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sexta-feira, 29 de junho de 2018

EM CASA DE MEU PAI




Marcelo Augusto de Carvalho

APOC. 21. 1-5.

- Quando na Terra, Cristo nos prometeu que um dia iríamos morar com Ele.
- Esta promessa tem sido o centro de nossa fé como de nossa esperança em meio à tantas dificuldades.
- Mas, como será o Céu? Que vantagens teremos em renegar este mundo para recebermos o que ele nos prometeu?
- Muita gente acha que não precisamos nos preocupar com as delícias que nos prometeu. Devemos escolhê-lo pelo simples fato de que Ele assim o ordenou.

Se soubéssemos como seria o Céu, nós o escolheríamos por egoísmo. Mas EGW nos diz que: Se pudéssemos ter mesmo que só uma visão da cidade celestial, nunca mais desejaríamos morar outra vez na Terra. Eventos finais 248.

Meditemos então nas descrições que a Bíblia faz e EGW também nos deixou sobre a Nova Terra. Eu tenho certeza que depois desta  “visão” nós não pensaremos duas vezes em escolher morar com o nosso Deus, bem logo.

§  Ressuscitaremos perfeitos, mas de mesma estatura que tínhamos quando ali entramos. Deus também não mudará nossa aparência física: teremos corpos perfeitos, mas todas as características físicas serão iguais as de hoje.  GC 644-645. DTN 804.
§  Os traços de caráter que acalentais na vida não serão modificados pela morte ou pela ressurreição. Saireis da sepultura com a mesma disposição que manifestastes em vosso lar e na sociedade. Jesus não altera o caráter em Sua vinda. A obra de transformação tem de ser efetuada agora. 13MR 82.
§  Apenas uma lembrança permanece: nosso Redentor sempre levará os sinais de Sua crucifixão. Em Sua fronte ferida, em Seu lado, em Suas mãos e pés, estão os únicos vestígios da obra cruel que o pecado efetuou. através das eras intérminas os ferimentos do Calvário Lhe proclamarão o louvor e declararão o poder.
§  Chegado é o tempo, para o qual santos homens têm olhado com anseio desde que a espada inflamada vedou o Éden ao primeiro. A Terra, dada originariamente ao homem como seu reino, traída por ele às mãos de Satanás, e tanto tempo retida pelo poderoso adversário, foi recuperada pelo grande plano da redenção. Tudo que se perdera pelo pecado foi restaurado.
§  Um receio de fazer com que a herança futura pareça demasiado material tem levado muitos a espiritualizar as mesmas verdades que nos levam a considerá-la nosso lar. Cristo afirmou a Seus discípulos haver ido preparar moradas para eles na casa de Seu Pai. Os que aceitam os ensinos da Palavra de Deus não serão totalmente ignorantes com respeito à morada celestial.
§  A árvore da vida produz seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. Existem torrentes sempre a fluir, claras como cristal, e ao lado delas, árvores ondeantes projetam sua sombra sobre as veredas preparadas para os resgatados do Senhor. Ali as extensas planícies avultam em colinas de beleza, e as montanhas de Deus erguem seus altivos píncaros. Nessas pacíficas planícies, ao lado daquelas correntes vivas, o povo de Deus, durante tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar.
§  Em visão, EGW viu campos repletos de todas as flores, e relva de vegetação viva com reflexos de prata e ouro. Todas as espécies de animais, que conviviam pacificamente juntos. Viu árvores como o buxo, o pinheiro, o cipreste, a oliveira, a murta, a romãzeira e a figueira cheia de figos. Viu uma mesa de pura prata, de muitos km de comprimento, cheia de frutas, inclusive maná, o fruto da vida, uvas etc.   PE 18-19.
§  “Nunca mais se ouvirá de violência na tua Terra, de desolação ou destruição nos teus termos; mas aos teus muros chamarás salvação, e às tuas portas louvor.” “Edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; … os Meus eleitos gozarão das obras das suas mãos.” Isa. 32:18; 60:18; 65:21 e 22.
§  Ali, “o deserto e os lugares secos se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa”. “Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá a murta.” Isa. 35:1; 55:13. “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, … e um menino pequeno os guiará.” “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da Minha santidade”, diz o Senhor. Isa. 11:6 e 9.
§  A dor não pode existir na atmosfera do Céu. Ali não mais haverá lágrimas, cortejos fúnebres, manifestações de pesar. Apoc. 21:4. Isa. 33:24.
§  Na cidade de Deus “não haverá noite”. Ninguém necessitará ou desejará repouso. Não haverá cansaço em fazer a vontade de Deus e oferecer louvor a Seu nome. Sempre sentiremos a frescura da manhã, e sempre estaremos longe de seu termo. “Não necessitarão de lâmpada nem de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia.” Apoc. 22:5. A luz do Sol será sobrepujada por um brilho que não é ofuscante e, contudo, suplanta incomensuravelmente o fulgor de nosso Sol ao meio-dia. A glória de Deus e do Cordeiro inunda a santa cidade, com luz imperecível. Os remidos andam na glória de um dia perpétuo, independentemente do Sol.
§  Apoc. 21:22. O povo de Deus tem o privilégio de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho.
§  Ali os remidos conhecerão como são conhecidos. O amor e simpatias que o próprio Deus plantou na alma, encontrarão ali o mais verdadeiro e suave exercício. A comunhão pura com os seres santos, a vida social harmoniosa com os bem-aventurados anjos e com os fiéis de todos os tempos, que lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro, os sagrados laços que reúnem tudo isto concorre para constituir a felicidade dos remidos.
§  Não haverá nascimento de crianças.  1ME 172-173.
§  Muitos dos pequeninos não terão mãe ali. Em vão nos pomos à escuta do arrebatador cântico de triunfo por parte da mãe. Os anjos acompanharão os pequeninos sem mãe e os conduzirão para junto da árvore da vida. 2ME 260.
§  Os bebês mortos serão salvos? Respondo que a fé os pais que crêem protege os filhos. Mas não podemos dizer se todos os filhos de pais descrentes serão salvos, porque deus não tornou conhecido o Seu propósito a respeito desse assunto. 3ME 313-315.
§  Pessoas loucas, imbecis? Deus removerá toda essa imbecialidade hereditária e transmitida, e ele terá uma herança entre os santos na luz. 8MR 210.
§  Os anjos imortalizam o nome das mães cujos esforços ganharam os filhos para Jesus Cristo. OC 568.
§  Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo.
§  Conversaremos com nosso anjo da guarda,  e ele contará os bastidores de nossa história, como ele agiu em nosso favor, bem como muitos outros mistérios que perturbam hoje nossa imaginação. ED. 305.
§  Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão vôo incansável para os mundos distantes - mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não-caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.
§  E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor.

APELO: PREPAREM-NOS PARA O CÉU.

