observe que, agora, somos os filhos de Deus: Mas ainda não aparece o que nós devemos ser; no entanto, nós sabemos que, quando ele aparecer, nós devemos ser como ele; porque assim como é, o veremos" (I João 3:1).  Mas alguns homens irão dizer: "Verdade: Quem quer que seja nascido de Deus não comete pecado habitualmente". Habitualmente! De onde vem isso? Eu não li a respeito. Isso não está escrito no Livro. Deus diz claramente: "Ele não comete pecado"; e tu acrescentas, habitualmente! Quem tu pensas que és, para retificares as palavras de Deus? Para que "acrescentes às palavras desse livro?" Toma cuidado, eu imploro a ti, para que Deus não "acrescente" a ti todos os flagelos que estão escritos nele! Especialmente, quando o comentário que tu acrescentas é tal, que desdiz completamente o texto: De maneira que, por meio desse método ardiloso de engodo, as promessas preciosas estão terminantemente perdidas; por meio desse ardil e subterfúgio de homens, a palavra de Deus é feita sem efeito algum. Toma cuidado, tu que, assim, tiras das palavras deste livro; que, removendo o significado e espírito inteiro delas, leves somente o que pode ser, realmente, denominado letra morta, para que Deus não remova tua parte do livro da vida!

6. Mas vamos deixar que o Apóstolo interprete suas próprias palavras, pelo teor total de seu discurso. No quinto verso, deste capítulo, ele diz: "E bem sabeis que ele", Cristo, "se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado". Qual é a inferência que ele esboça disso? (I João 3:6) "Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu e nem o conhece". Para seu reforço nessa doutrina importante, ele estabelece como premissa uma precaução altamente necessária: "Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo" (verso7); porque muitos se esforçarão para persuadir você, de que pode ser injusto que você possa cometer pecado, e, ainda assim, ser filho de Deus! "Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo. Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca, desde o princípio". Então, segue, "Quem quer que nasça de Deus, não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar; porque é nascido de Deus. Nisso", acrescenta o Apóstolo, "são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo". Por essa marca clara (cometendo ou não cometendo pecado), é que eles são distinguidos uns dos outros. Para o mesmo efeito são as palavras em: (I João 5:18) "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado, conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca".

7. Um outro fruto dessa fé viva é a paz. Porque, "sendo justificados, pela fé"; tendo todos nossos pecados apagados, "nós temos paz com Deus, através de nosso Senhor, Jesus Cristo". (Romanos 5:1). Isso, realmente, o próprio nosso Senhor, uma noite antes de sua morte, solenemente, legou em herança, para todos seus seguidores: (João 14:27) "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize". E Novamente: (João 16:33) "Tenho vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo!".  Essa é aquela "paz de Deus que excede a todo entendimento"; aquela serenidade da alma, a qual não é concebida no coração do homem natural, e não é possível, até mesmo, o homem espiritual proferir. E é a paz, que nem mesmo todos os poderes da terra e do inferno são capazes de tirar dele. Ondas e tempestades agitam-se sobre ela, mas não a estremecem; porque ela está fincada na rocha. Ela permanece, nos corações e mentes dos filhos de Deus, todo o tempo, e em todos os lugares. Mesmo que eles estejam na comodidade ou na dor; na doença ou na saúde; na abundância ou na privação, eles estão felizes em Deus. Em todas as ocasiões, eles aprenderam a estar satisfeitos; sim, dando graças a Deus, através de Cristo Jesus; estando seguro de que "o que quer que aconteça, é o melhor", porque é concernente à vontade Dele. De modo que, em todas as vicissitudes da vida seus corações "resistem, acreditando no Senhor".

II.

1. A Segunda marca espiritual daqueles que são nascidos de Deus, é a esperança.  Assim diz Pedro, falando a todos os filhos de Deus que estavam, então, espalhados: (I Pedro 1:3) "Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos".  A esperança vívida ou viva, diz o Apóstolo; porque há também a esperança morta: a esperança que não é de Deus, mas do inimigo de Deus e homem; como, evidentemente, aparece por seus frutos; porque, assim como é o fruto do orgulho, também é o pai de toda palavra e obra má; visto que todo homem que nele tem essa paz viva, é "santo como Ele que o chamou é santo": Todo homem que verdadeiramente disser para seu irmão em Cristo: "Amado, agora nós somos filhos de Deus, e podemos vê-lo como ele é", "purificou-se, assim como Ele é puro".
 