Pr. MARCELO AUGUSTO DE CARVALHO. 12/11/99 SP

quinta-feira, 28 de junho de 2018

35 frases para você usar em conversas


  1. Posição dos negros piora no Brasil.
  2. Dois dias depois reconheci nos jornais meu anjo da guarda.
  3. No século XVIII, a busca do ouro destruiu largos trechos do Cerrado.
  4. A ONU mudou neste ano os critérios de apuração dos índices relativos à escolaridade.
  5. No Brasil, não há uma comunidade indígena padrão.
  6. Remanescentes de quilombos esperam investimentos para formação de professor.
  7. Nessa intricada biodiversidade, encontram-se centenas de plantas medicinais e inúmeras espécies de árvores frutíferas.
  8. O pesquisador da educação e o docente compartilham da mesma linguagem.
  9. Os educadores procuram alternativas criativas.
  10. O mercado do ensino superior vive um momento de grande concorrência.
  11. As medidas do governo enfureceram alguns empresários.
  12. A oferta pública de centenas de fornecedores leva inevitavelmente à queda nos preços.
  13. Não penso nisso.
  14. Os EUA precisam de um plano antiterrorista amplo e integrado. (Folha de S. Paulo, 23/10/2003).
  15. Os séculos XIX e XX assistiram à expansão dos cafezais.
  16. Camponeses dão trégua de 90 dias a Carlos Mesa, presidente da Bolívia. (Folha de S. Paulo, 21/10/2003)
  17. Os artistas e os diretores não revelaram o final da trama para a imprensa local. 
  18. Você é uma das sete maravilhas do mundo.
  19. A investigação como recurso didático já era discutida desde a década de 30.
  20. A proposta foi considerada boa pela maioria dos participantes.
  21. A ré foi julgada culpada pelo juiz.
  22. Dê adeus aos vícios.
  23. O presidente assinou emocionado o artigo de regulamentação da lei constitucional. (Folha de S. Paulo, 30/10/2003, adaptado)
  24. O recém-empossado presidente Carlos Mesa considerou desafiadores os obstáculos em seu país. (Folha de S. Paulo, 22/10/2003, adaptado)
  25. O Brasil conheceu uma série de ciclos econômicos ambientados em diferentes regiões do país.
  26. Não nascemos ricos.
  27. Os membros da diretoria ficaram surpresos com a publicação da matéria.
  28. Em cativeiros, os pássaros voam estressados.
  29. Durante o outono, folhas e frutos caem das árvores mortos. 
  30. O presidente e sua comitiva voltaram de viagem satisfeitos com os resultados obtidos.
  31. Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
  32. A comissão recomendou a devolução do dinheiro à ministra na semana passada. (Folha de S. Paulo, 21/10/2003, adaptado) 
  33. O aluno estava muito doente naquele dia.
  34. Basta de tolices. 
  35. Chega de reclamações. 


Os primeiros Frutos do Espírito



John Wesley

'Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Jesus Cristo, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito'.  (Romanos 8:1)


1. Por 'aqueles que estão em Cristo', Paulo evidentemente quis dizer, aqueles que verdadeiramente acreditam nele; os quais 'sendo justificados pela fé, têm paz com Deus, através de nosso Senhor Jesus Cristo'. Aqueles que assim acreditam que não mais 'caminham pela carne'. Aqueles que não mais seguem os movimentos da natureza corrupta, mas 'seguem o Espírito'; tanto seus pensamentos e palavras, quanto em obras, estão debaixo da direção do Espírito abençoado de Deus.

2. 'Existe, entretanto, agora, nenhuma condenação', nesses. Não existe condenação para eles, vinda de Deus; porque ele os tem justificado 'livremente pela sua graça, através da redenção que está em Jesus'. Ele tem esquecido todas as iniqüidades deles, e apagado todos os seus pecados. E não existe condenação para eles disso; porque eles 'têm recebido, não o espírito do mundo, mas o Espírito o qual está em Deus; para que eles saibam as coisas que são dadas livremente, para eles, de Deus' (I.Cor. 2:12); que o Espírito 'testemunha com seus espíritos, que eles são filhos de Deus'. E para isto, é acrescentado o testemunho de suas próprias consciências, 'que, na simplicidade e sinceridade santa, não com a sabedoria da carne, mas pela graça de Deus, eles têm sua conversa no mundo'. (II Cor.1:12)

3. Mas, porque essa Escritura tem sido, tão freqüentemente mal entendida, e de maneira tão perigosa; uma vez que tal quantidade de 'homens ignorantes e inseguros' (homens ignorantes de Deus, e conseqüentemente não estabelecidos na verdade que busca a santidade) têm forjado isto, para sua própria destruição; eu proponho mostrar , tão claramente, quanto eu puder, primeiro, 'aqueles que estão em Jesus Cristo', e 'caminham, não pela carne, mas pelo Espírito'; e, segundo, como 'não existe condenação'  para esses. Eu devo concluir com algumas inferências práticas.  

I

(1) Primeiro, eu vou mostrar, aqueles que 'estão em Jesus Cristo'. E eles não são aqueles que acreditam em seu nome? Aqueles que são 'encontrados nele, não tendo a própria retidão, mas a retidão que é de Deus pela fé?. Esses que 'têm redenção, através de seu sangue', são propriamente ditos que 'estão nele'; já que eles habitam em Cristo, e, Cristo, neles. Eles estão unidos junto a Deus, em um só Espírito. Eles estão enxertados nele, como galhos na videira. Eles estão unidos, como seus membros à própria cabeça, de uma maneira, que as palavras não podem expressar; nem seus corações poderiam conceber anteriormente.

(2) Agora, 'quem quer que habite Nele, não peca'; 'não caminha pela carne'. A carne, é a linguagem usual de Paulo, que significa natureza corrupta. Nesse sentido, ele usa a palavra, escrevendo para os Gálatas: (Gal. 5:19) 'Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia'; e um pouco depois, 'andais no Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne' (ou desejo) 'da carne' (verso 16). Para provar isto, ou seja, que aqueles que 'caminham pelo Espírito', não 'cumprem o desejo da natureza corrupta', ele imediatamente acrescenta: 'Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne (já que eles são antagônicos, um ao outro); e estes se opõem um ao outro; para que não façais o que quereis'.

(3) Eles que são de Cristo, que habitam nele, 'têm crucificado a carne com suas afeições e luxúrias'. Eles se abstêm de todas as obras da carne;  do 'adultério e fornicação'; da 'impureza e lascívia';  da 'idolatria, sedução, ódio, discrepância'; das 'emulações, ira, contenda, sedição, heresias, sentimentos de inveja, assassinatos, bebedeiras, esbanjamentos'; de todo desígnio, e palavra, e obra, para os quais a natureza corrupta conduz. Embora eles sintam a raiz da amargura, em si mesmos, ainda assim, eles sejam dotados do poder do alto, para pisotearem-na continuamente, a fim de que não possa 'florescer para preocupá-los'; de tal maneira, que  toda nova agressão, que eles suportam, traga-lhes oportunidades renovadas de louvarem, clamando, 'Graças seja dada a Deus, que nos deu a vitória, através de Jesus Cristo, nosso Senhor'. 

(4) Eles agora 'caminham pelo Espírito', tanto em seus corações, quanto em suas vidas. Eles aprendem dele a amar a Deus e ao seu próximo, como o amor que é como  'nascente de água, brotando para a vida eterna'.  E, por ele, eles são conduzidos para cada desejo santo, para cada temperamento divino e celestial, até que cada pensamento que surja, em seu coração, seja santidade para o Senhor.

(5) Eles que 'caminham pelo Espírito', são também conduzidos por ele para todas as conversas santas. Seus 'discursos são sempre na graça, temperados com sal';  com o amor e temor de Deus. 'Nenhuma comunicação corrupta surja de sua boca; mas apenas aquela que seja boa'; aquela que seja 'usada para edificar'; que seja 'encontrada para ministrar graça para os ouvintes'. E, nisso, igualmente, eles exercitem a si mesmos, dia e noite, a fazer apenas as coisas que agradam a Deus; em todo o comportamento exterior deles, seguir a ele, 'que nos deixou um exemplo, para que trilhemos seus passos'; em todo o intercurso deles com seu próximo, caminhar na justiça, misericórdia e verdade; e o que quer que façam', em qualquer circunstância da vida, 'façam tudo para a glória de Deus'.