            2. Essa esperança implica, Primeiro, no testemunho de nosso próprio espírito ou consciência, de que nós caminhamos "em simplicidade e sinceridade divina", Segundo, no testemunho do Espírito de Deus, "testemunhando com", ou para "nosso espírito, que nós somos os filhos de Deus", "e, se filhos, então seus herdeiros; herdeiros de Deus, e co-herdeiros com Cristo".

3. Vamos observar bem o que nos é aqui ensinado por Deus, no tocante a esse privilégio glorioso de seus filhos: De quem se trata a testemunha, de que se fala aqui?  Não é do nosso espírito, mas de um outro: do Espírito de Deus: É Ele quem "testemunha, com nosso espírito". E o que ele testemunha? "Que nós somos filhos de Deus", "e, se filhos, então, herdeiros; herdeiros de Deus, e co-herdeiros com Cristo", conforme (Romanos 8:16-17). "Assim sendo, se nós sofremos com ele; se nós negamos a nós mesmos; se nós tomamos nossa cruz diariamente; se nós suportamos, alegremente, perseguição ou reprovação, por causa do seu nome, é para que possamos ser glorificados juntos". Mas, em quem, o Espírito de Deus dá testemunho? Em todos os filhos de Deus. Por esse mesmo argumento, o Apóstolo prova, nos versos precedentes: "tantos", diz ele, "quantos são conduzidos pelo Espírito de Deus, estes são os filhos de Deus". "Porque você não recebeu o espírito da escravidão, novamente, para temer; mas você recebeu o Espírito de Adoção, por meio do qual clamamos, Aba, Pai!". E segue em: (Romanos 8:14-16) "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus".

4. A variação da frase, no décimo-quinto verso, merece nossa observação: "Porque não recebeste o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual chamamos, aba, Pai". Sim, como os muitos que são filhos de Deus, têm recebido, na condição de filhos adotados, o mesmo Espírito de Adoção, por meio do qual, nós clamamos, Aba, Pai: Nós, os Apóstolos, Profetas, Professores (para que a palavra não seja impropriamente entendida), nós, através de quem você tem acreditado, os "ministros de Cristo, e administradores dos mistérios de Deus". Como nós e você temos um só Senhor, assim, um só Espírito: Como nós temos uma fé única, então, uma esperança única, também. Nós e você somos selados com o "Espírito único da promessa", a garantia de sua e da nossa herança: O mesmo Espírito sendo testemunha, com seu e nosso espírito, "que nós somos os filhos de Deus".  