(6) Esses são aqueles que, realmente, 'caminham no Espírito'. Sendo preenchidos com a fé e com o Espírito Santo, eles possuem em seus corações, e mostram adiante em suas vidas, em todo o curso de suas palavras e ações, os frutos genuínos do Espírito de Deus, ou seja, 'amor, alegria, paz, longanimidade, gentileza, bondade, fidelidade, mansidão, temperança', e o que mais seja amoroso ou louvável. 'Eles adornem em todas as coisas o Evangelho de Deus, nosso Salvador';  e dêem provas completas para toda a humanidade, que eles estão realmente atuando pelo mesmo Espírito 'que ergueu Jesus dos mortos'.

II

(1) Eu proponho mostrar, em Segundo lugar, como 'não existe condenação para eles que'  assim 'estão em Jesus Cristo',  e, dessa forma, 'não caminham segundo a carne, mas segundo o Espírito'.

E, primeiro, para os que crêem em Cristo, caminhando assim, 'não existe condenação' sobre o relato de seus pecados passados. Deus não os condena por qualquer um desses; eles são como se nunca tivessem existido; são 'como uma pedra nas profundezas do mar', e ele não se lembra mais deles. Deus, tendo 'enviado seu Filho para ser a expiação deles, através da fé em seu sangue', tem declarado junto a eles, 'sua retidão para a remissão dos pecados já cometidos'. Ele não mais os responsabiliza por qualquer um desses pecados; a memória deles pereceu junto com eles.

(2) E não existe condenação em seu próprio peito; nenhum senso de culpa, ou pavor da ira de Deus. Eles  'têm o testemunho em si mesmos': eles estão conscientes do interesse deles no sangue aspergido. 'Eles não receberam novamente o espírito de escravidão, segundo o medo'; segundo a dúvida e a incerteza torturante; mas eles 'receberam o Espírito de adoção', clamando em seus corações, 'Abba, Pai'. Assim, sendo 'justificados pela fé', eles têm a paz de Deus dominando em seus corações; fluindo do contínuo senso de sua misericórdia redentora, e 'a resposta da boa consciência em direção a Deus'.

(3) Se for dito: "Mas algumas vezes o crente em Cristo pode perder sua vista da misericórdia de Deus; algumas vezes, tal escuridão pode cair sobre ele, de maneira que ele não mais vê a Ele que é invisível; não mais sente o testemunho em si mesmo, da sua parte no sangue reconciliador; e, então, ele está interiormente condenado; ele tem novamente 'a sentença da morte em si mesmo'". Eu respondo que, supondo que seja assim; supondo que ele não veja a misericórdia de Deus. então, ele não é um crente: porque a fé implica luz; a luz de Deus, brilhando sobre a alma. Por conseguinte, assim como qualquer um perde essa vista, ele, naquele momento, perde sua fé. E, sem dúvida, um verdadeiro crente em Cristo pode perder a luz da fé; e, por quanto tempo ela esteja perdida, ele pode, durante um tempo, cair novamente na condenação. Mas isto não é o caso daquele que agora 'está em Cristo'; aquele que agora acredita em seu nome. E, por quanto tempo ele acreditar, e caminhar, segundo o Espírito, nem Deus, nem seu próprio coração o condenam.

(4) Eles não estão condenados, em segundo lugar, por algum pecado presente, por agora transgredirem os mandamentos de Deus. Porque eles não os transgride: eles não mais 'caminham, segundo a carne, mas segundo o Espírito'. Esta é a contínua prova do 'amor deles a Deus; a de que eles mantêm seus mandamentos'; assim como João testemunha: 'Quem quer que seja nascido de Deus, não comete pecado. Já que sua semente permanece nele, e ele não pode pecar, porque é nascido de Deus': ele não pode, por quanto tempo aquela semente de Deus, aquela fé amorosa e santa permanecer nele. Por quanto tempo 'ele se mantiver' nela, o diabo não o tocará'. Agora é evidente que ele não está condenado pelos pecados que ele não cometeu, afinal. Eles, por conseguinte, que são assim 'guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei' (Gal. 5:18): não debaixo da maldição ou condenação dela; já que ela não condena, a não ser aqueles que a rompem. Assim sendo, aquela lei de Deus 'Não furtarás', não condena, a não ser aquele que furta. Assim sendo, 'lembre-se do dia do Senhor, e mantenha-no santo', condena somente aqueles que não mantém o dia do Senhor santo. Mas contra os frutos do Espírito 'não existe lei'(Gal. 5:23); como o apóstolo mais claramente declara, naquelas palavras memoráveis de sua primeira Epístola a (Timóteo 1:8-11) 'Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; sabendo isto' (se, enquanto ele usa a lei de Deus, com o objetivo de tanto convencer, quanto dirigir, ele sabe e se lembra disso): 'que a lei não é feita para o justo': Ela não tem força contra ele, nenhum poder para condená-lo; 'mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os fornicadores, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina, conforme o evangelho da glória do Deus bem-aventurado, que me foi confiado'.

(5) Eles não estão condenados, em terceiro lugar, pelo pecado interior, desde que eles não permaneçam. Que a corrupção da natureza não permaneça, mesmo naqueles que são os filhos de Deus pela fé; que eles tenham neles as sementes do orgulho e presunção, da ira, luxúria, e desejos maus; sim, pecado de toda a espécie; é muito claro, para ser negado, sendo motivo de experiência diária. E sobre esse relato é que Paulo, falando para aqueles a quem lê tinha justamente testemunhado estarem 'em Cristo', (I Cor. 1:2,9) 'Aos santificados, em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que, em todo lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo; Senhor deles e nosso... Fiel é Deus, pelo qual vós fostes chamados, para a comunhão de seu filho Jesus Cristo, nosso Senhor'; ainda declara, em (I Cor. 3:1) 'E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo': 'bebês em Cristo';  então nós vemos que eles estavam 'em Cristo'; eles eram crentes em um grau menor. E, ainda assim, quanto pecado permanece neles! Daquele 'mente carnal, que não é sujeita á lei de Deus!'.

(6) E, ainda assim, por tudo isto, eles não são condenados. Embora eles sintam a carne; a natureza do mal neles; embora eles estejam dia a dia mais conscientes de que 'seus corações são enganosos e desesperadamente maus'; ainda assim, por quanto tempo eles não se entregarem a isto; por quanto tempo eles não derem lugar ao diabo; por quanto tempo eles guerrearem continuamente contra todo o pecado, ira, e desejo, a fim de que a carne não tenha domínio sobre eles, mas que eles ainda 'caminhem segundo o Espírito'; 'não existirá condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus'.  Deus está satisfeito com a obediência sincera, embora imperfeita, deles; e eles 'têm confiança em direção a Deus', sabendo que eles são dele, 'pelo Espírito que tem sido dado a eles' (I João 3:24) 'E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo Espírito que nos tem dado'.

(7) Além disso, em quarto lugar, embora eles estejam continuamente convencidos do pecado, aderindo a tudo que eles fazem; embora eles estejam conscientes de não cumprirem a lei perfeita, tanto em seus pensamentos, palavras ou obras; embora eles saibam que eles não amam ao Senhor seu Deus, com todo seu coração, e mente, e alma, e forças; embora eles sintam mais ou menos o orgulho, ou  obstinação, furtando e misturando-se com suas melhores obrigações; embora até mesmo em seus mais imediatos intercursos com Deus, quando eles se reúnem com a grande congregação, e quando eles derramam suas almas em segredo para ele, que vê todos os pensamentos e intenções do coração, eles estejam continuamente envergonhados de seus pensamentos errantes, ou do entorpecimento e  insensibilidade de suas afeições; ainda assim, não existe condenação para eles, tanto de Deus, quanto de seus corações. A consideração desses múltiplos defeitos apenas dá a eles um senso mais profundo de que eles têm sempre a necessidade daquele sangue aspergindo, que fala por eles, nos ouvidos de Deus, e que Advoga, junto ao Pai, e 'que vive para interceder por eles'. Tão longe, esses estão de conduzi-los para longe daquele, em quem eles têm acreditado, que eles os dirigem, para mais perto de quem eles sentem a necessidade, a todo o momento. E, ao mesmo tempo em que eles têm a sensação mais profunda dessa necessidade, eles sentem o desejo mais sincero, e estão mais diligentes, como se eles 'tivessem recebido o Senhor Jesus, para assim caminhar nele'.

(8) Eles não são condenados, em quinto lugar, por seus pecados de enfermidades, como eles são usualmente chamados. Talvez, fosse mais aconselhável, ao chamá-los de enfermidades: que nós não pareçamos dar a eles alguma semelhança de pecado; ou minorá-los, em qualquer grau; por estarmos assim os acoplando com alguma enfermidade. Mas (se nós devemos reter tal expressão ambígua e perigosa), pelos pecados de enfermidade, eu poderia significar, tais quedas involuntárias, como dizer uma coisa, que acreditamos seja verdadeira, mas que, de fato, é provado tratar-se de uma coisa falsa.; ou magoar nosso próximo, sem saber, ou desejar isto; talvez, quando nós queiramos ter feito bem a ele. Embora esses sejam desvios da santidade, e da aceitável e perfeita vontade de Deus; ainda assim eles não são propriamente pecados; nem tragam quaisquer culpas na consciência 'daqueles que estão em Cristo'. Eles não causam a separação entre Deus e eles; nem intercepta a luz de seu semblante; por não ser, de maneira alguma, inconsistente com seu caráter geral de 'caminhar, não segundo a carne, mas segundo o Espírito'.

(9) Por ultimo. "Não existe condenação para eles, naquilo que não está em poder deles ajudarem; se de natureza interior ou exterior; se, por fazer alguma coisa, ou  por deixá-la sem ser feita. Por exemplo, na Ceia do Senhor a ser administrada; e na qual você não toma parte. Por que não? Porque você está confinado pela doença; por conseguinte, você não pode ajudar, omitindo-se dela; e, pela mesma razão, não pode ser condenado. Não existe culpa, já que não existe escolha. Como 'existe uma mente desejosa', é aceito, de acordo, como aquele quis ajudar; e não, de acordo, com aquele homem que não pretendeu isto". 

(10) Um crente, de fato, pode, algumas vezes, afligir-se, porque ele não pode fazer o que sua alma espera; Ele pode clamar, quando ele fica impedido de adorar a Deus na grande congregação, 'como o veado ofegando, em busca da água do riacho, assim ofega minha alma em busca de Ti, Ó Deus. Minha alma está sedenta por Deus; pelo Deus vivo: Quando deverei aparecer na presença de Deus?'. Ele pode honestamente desejar (apenas dizendo em seu coração, 'Não como eu quero, mas como Tu queres') 'ir novamente com a multidão, e levá-los adiante até a casa de Deus'. Mas ainda, se ele não pode ir, ele não sente condenação; nenhuma culpa; nenhum senso do desagrado de Deus; mas pode alegremente revelar aqueles desejos com, 'Ó, minha alma, põe tua confiança em Deus! porque eu ainda irei dar graças a Ele, que é a graça de meu semblante, e meu Deus'.

(11) É mais difícil determinar com respeito àqueles que são usualmente intitulados pecados da emoção; como quando alguém, que comumente possui uma alma paciência, de repente, numa subida e violenta tentação, fale ou aja, de uma maneira não consistente com a lei real, 'Tu deves amar teu próximo, como a ti mesmo'.  Talvez, não seja fácil fixar uma regra geral, concernente às transgressões dessa natureza. Nós não podemos dizer que estes homens estão ou não estão condenados pelos pecados da emoção em geral; mas parece que, sempre que um crente, é dominado pela emoção, em uma falta, há mais ou menos condenação, tanto quanto exista, mais ou menos, a ocorrência de sua vontade. Em proporção, como um desejo pecaminoso, ou palavra, ou ação são mais ou menos voluntários, então, nós podemos conceber que Deus está mais ou menos insatisfeito, e que existe mais ou menos culpa em nossa alma. 

(12) Mas, se for assim, então devem existir alguns pecados da emoção, que trazem muita culpa e condenação. Porque, em algumas instâncias, nossa emoção é devido a alguns descuidos obstinados e culpáveis; ou, devido ao adormecimento da alma, o que poderia ser sido prevenido, ou lançado fora, antes que a tentação viesse. Um homem pode ser previamente advertido, tanto por Deus, quanto pelo homem, que tentações e perigos estão à mão. Agora, se tal pessoa, mais tarde, cai, embora, sem querer, nas armadilhas que deveriam ter sido evitadas — que ele tenha caído, sem querer, não é desculpa; ele deveria ter previsto e ter evitado o perigo. A queda, mesmo por emoção, em tal caso como este, é, em efeito, um pecado obstinado; e, como tal, deve expor o pecador à condenação, tanto de Deus, assim como de sua própria consciência.

(13) Por outro lado, devem existir algumas emoções repentinas, tanto do mundo, ou do deus desse mundo, e freqüentemente de nossos próprios corações diabólicos, que não podemos, e dificilmente poderemos prever. E por causa desses, mesmo um crente, enquanto fraco na fé, pode ser possivelmente sobrepujado, supõe-se nos degraus da ira, pensando mal de outro, com escassa concorrência de sua vontade. E, em tal caso, o  zeloso Deus poderia, indubitavelmente, mostrar a ele o que ele teria feito tolamente. Ele seria convencido de ter desviado da lei perfeita, da mente que estava em Cristo, e, conseqüentemente, afligido com a tristeza divina, e ser amorosamente envergonhado, diante de Deus. Ainda assim, ele não viria para a condenação. Deus não deitaria insensatez à sua responsabilidade, mas teria compaixão dele, 'assim como um pai se apieda de seus próprios filhos'. E seu coração não o condenaria: no meio desta tristeza e vergonha, ele ainda pode dizer, 'Eu irei confiar, e não temerei, porque o Senhor Jeová é minha força, e minha canção; ele também é minha salvação'.