5. E, assim, as Escrituras são cumpridas, "Abençoados são aqueles que murmuram, porque eles serão confortados". Porque é fácil acreditar que, embora aflições precedam esse testemunho de Deus com nosso espírito; (de fato, devem, em algum grau, enquanto nós gememos, debaixo do medo e do senso da ira de Deus, permanecendo em nós); ainda assim, tão logo, algum homem o sente, em si mesmo, "sua aflição transforma-se em alegria". O que quer que sua dor tenha sido; ainda assim, tão logo, aquela "hora chega, ele se lembra de não se angustiar mais, porque se alegra" de ser nascido de Deus. Pode ser que muitos de vocês tenham agora tristeza, porque vocês estão "alienados da comunidade de Israel"; porque vocês estão cônscios de que vocês não têm esse Espírito; de que vocês estão "sem esperança, e sem Deus no mundo". Mas, quando o Confortador vier, "então, seus corações se regozijarão"; sim, "a alegria de vocês será completa", e "essa alegria nenhum homem poderá tirar de vocês". (João 16:22) "Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mais outra vez vos verei, e o vosso coração e alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará". "Nós nos alegramos em Deus", podemos, sim, dizer, "através de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem nós temos agora recebido a reparação"; "por meio de quem temos, agora, acesso a essa graça", esse estado de graça, do favor ou reconciliação com Deus, "por meio da qual nós permanecemos, e nos regozijamos na esperança da glória de Deus". (Romanos 5:2) "Pelo qual também temos entrada pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus". "Sim", diz Pedro, aqueles que Deus tem "criado novamente, na esperança viva, são mantidos pelo poder de Deus na salvação: Por meio da qual vocês se regozijam, grandemente, embora agora para o momento, possa ser que vocês estejam em aflição, através das tentações múltiplas; que a experimentação da fé de vocês possa ser encontrada na oração, e honra, e glória, no aparecimento de Jesus Cristo: em quem, embora vocês não vejam, ainda assim, regozijam-se com inexprimível alegria e glória completa". (Pedro 1:5-8) "Que, mediante a fé, estais guardados na virtude de Deus, para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo, em que vós, grandemente, vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejas por um pouco constritados com várias tentações, para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória na revelação de Jesus Cristo; ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrará com gozo inefável e glorioso".   Inexprimível, realmente! Não é para a língua do homem descrever essa alegria no Espírito Santo. Ela está "escondida no maná, que nenhum homem conhece; salvo aquele que o recebeu". Mas isso nós sabemos, não apenas permanece, mas transborda, nas profundezas da aflição. "Será que quando todo o conforto terreno falhar, as consolações de Deus serão pequenas?". De modo algum! Quando os sofrimentos abundarem, as consolações de seu Espírito serão ainda mais abundantes; de tal maneira que os filhos de Deus "rirão diante da destruição, quando ela vier". Diante da necessidade, do inferno, e da ameaça; sabendo que Ele que "tem a chave da morte e inferno", e que irá, brevemente, "lançá-los no abismo insondável"; ouvindo, mesmo agora, sua voz, vinda dos céus, dizendo, em (Apocalipse 21:3,4) "E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas".

III.

1. A Terceira marca bíblica daqueles que são nascidos de Deus, e a maior de todas é o amor; como em (Romanos 5:5) "E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado no coração deles, pelo Espírito Santo que lhes foi dado". E, em (Gal. 4:6) "Porque eles são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho, em seus corações, clamando, Aba, Pai". Por esse Espírito, olhando, continuamente, para Deus, como o Pai reconciliador e amável, eles clamam a ele pelo seu pão diário, e todas as coisas necessárias; seja para suas almas ou corpos. Eles, continuamente, despejam o coração deles, diante de Deus, sabendo (I João 5:15) "que ele os ouve em tudo o que pedem; sabendo que alcançam as petições que lhe fazem". O prazer deles está em Deus. Ele é a alegria em seus corações; "escudo" e "grande galardão" deles. O desejo de suas almas é em direção a ele; "carne e bebida para fazer sua vontade"; e (Salmos 63:5) eles estão "satisfeitos como com tutano e gordura, enquanto as suas bocas louvam com alegres lábios".

2. E, nesse sentido, também, (I João 5:1) "todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido".  Seu espírito regozija-se em Deus, seu Salvador. Ele "ama o Senhor Jesus Cristo com sinceridade". Ele está, então, "junto com o Senhor", como sendo um só espírito. Sua alma prende-se à dele, e O escolhe, como, completamente, adorável, o principal entre dez mil. Ele sabe e sente o que isso significa: (Cantares 2:16) "O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios". E (Salmos 45:2) "Tu és mais formoso do que os filho dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso, Deus te abençoou para sempre".

3. O fruto necessário desse amor de Deus é o amor ao próximo; de todas as almas que Deus tenha feito; sem excluir nossos inimigos; sem excluir aqueles que estão, agora, "despeitosamente usando e nos perseguindo"; um amor, por meio do qual, nós amamos todos os homens, como a nós mesmos; como amamos nossas próprias almas. Não somente isto, mas também, nosso Senhor expressou isso, ainda mais fortemente, nos ensinando a "amar o outro, como Ele nos amou". Assim sendo, o mandamento escrito nos corações de todos aqueles que amam a Deus, é nenhum outro do que esse: "Como eu tenho amado você, então, ame a seu próximo". Agora em (I João 3:16) "observamos o amor de Deus, em qual ele deu a sua vida por nós, e que nós devemos", então, como o Apóstolo, justamente, infere "dar a nossa vida pelos irmãos". Se nós nos sentimos prontos para fazer isso, então, nós, verdadeiramente, amamos o próximo. Então, (I João 3:14) "nós sabemos o que passamos da morte para a vida, porque amamos", assim, "os irmãos". E, (I João 4:13) "Nisso, conhecemos" que nós somos nascidos de Deus, que "habitamos nele, e ele em nós, porque ele nos deu de seu" amável "Espírito". Porque (I João 4:7) "o amor é de Deus; e todo aquele que", assim, "ama, é nascido de Deus, e conhece a Deus".     

4. Mas alguns podem possivelmente perguntar: Mas o Apóstolo não diz que "Esse é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos?" (I João 5:3). Sim. E, esse é o amor ao nosso próximo também, no mesmo sentido como é o amor de Deus. Mas o que você pode deduzir disso? Que manter os mandamentos externos é tudo o que está implícito, em amar a Deus, com todo seu coração, com toda sua mente, e alma, e forças, e em amar seu próximo como a si mesmo? Que o amor de Deus não é uma afeição da alma, mas, meramente uma tarefa exterior? E que o amor ao nosso próximo não é uma disposição do coração, mas, meramente, o curso das obras exteriores? Para mencionar uma interpretação, tão grosseira, das palavras do Apóstolo, é confutá-lo suficientemente. O significado claro e incontestável do texto é que esse é o sinal ou a prova do amor de Deus, de que devemos manter o primeiro e grande mandamento, para podermos manter todo o restante deles. Porque o amor verdadeiro, uma vez, esparramado, em nossos corações, irá nos constranger a procedermos dessa forma; já que, quem quer que ame a Deus, com todo seu coração, não pode deixar de servi-lo com todas as suas forças.     

5. O Segundo fruto, então, do amor de Deus (tanto quanto ele pode ser distinguido disso), é a obediência universal a ele que amamos, e em conformidade com sua vontade; obediência a todos os mandos de Deus, interno e externo; obediência do coração e da vida; em todo temperamento, e em toda forma de conversação. E um dos temperamentos, que mais, obviamente, implica nisso é ser "zeloso das boas obras"; fazer o bem ao faminto e sedento de todas as maneira possíveis, a todos os homens; o regozijar-se em "dar e se dar a eles", por todo filho do homem; não buscando recompensa no mundo, mas apenas na ressurreição do justo.


IV.

1. Dessa forma, eu coloquei claramente aquelas marcas do novo nascimento, como eu as encontrei nas Escrituras. Assim, o próprio Deus responde aquela questão importante: O que significa ser nascido de Deus? Tal que, se o apelo for feito aos profetas de Deus, é respondido: "todo aquele que é nascido do Espírito". Isto é, no julgamento do Espírito de Deus, para que seja filho ou criança de Deus: É, então, acreditar em Deus, através de Cristo, já que "não comete pecado", e se alegra todo o tempo, e em todas os lugares, com aquela "paz de Deus, o qual excede todo entendimento". É, então, esperar em Deus, através do Filho de seu amor, já que tem, não apenas, o "testemunho da consciência boa", mas também, do Espírito de Deus, "sendo testemunha com seu próprio espírito de que você é filho de Deus"; por esse motivo, não pode deixar de brotar a alegria Nele, através de quem você "recebeu a redenção". É, então, amar a Deus, que tem, assim, amado você, como você nunca amou alguma outra criatura. De modo que você é constrangido a amar todos os homens como a si mesmo; com um amor que não apenas queima em seu coração, mas arde em todas as suas ações e conversas, fazendo com que toda a sua vida seja uma "tarefa de amor", na obediência contínua desses mandamentos: "seja misericordioso, como Deus é misericordioso"; "seja santo, como eu, o Senhor, sou santo"; "seja perfeito, como seu Pai, que está nos céus, é perfeito".

2. Quem, então, são vocês que são, assim, nascidos de Deus? Vocês "conhecem as coisas que são dadas a vocês de Deus". Vocês conhecem bem que são os filhos de Deus, e "podem assegurar seus corações diante dele". E cada um de vocês, que tem observado essas palavras, não pode deixar de sentir, e conhecer da verdade, se, nesse momento (responda a Deus, e não ao homem!), você é assim um filho de Deus, ou não. A questão não é, o que você foi feito no batismo; (sem usar sofisma); mas, o que você é agora? O Espírito de adoção está em seu coração? Ao seu próprio coração esse apelo deve ser feito. Eu não pergunto, se você era nascido da água e do Espírito; mas se você é agora o templo do Espírito Santo que habita você? Eu reconheço que você esteja "circuncidado com a circuncisão de Cristo"; (como Paulo enfaticamente denomina o batismo); mas o Espírito de Cristo da glória agora descansam sobre você? Ou "sua circuncisão transformou-se em incircuncisão?".