III

(1) Resta apenas esboçar algumas inferências práticas das considerações precedentes. E, primeiro, se 'não há condenação naqueles que estão em Cristo', e que 'caminham, não segundo a carne, mas segundo o Espírito', em consideração por seus pecados passados; então, por que tu estás temeroso, Ó homem de pouca fé? Embora teus pecados tenham sido em número maior do que as areias, o que é isto para ti, agora que tu estás em Cristo Jesus? 'Quem poderá deitar alguma coisa para a responsabilidade dos eleitos de Deus? É se Deus justificou, quem irá condená-los?'. Todos os pecados que tu tens cometido, desde a tua juventude, até o momento em que tu foste 'aceito no Amado', são arrancados, assim como o joio; terão passado; estarão perdidos; tragados pelas profundezas, e não mais relembrados. Tu és agora 'nascido do Espírito': por acaso estás preocupado ou temeroso daquilo que foi feito antes que tiveste nascido? Fora com o medo! Tu não foste chamado para temer, mas para o 'espírito do amor e de uma mente sã'. Saibas teu chamado! Regozija-te em Deus, teu Salvador, e dá graças ao Deus, teu Pai, através Dele! 
(2) Você irá dizer, 'Mas eu tenho novamente cometido pecado, desde que eu tive a redenção através de Seu sangue. E, portanto, eu abomino a mim mesmo, e me reduzo a cinzas'. É apropriado que você possa abominar a si mesmo; e é Deus quem tem forjado esse mesmo sentimento em você. Mas e agora, você acredita? Tem Ele capacitado você a dizer, 'Eu vivo pela fé, no Filho de Deus?'. Então, aquela fé cancela novamente tudo que é passado, e não existe condenação em você. A qualquer tempo, que você verdadeiramente acreditar, no nome do Filho de Deus, todos os seus pecados, antecedentes àquela hora, desaparecerão, como o orvalho da manhã. Assim sendo, 'esteja de pé, firme, na liberdade, por meio da qual Cristo o tem liberto'.  Ele, mais uma vez, o fez livre do poder do pecado, tanto quanto da culpa e punição dele. Ó, 'não se emaranhe novamente com o jugo da escravidão!' —nem a escravidão vil e diabólica do pecado; dos desejos maus; dos temperamentos maus, ou palavras ou obras; o jugo mais grave deste lado do inferno; nem a escravidão da dependência, e medo torturante, da culpa e autocondenação.

(3) Mas, em segundo lugar,  todos os que habitam 'em Cristo Jesus, não caminham, segundo a carne, mas segundo o Espírito?' Então, nós não podemos inferir que, quem quer que agora cometa pecado, não tenha parte ou porção nesse assunto. Ele está agora mesmo condenado pelo seu próprio coração. Mas 'se mesmo nosso coração nos condena', se nossa própria consciência dá testemunho que nós somos culpados, sem dúvida, Deus também o faz; já que Ele 'é maior do que nosso coração, e sabe todas as coisas';  de modo que, se nós podemos enganar a nós mesmos, certamente não poderemos enganar a Ele. E refletir antes, para não dizer, 'Eu fui justificado uma vez; meus pecados foram perdoados, de vez': Eu desconheço isto; nem irei discutir, se eles foram, ou não. Talvez, neste período de tempo, seja impossível  saber, com algum grau tolerável de certeza, se isto foi uma verdade, uma obra genuína de Deus, ou se você apenas ludibriou a sua própria alma. Mas de uma coisa eu sei, com o mais extremo grau de certeza, 'aquele que comete pecado, é do diabo'. Por conseguinte, você será como teu pai, o diabo. Isto não pode ser negado, já que a obra de seu pai, você faz. Não adule a si mesmo com esperanças vãs! Nem diga à sua alma, 'Paz, paz!', porque não existe paz. Clame alto! Clame junto a Deus, fora da profundeza; se, por acaso, ele pode ouvir sua voz. Venha até ele, como no princípio, como ignóbil e pobre; como pecador, miserável, cego e nu! E tome cuidado para que sua alma não tenha descanso, até que o amor redentor seja novamente revelado; até que ele 'cure sua apostasia',  e preencha você novamente com 'a fé que é operada pelo amor'.

(4) Em terceiro lugar, existe condenação para aqueles que 'caminham, segundo o Espírito', através da consciência do pecado interior que ainda permanece nele, à medida que eles não lugar para isso; nem através da consciência do pecado, penetrando em tudo que eles fazem? Não. Então, não se aflija, por causa da descrença, embora ela ainda permaneça em seu coração. Não lamente, porque você ainda não alcançou a gloriosa imagem de Deus; porque o orgulho, obstinação ou descrença penetram em todas as suas palavras e obras. E não tema saber todas essas maldades de seu coração; de conhecer a si mesmo, como você também é conhecido. Sim. Deseje de Deus, que você possa pensar de si mesmo, não mais excelentemente do que você deva pensar. Que sua oração contínua seja: 'Mostre-me, como minha alma pode suportar a profundidade do pecado inato. Toda incredulidade declare, e o orgulho que espreita nela'. E quando Ele ouvir sua oração, e desvendar seu coração; quando Ele lhe mostrar, totalmente, de que espírito você é feito; então, cuide para que sua fé não seja abalada; que você não sofra ao ver que essa proteção foi  arrancada de si.  Humilhe-se. Veja que você não é coisa alguma; que é menos do que nada. Mas, ainda assim, 'que seu coração não seja abalado, nem tema'. Mantenha-se firme: 'Nós, até mesmo nós, temos um advogado com o Pai —Jesus Cristo, a retidão'. E como os céus são mais altos do que a terra, então seu amor é maior do que até mesmo nossos pecados. Por conseguinte, Deus é misericordioso para com você, pecador! Tal pecador como você é! Deus é amor; e Cristo morreu, por você. Portanto, o Pai o ama! Você é seu filho! Assim sendo, não impeça você mesmo, de maneira alguma, o que é bom.  Não seria bom que todo aquele corpo de pecado, que está agora crucificado em ti, possa ser destruído? Pois, isto já foi feito! Você deve ser 'limpo de toda impureza, tanto da carne, quanto do espírito'. Não seria bom, que nada pudesse permanecer em seu coração, a não ser o amor puro de Deus somente? Ânimo! 'Você pode amar o senhor seu Deus, com todo seu coração, e mente, e alma e forças'. Fiel é Ele que tem prometido, e que também irá cumprir. Cabe-lhe, pacientemente, continuar na obra da fé; no trabalho do amor; na paz alegre; na confiança humilde; com calma e resignação, e, ainda assim, na expectativa sincera, esperando até que o zelo do Senhor dos povos possa executar isto.

(5) Em quinto lugar, se eles que 'estão em Cristo,  e 'caminham, segundo o Espírito', não são condenados pelos pecados de enfermidade; tanto quanto, por quedas involuntárias; nem por alguma coisa, que eles não sejam capazes de ajudar; então, tome cuidado, Ó tu que tens fé em Seu Sangue, para que Satanás, não obtenha vantagem sobre ti, nisto. Tu ainda és tolo e fraco; cego e ignorante. Mais fraco do que as palavras podem expressar; mais tolo do que seu coração pode conceber; sabendo nada do que deverias saber. E não permite que todas as tuas fraquezas e tolices; ou quaisquer frutos nelas, que tu não sejas capaz de evitar, abale tua fé, tua confiança filial em Deus, ou perturbe tua paz, ou alegria no Senhor.  A regra que alguns dão, para os pecados obstinados, e que, naquele caso, podem talvez ser perigosos, é sem dúvida sábia e segura, se ela pode ser aplicada apenas para o caso de fraqueza e enfermidades. Mesmo que tu caias, ó homem de Deus, não se deite lá, inquiete-se e lamente tua fraqueza; mas humildemente diga, 'Senhor, eu posso cair todo momento, a menos que tu me ampares com tua mão'. E, então, se levante, e caminhe! Siga em teu caminho!