3. Não diga, então, em seu coração: "Eu estive, uma vez, batizado, entretanto, eu sou agora um filho de Deus". Ai de mim, esta conseqüência, de modo algum, será mantida. Quantos são os que são batizados, glutões, e beberrões; os que são batizados, mentirosos e praguejadores; os que são batizados, caluniadores e maledicentes; os batizados, devassos, ladrões, e extorsores? O que vocês pensam? Esses são agora filhos de Deus? Verdadeiramente, eu digo a vocês, quem quer que vocês sejam, aos quais algumas dessas características precedentes pertencem: "Vocês são como o pai de vocês, o diabo, e as obras que seu pai, vocês fazem". A vocês, eu clamo, em nome Dele, a quem vocês têm novamente crucificado, e em suas palavras, para seus predecessores circuncidados: "Vocês raça de víboras, como pretendem escapar da condenação do inferno?".

4. Como de fato, exceto se vocês forem nascidos de novo!  Já que vocês estão agora mortos nas transgressões e pecados, vocês não podem nascer de novo; não existe um novo nascimento, mas, no batismo, vocês são selados, debaixo da condenação, para consigná-los ao inferno, sem ajuda, sem esperança. Talvez, alguns possam pensar que isso seja justo e certo. No zelo deles para com o Senhor dos hospedeiros, vocês podem dizer: "Sim, destruam os pecadores, os Amalecitas! Deixe esses Gibeonitas serem completamente destruídos! Eles não merecem menos!". Não; nem eu, nem você. Meu e seu deserto, assim como o deles, é o inferno; e isso é meramente misericórdia, liberdade; desmerecida misericórdia é que nós não estejamos agora no fogo inextinguível. Vocês podem dizer: "Mas nós somos lavados"; nós fomos nascidos novamente "da água e do Espírito". Dessa mesma forma, eram eles: Isso, entretanto, não quer dizer nada, afinal, mas que vocês podem ser agora mesmo como eles. Vocês não sabem que "quem é o mais altamente estimado dos homens é abominação para Deus?" Venham adiante, "santos do mundo", vocês que são homens honrados, e vejam quem irá atirar a primeira pedra neles, nesses miseráveis não adequados para viver sobre a terra; nessas prostitutas, adúlteros, e assassinos comuns. Mas, aprendam, primeiro, o que isto significa em: (I João 3:15) "Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem permanente nele a vida eterna". Em (Mateus 5:28) "Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela". Em (Tiago 4:4) "Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus". 

5. "Verdadeiramente, verdadeiramente, eu digo a vocês, que vocês", também, "devem nascer novamente". "A menos que vocês", também, "nasçam novamente, não verão o reino de Deus". Não confie mais no apoio de pessoas que não se deve confiar, que vocês foram nascidos novamente no batismo. Quem pode negar que vocês foram feitos filhos de Deus e, então, herdeiros do reino dos céus? Mas, não obstante isso, vocês são agora filhos do diabo. Conseqüentemente, vocês devem nascer de novo. E não permitam que Satanás coloque, em seus corações, contestar a palavra, quando ela é clara. Vocês ouviram quais são as marcas dos filhos de Deus: Todos vocês que não a têm em suas almas, batizados ou não, precisam recebê-las, ou, sem dúvida, irão perecer eternamente. E, se vocês foram batizados, vocês apenas devem esperar isso: que aqueles que foram feitos filhos de Deus pelo batismo, mas que agora são filhos do diabo, possam novamente receber o "poder de se tornar filhos de Deus"; que eles possam receber novamente o que eles perderam, o mesmo "Espírito de adoção, clamando em seus corações, Aba, Pai!" Amém, Senhor Jesus! Possa cada um que preparou seu coração novamente buscar a tua face, e receber novamente aquele "Espírito de adoção", e clamar alto: "Aba, Pai!". Permita que ele agora novamente tenha o poder, então, de acreditar em teu nome, para que se torne filho de Deus; para saber e sentir que ele tem "a redenção em teu sangue; e, até mesmo o perdão dos pecados"; e que ele "não pode cometer pecado, porque ele é nascido de Deus". Permita que ele agora seja "recriado na esperança viva", de modo a "purificar a si mesmo como tu és puro!", e "porque ele é filho", deixe o Espírito do amor e da glória descansar sobre ele, limpando-o "de toda impureza da carne e espírito", e ensinando-o a "aperfeiçoar a santidade, no temor de Deus!".


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QUEM É O PAI DESTE MENINO?




Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


Isa. 14.12-14

- Os seres criados por Deus, antes do homem, viviam em perfeita harmonia e felicidade por todo o Universo.
- Eram de todas as estaturas, nobres, majestosos e formosos. Ostentavam a expressa imagem de Jesus, e seu semblante irradiava santa alegria, que era uma expressão da liberdade e felicidade do lugar onde viviam.
- Os anjos, que também faziam parte destes seres, mas que de maneira especial serviam a Deus em Seus trabalhos, gozavam desta mesma atmosfera.
- A alegria dos anjos consistia em cumprir o propósito do Criador.
- Lúcifer foi criado para dirigir a todos os anjos.
- Era o maior, mais belo, mais poderoso e mais inteligente dos seres criados por Deus. Seu semblante era suave e exprimia felicidade. Sua testa era alta e larga, sua forma era perfeita, seu porte nobre e majestoso. Era o primeiro dos querubins. Os raios da glória de Deus caíam sobre Ele quando estava à beira do trono de Deus. Eze. 28.12-15.
- Mas pouco a pouco ele veio a condescender com o desejo de exaltação própria.
- Ele começou a achar que sua enorme glória vinha dele mesmo.
- Arriscou-se a cobiçar a homenagem devida somente ao Criador.
- Cobiçou o lugar de Jesus na trindade, pensando que aquele lugar privilegiado deveria ser seu, e não de Cristo. Este ciúme começou quando Deus o Pai chamou ao Filho para juntos criarem o homem, mas não o chamou. Ele desejava ser consultado sobre a formação do homem.
- Sentindo-se traído por Deus, abrigou em seu coração ressentimentos contra o Criador, e discutiu suas idéias com os anjos.
- Os demais anjos insistiram com Lúcifer de que ele estava equivocado.
- O próprio Jesus apresentou-lhe a bondade e a justiça do Criador. 
- O Pai advertiu-o de suas equivocadas ações, mas tal ato apenas despertou nele espírito de resistência.
- Lúcifer passou a empenhar toda sua enorme capacidade em prol da luta aberta contra o Criador,  e do engano de seus confederados.
- Antes que se iniciasse uma luta, ou grande rebelião, o Pai convocou os exércitos celestiais para que, na presença de Lúcifer, fosse apresentada a verdadeira posição de Seu Filho, e mostrar a relação que Jesus mantinha para com todos os seres criados.
- Perante todos, O Pai declarou que ninguém, a não ser Cristo, poderia penetrar inteiramente em Seus propósitos, e a Ele foi confiado executar os poderosos conselhos de Sua vontade.
- Os anjos alegremente reconheceram a supremacia de Cristo, e prostrando-se, o adoraram felizes.
- Lúcifer também curvou-se, adorou o Criador, pois seu ser ainda fremia de amor por Ele.
- Mas pouco tempo depois, voltou a ser tão arrogante como antes. Deixando a presença de Deus, passou a difundir suais idéias de rebelião com os anjos.
- Por algum tempo agiu em segredo, sob uma aparência de reverência para com Deus. Dizia que:
1-   Conquanto as leis divinas pudessem ser necessárias aos habitantes dos mundos, os anjos não necessitavam de tais restrições, pois eram mais elevados por natureza do que aqueles, e sua sabedoria era um guia suficiente para eles.
2-   Afirmou que era injusta a exaltação do Filho, sem que ele também recebesse tal homenagem.
3-   Que agora todos no universo haviam perdido sua liberdade, pois Deus colocara sobre eles um governador absoluto: Jesus Cristo.
4-   E prometeu a todos que se ele fosse colocado no governo do Universo, todos se beneficiariam, pois ele lhes daria liberdade sem limites.
- O Filho sempre fora Deus, e sempre estivera ligado ao Pai em seus conselhos e obras. Aquela exaltação de Cristo fora feita apenas por causa das insinuações de Lúcifer, bem no começo de sua rebelião. Quando Lúcifer foi criado, o Filho já era Deus, pois sempre o foi.