(6) Finalmente; desde que um crente não precise vir para a condenação, mesmo assim, ele será surpreendido, naquilo que sua alma abomina; (supondo-se que ele, sendo surpreendido, não o seja devido a alguma omissão descuidada ou maldosa de si mesmo). Se você que acredita que seja assim dominado, na falta; então, afligido junto ao Senhor; este deve ser um bálsamo precioso. Derrame seu coração diante dele, e mostre a Ele as suas preocupações, e ore com toda a sua força para que Ele 'se sinta tocado com o sentimento de suas enfermidades'; para que ele possa equilibrar, fortalecer e estabelecer sua alma, e impedir você de cair de novo. Mas ainda assim, ele não o condenará. Então, por que motivo temer? Tu deves amar a Ele, como Ele ama a ti, e isto é suficiente; mais amor e força te serão dados. E, tão logo tu ames a Ele, com todo teu coração, tu deves ser perfeito e inteiro; não precisando de coisa alguma. 'Espera em paz, pelo momento,, quando o Deus da paz irá santificá-lo todo, de modo que todo teu espírito e alma e corpo possam ser preservados, sem culpa, quando da  vinda de nosso Senhor Jesus Cristo'.


CORAÇÃO DE PAI



CORAÇÃO DE PAI
Marcelo Augusto de Carvalho

JOÃO 1.1-3

- O mistério da encarnação de Jesus é tão profundo que, nem nesta vida, e nem no porvir, entenderemos completamente este seu tão grande amor.
* Ele era Deus.
* Estava com Deus.
* Criou o mundo.
* Dominava o Universo.
- Mas, ao ver a miséria em que o homem mergulhara diante do pecado de Adão, Ele deixou toda a Sua imensa glória, para morrer por nós.
14
* Tornou-se carne (rebaixou-se a um espermatozóide), a (uma gestação), a (um parto), a (usar fraldas), a ter como primeiro berço (uma manjedoura). * Ele tomou a forma humana, com 4 mil anos de pecado, para poder ficar entre nós!
FIL. 2.5-8. Não só isso.
* Tornou-se um servo de Deus, obedecendo-lhe em tudo.
* Tornou-se um servo dos homens, servindo-lhes em suas necessidades.
* Humilhou-se tanto, que aceitou a pior de todas as mortes, a morte de cruz.
O que diz-nos EGW sobre a encarnação de Jesus?
- Foi para manifestar essa glória que Ele veio ao mundo. Veio à Terra entenebrecida pelo pecado, para revelar a luz do amor de Deus, para ser “Deus conosco”.
- Foi um sacrifício voluntário.
- Contemplando o mundo, o Filho de Deus viu sofrimento e miséria. Viu, com piedade, como os homens se tinham tornado vítimas da crueldade satânica. Olhou compassivamente para os que estavam sendo corrompidos, mortos, perdidos. Estes tinham escolhido um dominador que os jungia a seu carro como cativos. Confundidos e enganados, avançavam, em sombria procissão rumo à ruína eterna - para a morte em que não há nenhuma esperança de vida, para a noite que não tem alvorecer. Agentes satânicos estavam incorporados com os homens. O corpo de criaturas humanas, feito para habitação de Deus, tornara-se morada de demônios. Os sentidos, os nervos, as paixões, os órgãos dos homens eram por agentes sobrenaturais levados a condescender com a concupiscência mais vil. O próprio selo dos demônios se achava impresso na fisionomia dos homens. Esta refletia a expressão das legiões do mal de que se achavam possessos. Eis a perspectiva contemplada pelo Redentor do mundo. Que espetáculo para a Infinita Pureza!
- O Rei da Glória muito Se humilhou ao revestir-Se da humanidade. Rude e ingrato foi o Seu ambiente terrestre. Sua glória foi velada, para que a majestade de Sua aparência exterior não se tornasse objeto de atração. Esquivava-Se a toda exibição exterior.
- Riquezas, honras terrestres e humana grandeza nunca poderão salvar uma alma da morte; Jesus Se propôs que nenhuma atração de natureza terrena levasse homens ao Seu lado. Unicamente a beleza da verdade celeste devia atrair os que O seguissem. O caráter do Messias fora desde há muito predito na profecia, e era Seu desejo que os homens O aceitassem em razão do testemunho da Palavra de Deus.
- Os anjos maravilharam-se ante o glorioso plano da redenção. Observavam a ver de que maneira o povo de Deus receberia Seu Filho, revestido da humanidade.
- Maravilhamo-nos do sacrifício do Salvador em permutar o trono do Céu pela manjedoura, e a companhia dos anjos que O adoravam pela dos animais da estrebaria. O orgulho e presunção humanos ficam repreendidos em Sua presença. Todavia, esse passo não era senão o princípio de Sua maravilhosa condescendência. Teria sido uma quase infinita humilhação para o Filho de Deus, revestir-Se da natureza humana mesmo quando Adão permanecia em seu estado de inocência, no Éden. Mas Jesus aceitou a humanidade quando a raça havia sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão, aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade. O que estes resultados foram, manifesta-se na história de Seus ancestrais terrestres. Veio com essa hereditariedade para partilhar de nossas dores e tentações, e dar-nos o exemplo de uma vida impecável.
- Permitiu Deus que viesse Seu Filho, impotente criancinha, sujeito à fraqueza da humanidade. Permitiu que enfrentasse os perigos da vida em comum com toda a alma humana, combatesse o combate como qualquer filho da humanidade o tem de fazer, com risco de fracasso e ruína eterna.
- Da amargura que cabe em sorte à humanidade, não houve quinhão que Jesus não provasse. Não faltou quem procurasse lançar sobre Ele desprezo por causa de Seu nascimento, e mesmo na infância teve de enfrentar olhares desdenhosos e ruins murmurações.
- Você pode me dizer: “Mas, sinceramente, eu não sinto esse amor hoje. Eu não me sinto amado por Deus agora”. Eu quero lhe provar que Deus te ama, de verdade.

1-  VOCÊ FOI ESCOLHIDO PARA NASCER.
v  Os cientistas conseguiram descobrir como acontece a reprodução, mas jamais conseguirão explicar como ele nos escolheu, conduzindo o corpo de nossos pais, a menstruação de nossa mãe e o desejo deles em terem um intercurso naquele dia exato quando fomos fecundados! Lembre-se de Salmo 139- Ele decidiu que nasceríamos antes mesmo da fundação da Terra!

2-  ELE NÃO TE ABORTOU! Ele já sabia como você seria, mas permitiu que você viesse mesmo assim.
v  Os testes de DNA. Feitos de uma substância comum a todos os seres, o DNA, os genes carregam informações necessárias à formação e ao desenvolvimento do ser vivo. Mas também comandam a destruição: todas as pessoas, sem exceção, trazem dentro dos genes pelo menos 5 ou 6 que podem ser causa de doenças. E a ciência já é capaz de dizer, pelo menos, em que parte do conjunto de genes encontram as falhas fatais que conduzem a 1000 doenças. Em muitos casos, basta analisar o sangue de uma pessoa - ou até fios de seu cabelo - para  saber se, dentro de suas células, esconde-se uma doença. Você pode me dizer que este avanço científico é ótimo, mas poderá trazer sérios problemas a todos.  Por exemplo: vamos dizer que um hospital está para investir milhares de dólares na formação de um de seus médicos. Mas, ao fazerem o teste genético, descobrem que ele terá o Mal de Parkinson. Como esta doença afetará o principal recurso do médico para operar seus pacientes, seus braços, é claro que o hospital não fará tal investimento. Além de discriminar a pessoa, ela sofrerá a doença anos antes de possuí-la.  Deus sabia quem seríamos. Ele conhecia todos os nossos erros e fracassos, nossos vícios e más tendências antes de nascermos. Mas nem assim nos abortou!   Super out. 94
v  Na antiga URSS, os médicos abortavam as crianças que eles percebiam que nasceriam defeituosas.
v  IJ 92 40. Luc. 12.6- Porque Jesus usou o exemplo do pardal para demonstrar seu amor por nós?  O pardal, diferentemente do que nos parece, é uma das criaturas mais egoístas e más que há na natureza. Originário da Àsia, adaptou-se rapidamente a todo o ecosistema do território nacional, sendo encontrado por toda parte. Vigoroso e rixento, alimenta-se de sementes, e acidentalmente de insetos. Porém, é prejudicial à lavoura, e forte concorrente de seus familiares mais fracos. É excessivamente briguento e egoísta. Onde ele domina, não aceita outros pássaros do seu tamanho. Sem cessar, ele atormenta seus pretensos rivais e, para eliminá-los de vez, lança mão de recursos baixos. Vai ao ninho desses, joga ao chão os ovos ou mata os pintainhos e toma posse da casa alheia. Desta forma elimina da região o passaredo alegre.  Mesmo sendo tão mal, Jesus afirmou que Deus sustenta o pardal. Mesmo que sejamos maus como os pardais, Jesus nos ama. Deus sua vida por nós.  

3- ELE TE PROTEGEU ATÉ HOJE.
- As inúmeras doenças que atacam nosso corpo a cada minuto. Ex- na pele, no estômago. Ele cuida.
- Os perigos da vida, os acidentes que poderiam te acontecer, ele te protegeu.
v  OS OSSOS:  o recém nascido tem 300 ossos, mas com o crescimento, muitos deles se fundem, chegando a 206 na vida adulta, completando todos o seu desenvolvimento aos 22 anos de idade. O maior osso de nosso corpo é o fêmur. Numa pessoa de 1,80 m ele mede 50 cm. O menor osso de nosso corpo é o estribo, no ouvido, com 0,25 cm. Os ossos representam 14% de nosso peso total.  O Guia dos curiosos 98.
v  O CORAÇÃO: quem o sustenta por tanto tempo sem parar? O coração bate 70 vezes por minuto/ 100 mil por dia/ 3 milhões por mês/ 37 milhões por ano. Em apenas 1 minuto, ele faz girar os 5 litros de sangue por todo o organismo, movimentando 400 litros de sangue por hora. Isto tudo com um peso de apenas 280 a 340 gramas.  O Guia dos curiosos 99.
v  OS MOVIMENTOS: todos os nossos movimentos começam pela ordem que sai do cérebro, passa pelos neurônios chegando a cada membro envolvido a realizar a tarefa desejada. Imagine que esta informação viaja a uma velocidade de 385 km/h, isto tudo dentro de você!  O Guia dos curiosos, 100.

4- ELE TE AMA, MESMO QUE VOCÊ NÃO SEJA UM VENCEDOR!
- Elias no Carmelo, e Elias na caverna. Abandonou Deus a Elias em sua hora de provas? Oh, não! Ele não amava menos Seu servo quando este sentiu-se abandonado de Deus e dos homens, do que quando, em resposta a sua oração, flamejou fogo do céu e iluminou o topo do monte.  PR 166.
- A Igreja: deus a ama, mesmo defeituosa como é. EGW
- Maria Madalena. João 20. 1-8. Ele atrasou a festa no céu por causa dela.
v  MARTIN FROBISHER e a GRAFITE  IJ 88-27. O ano era 1576. Martin Frobisher se pôs em pé nas praias da Ilha Baffin e olhou para a paisagem desolada e improdutiva. Nada havia  anão ser neve, gelo e rochas. Ele se abaixou para ver mais de perto as lisas pedras escuras que lhe ficavam aos pés. - Seria uma maravilha se elas possuíssem algum valor - pensou ele. Pegando uma delas, levou-a de volta à Inglaterra para mostrar o que havia encontrado ao rei. Logo a pedra preta despertou muitos comentários, e uma suspeita de que fosse outro tipo de ouro. Uma mineradora foi criada para trabalhar a pedra. Frobisher foi enviado em uma segunda expedição da qual retornou com 200 toneladas desta pedra. Voltou terceira vez com 15 navios lotados. Mas desta vez recebeu uma triste notícia: a pedra não servia para nada. Assim toda sua carga teve de ser jogada ao mar.  Mas esta atitude era um grande engano. 200 anos depois Abraão Werner descobriu que aquelas pedras nada mais eram do que grafite. Hoje, o grafite é um dos minérios mais valiosos e utilitários do mundo. Dele se fazem desde lápis até o núcleo dos reatores atômicos, como também na fabricação de diamantes.   Você e eu podemos parecer pedras pretas em uma praia sem qualquer valor. Mas Deus sabe que temos um imenso valor e utilidade, mesmo que os outros não reconheçam esta realidade. Se nos entregarmos a Ele, Ele nos fará jóias cintilantes em Seu reino, agora!

5- SE VOCÊ FOSSE O ÚNICO PECADOR, ELE VIRIA SÓ POR VOCÊ.
- Eva: se apenas Eva tivesse pecado, Jesus sairia do Éden, morreria por ela, e a traria de volta ao paraíso. Para Deus, não somos seres descartáveis.
- A ovelha perdida.  O pastor foi atrás daquela única ovelha errante, arriscando sua vida para salvá-la.
v  CLEÓPATRA IJ 88-73  Quando Marco Antônio chegou ao Egito, Cleópatra ofereceu-lhe um suntuoso programa de boas vindas a ele. Ele viu que os hóspedes em seu palácio se assentavam em sofás ornamentados com púrpura e ouro. Os servos abanavam os hóspedes com penas de avestruz, enquanto os músicos tocavam flauta e lira. Cortinas de seda com fios de ouro impediam a entrada do calor do deserto. Ela então lhe ofereceu o referido banquete que lhe custou o equivalente a 300 mil dólares! Ela usou 2 brincos de pérolas, as maiores do mundo naquela época. Cada pérola valia 22 mil dólares. Em um dado momento, ela as tirou das orelhas, fez sinal a um criado, que colocou em sua frente um copo com vinagre, onde ela depositou as pérolas que começaram a dissolver-se. Ela passou então a beber a primeira pérola. Antes que ela destruísse a segunda pérola, um general arrebatou-lhe o copo da mão e não permitiu que ela praticasse tal desperdício.    A parábola da pérola preciosa nos mostra que Deus nos avalia como se fôssemos as pérolas mais caras do mundo dando tudo o que tem para nos resgatar e nos ter para sempre consigo.
v  ARANHA MÃE  IJ 92-182  As aranhas mães desprovidas de teias, ao botarem seus ovos, os enrolam em seda e os transportam em seu corpo, amarados em seu abdome, enquanto ela realiza suas atividades diárias. Ela quase nunca os abandona. E mesmo quando caça, e precisa, os amarra em um raminho ali por perto. A aranha mãe lutará ferozmente para defender seu invólucro de ovos ou seus filhotes. Só lutará, porém, se eles estiverem em seu poder. Ao lhe serem retirados os ovos ou os filhos, deixa de lutar por eles e, certamente, logo os esquece para sempre.    Deu nunca se esquece de nós, mesmo que o rejeitemos.  Isa. 49.15.

ELE SÓ TE PEDE UMA COISA: QUE VOCÊ O AME ASSIM TAMBÉM.
- Todos nós teremos que provar se amamos ou não a Deus. Todos. Nossa vida dirá isso. Ele nos salvou. Devemos aceitar seu perdão. Mas para um dia estarmos no Céu, precisamos provar o que dizemos. Isto faremos, através dos anos, de nossas escolhas, de nosso sacrifício por Ele.
PAULO provou seu amor pelo Mestre.  II Cor. 11. 23-29
- Seus sofrimentos por Cristo demonstravam seus reais sentimentos por Ele.

SUNDAR SIGH- o apóstolo dos pés sangrentos.