- Tirando vantagem da amável lealdade nele depositada pelos anjos que estavam sob suas ordens, com muita sutileza Lúcifer infiltrou neles suas desconfianças e descontentamento.
- Astutamente levou-os a darem expressão aos seus sentimentos; depois ele repetiu tais expressões quando lhe foi conveniente, justamente para provar que os anjos estavam realmente descontentes com o governo de Deus.
- Insistia ele que modificações na ordem e leis do Céu eram necessárias para a estabilidade do governo divino.
- Hipócrita e ostensivamente dizia que estava ele procurando remover o descontentamento dos anjos, e reconcili-á-los à ordem do Céu.
- Seu trabalho deu resultado, e muitos anjos ficaram a seu lado.
- Deus suportou longamente a Lúcifer.
- Provou-se que sua desafeição era sem causa, e fêz-se-lhe ver qual seria o resultado de persistir em sua revolta.
- Lúcifer estava convencido de que não tinha razão. Deus é justo, assim como todas as suas leis.
- Ele não tinha neste tempo repelido totalmente sua lealdade a Deus. Quase chegou à decisão de voltar atrás; mas o orgulho o impediu disto.
- Era sacrifício demasiado grande, para quem fora tão honrado, confessar que estivera em erro, e ainda render-se à autoridade que ele procurara demonstrar ser injusta.
- Deus fez tudo para que ele se arrependesse. Mas ele apontou essa longanimidade como uma prova de sua superioridade, como indicação de que o Rei do universo acederia às suas imposições. Declarou que se os anjos continuassem firmes a seu lado, poderiam ganhar tudo o que desejaram conquistar.
- Persistentemente defendeu sua conduta, e entregou-se amplamente ao conflito contra o seu Criador. Por isto tornou-se Satanás- o adversário de Deus. E disse:
1- Rejeitando com desdém os argumentos e rogos dos anjos fiéis, acusou-os de serem escravos iludidos.
2- Prometeu a todos os que o seguissem um governo novo e melhor, com liberdade sem limites.
- Os anjos fiéis instaram com ele e com os demais revoltosos, dizendo que:
1-   Se assim continuassem, Deus poderia subverter seu poder, e castigá-los terrivelmente;
2-   Que nenhum anjo poderia com êxito opor-se à lei de Deus;
3-   Que buscassem a Deus por Seu perdão, sem demora.
- Muitos estiveram dispostos a voltar a trás. Mas Lúcifer disse-lhes:
1-   Que haviam ido longe demais para voltarem;
2-   Que ele, que havia habitado na presença de Deus, conhecia como ninguém a lei de Deus, e sabia que Ele não os perdoaria jamais.
3-   Que todos seriam despojados de sua honra, e rebaixados de sua posição celestial;
4-   E que ele estava disposto a continuar rebelde para sempre.
- Lúcifer realmente havia ido longe demais. Mas os demais rebeldes ainda tinham chance de pleno perdão.
- Mas o orgulho, o amor para com seu chefe, e o desejo de uma liberdade sem restrições levou-os a acompanharem a Lúcifer até às últimas conseqüências. Foram 1/3 dos anjos.
* Deus poderia tê-los destruído naquele momento. Assim se livraria de muitos problemas. Por que não o fez?
1-   Era necessário que os planos de Lúcifer se desenvolvessem plenamente para que todos pudessem ver sua verdadeira natureza e tendência.
2-   Lúcifer era grandemente amado pelos seres celestiais, e forte era a sua influência sobre eles. Se fosse destruído, muitos não entenderiam plenamente as ações de Deus.
3-   Todos os atos de Lúcifer era tão revestidos de mistério que era difícil descobrir a verdadeira natureza de sua obra.
4-   Antes que se desenvolvesse completamente sua obra, não poderia mostrar a coisa ruim que era; sua desafeição não seria vista como sendo rebelião.
5-   Tudo que era simples ele envolvia em mistério, e por artificiosa perversão lançava dúvida sobre as mais claras declarações de Jeová.
6-   Sua posição tão intimamente ligada ao governo divino dava maior força a suas representações.
7-   A discórdia que ele criara, lançou-a sobre deus, dizendo que todo o mal era o resultado da administração divina.
8-   Se fosse destruído, muitos serviriam a Deus por medo de também serem destruídos se fossem rebeldes.
9-   Para dissolver eternamente todas as dúvidas quanto a Seu caráter e Sua lei, Deus não destruiu a Satanás, mas permitiu que ele provasse suas mentiras.
- Foi expulso do Céu, mas como ocorrera lá, pensou ele que poderia fazer nos outros mundos habitados.
- Pena que o mundo que aceitou suas mentiras foi o nosso.
- O erro de Adão e Eva foi:
1-   Dizer por sua ação que Deus havia sido arbitrário com a liberdade deles;
2-   Procurar essa liberdade maior comendo o fruto;
3-   Desejar conhecer o bem e o mal- capacidade apenas divina.
4-   Não confiar de que os planos divinos são os melhores planos para a vida.
- Deus permitiu que o pecado entrasse neste mundo. Assim todo o universo pôde estudar a Deus e a Satanás pela sua interferência nas ações e história humana.
- A maior prova de que Satanás estava errado foi a encarnação de Jesus:
1-   Ele se humilhou tornando-se humano;
2-   Ele provou a todos que é possível observar a lei divina, não só em estado de santidade, mas entre as piores situações pecaminosas que possam existir.
3-   Ele provou que merecia ser exaltado junto com o Pai por sua conduta filial durante Sua vida terrestre.
4-   Ele provou que é amor pois morreu por nós.
- Na cruz, todas as simpatias que o Universo ainda sentia por Lúcifer acabaram. A morte de Jesus decretou que Lúcifer estava derrotado, e uma data foi colocada para sua sentença final.
- Nada é mais claramente ensinado nas Escrituras do que o fato de não haver sido Deus de maneira alguma responsável pela manifestação e os resultados do pecado.
- Todas as desgraças e miséria que sofremos são planejadas e enviadas por Satanás.
- E todas as vezes que blasfemamos dizendo que Deus é o culpado por nossas tristezas, estamos nos unindo às mentiras diabólicas de Lúcifer.
- A História humana também provou o que seria do Universo se os outros seres aceitassem a Lúcifer como rei supremo: desgraça, miséria, doença, e morte.
- Após o milênio, todas as nações da Terra e os demais mundos exclamarão: Deus é o vencedor!
- Cuidado com as tentações de Lúcifer. Ele anda ao redor de todos buscando levar-nos a tomar seu lado.
- Cuidado: muitas vezes vemos pessoas que estão totalmente tomadas por ele. São os endemoninhados. Porém há muitos que nunca estiveram nessa situação, mas fazem tudo o que Satanás deseja, pois dão ouvidos às suas insinuações. Deixam que ele plante seu maldito caráter em seus corações. EX- os escribas, fariseus e sacerdotes do tempo de Cristo. Estavam cheios da lei, e serviam a Deus, mas davam total vazão aos piores sentimentos da natureza pecaminosa. Por isto, mataram o Messias.
- Ser Cristão é muito mais do que evitar o diabo: é seguir a Jesus Cristo!

Ilustração: Certa vez, um pai foi com seu filhinho a uma lanchonete tomar um suco, em uma tarde quente de verão. De repente, o filho saiu da guarda do pai, e atravessou a rua. Um carro o atropelou instantâneamente. No velório, o pai, inconsolável, pegou o pequeno caixão nos braços, foi até o pastor, e disse: Pastor, onde estava Deus quando meu filho foi atropelado? Onde estava Deus que não veio proteger esta inocente criança? Todos olharam comovidos esperando uma resposta consoladora do pastor, que disse: Deus estava no seu lugar, pai, quando deu Seu Filho inocente para morrer no meu, no seu, e no lugar de seu filhinho também.

Textos referentes: Ezeq.28, Isa. 14.12-14, Apoc. 12, Gên. 3, I Cor. 4.9, Jó 1 e 2.
Fonte: Patriarcas e Profetas, cap. Por que foi permitido o pecado.

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho SP 1998




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