APELO: Não diga que o amas. Prove!

Pr. MARCELO AUGUSTO DE CARVALHO. 10/11/99 SP

terça-feira, 26 de junho de 2018

50 frases sem contexto pra você jogar do nada numa conversa.


  1. Os Ministros saem em defesa da colega.
  2. Os britânicos permanecem 30 horas por semana na cama.
  3. Um grupo de parlamentares esteve ontem com o ministro da defesa.
  4. Posição dos negros piora no Brasil.
  5. Dois dias depois reconheci nos jornais meu anjo da guarda.
  6. No século XVIII, a busca do ouro destruiu largos trechos do Brasil.
  7. A ONU mudou neste ano os critérios de apuração dos índices de desenvolvimento humano.
  8. No Brasil, não há uma comunidade indígena padrão.
  9. Remanescentes de quilombos esperam investimentos para ninguem.
  10. Nessa intricada biodiversidade, encontram-se centenas de animais e plantas.
  11. O pesquisador da educação e o docente compartilham da mesma escova de dentes.
  12. Os educadores procuram alternativas criativas.
  13. O mercado do ensino superior vive um momento de grande crise.
  14. As medidas do governo enfureceram alguns empresários.
  15. A oferta pública de centenas de fornecedores leva inevitavelmente a um valor mais baixo do produto final.
  16. Não penso nisso.
  17. Os EUA precisam de um plano antiterrorista amplo e integrado melhor que o atual plano.
  18. Os séculos XIX e XX assistiram à expansão dos cafezais.
  19. Camponeses dão trégua de 90 dias a Carlos Mesa, presidente do fâ clube de Florinda Mesa sua mãe.
  20. Os artistas e os diretores não revelaram o final da novela.
  21. Você é uma das sete maravilhas do mundo.
  22. A investigação como recurso didático já era discutida desde a idade média.
  23. A proposta foi considerada boa pela maioria dos participantes.
  24. A ré foi julgada culpada pelo juiz.
  25. Dê adeus aos vícios.
  26. O presidente assinou emocionado o artigo de regulamentação da lei rouanet.
  27. O recém-empossado presidente Carlos Mesa considerou desafiadores os camponeses.
  28. O Brasil conheceu uma série de ciclos econômicos ambientados em diversos estados brasileiros.
  29. Não nascemos ricos.
  30. Os membros da diretoria ficaram surpresos com a publicação de uma foto da secretaria do presidente nua.
  31. Em cativeiros, os pássaros voam estressados.
  32. Durante o outono, folhas e frutos caem das árvores mortos. 
  33. O presidente e sua comitiva voltaram de viagem satisfeitos com a prisão de um homem.
  34. Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
  35. A comissão recomendou a devolução do dinheiro à ministra Carmem Lucia. 
  36. O aluno estava muito doente naquele dia.
  37. Basta de tolices. 
  38. Chega de reclamações. 
  39. Os futuros professores estagiam somente em uma ou duas classes na França.
  40. Os professores ingleses têm maior conhecimento sobre o desenvolvimento psicológico de seus alunos.
  41. Conhecem reações típicas do comportamento das meninas.
  42. Havia uma crença equivocada sobre uma categoria étnica indígena transitória.
  43. Trata-se de temas complexos. 
  44. Lembro-me, brutalmente, da morte de meu irmão naquele acidente de carro.
  45. A Constituição garante a todos o acesso à escola.
  46. Mergulhos, trilhas ecológicas e escaladas são algumas das atividades exploradas pelo turismo ecológico. 
  47. Uma população formada por diversos grupos étnicos sempre foi motivo de orgulhos para todos nós, brasileiros.
  48. O processo de globalização exige meios de transporte mais rápidos.
  49. Os britânicos permanecem 30 horas por semana nos colégios.
  50. Um grupo de parlamentares esteve ontem com o ministro da Casa Civil.

O Caminho para O Reino-John Wesley


'E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho'. (Marcos 1:15)


            Essas palavras naturalmente nos conduzem a considerar:

I.              Primeiro, a natureza da religião verdadeira, aqui denominada por nosso Senhor de 'o Reino de Deus', e que, Ele diz, 'está próximo';
II.           Em Segundo Lugar, o caminho para ele, e que Jesus indica nestas palavras: 'Arrependam—se e creiam no Evangelho'.  

I

1. Em Primeiro Lugar, vamos considerar a natureza da religião verdadeira, aqui denominada por nosso Senhor de 'o Reino de Deus'.  A mesma expressão que o grande Apóstolo usa, em sua Epístola para os Romanos, onde ele igualmente explica as palavras de seu Senhor, dizendo: (Romanos 14:17) 'Porque não é o reino de Deus comida, nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo'.

2. 'O reino de Deus', ou a religião verdadeira, 'não é comida, nem bebida'. Sabe-se que não apenas os judeus não convertidos, mas um grande número daqueles que receberam a fé de Cristo, era, não obstante, 'zeloso da lei': (Atos 21:20) 'E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que crêem, e todos são zeladores da lei'; até mesmo, da lei cerimonial de Moisés. O que quer, portanto, que eles encontraram escrito nela, quer concernente às ofertas de carne e bebida, ou à distinção, entre o que eram carnes puras e impuras, eles não apenas observaram, entre eles, mas veementemente pressionaram, até mesmo, 'em maio aos gentios', (ou ateus), 'que se voltaram para Deus'; sim, de tal maneira, que alguns deles ensinaram, onde quer que eles estiveram com eles: (Atos 15:1,24) 'Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés' (o ritual completo da lei), não podeis salvar-vos. (...) 'Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos'.

3. Em oposição a estes, o Apóstolo declara, aqui, e em muitos outros lugares, que a religião verdadeira não consiste em carne e bebida; ou em algumas observâncias rituais; nem, na verdade, em qualquer coisa exterior; em alguma coisa exterior ao coração; toda a essência dela situando-se na 'retidão, paz, e alegria no Espírito Santo'.

4. Nem qualquer coisa exterior; tais como formas, ou cerimoniais; mesmo do tipo mais excelente. Supondo-se que estas sejam sempre tão decentes e significantes; sempre tão expressivas das coisas interiores; sempre tão úteis, não apenas aos homens comuns, cujo discernimento alcançam um pouco mais além do que seus olhos; mas, mesmo, aos homens de entendimento; homens de grandes capacidades, como, sem dúvida, eles, algumas vezes, foram: Sim, supondo-se que eles, como no caso de judeus, foram apontados pelo próprio Deus; mesmo durante o período de tempo em que essa indicação permaneceu em vigor, a religião verdadeira não consistiu nela; não, falando precisamente; não, no sentido restrito, afinal. Quanto mais deve esta forte influência, concernente a tais rituais e formas, quando são unicamente desígnios humanos! A religião de Cristo ergue-se, infinitamente mais alto, e se coloca imensamente mais profundo, do que todos esses. Esses são bons em seus lugares; exatamente tão distante quanto eles sejam, de fato, subservientes da religião verdadeira. E foi superstição objetar contra eles, enquanto eles foram aplicados, tão somente, como socorro ocasional às fraquezas humanas. Mas que nenhum homem os conduzam mais além. Que nenhum homem sonhe que eles têm algum valor intrínseco; ou que a religião não possa consistir, sem eles. Isto é fazer deles uma abominação ao Senhor. 

5. A natureza da religião está tão longe de consistir nestas formas de adoração, rituais ou cerimoniais, que ela não consiste propriamente em quaisquer ações exteriores, de qualquer tipo, afinal. É verdade, que, um homem que esteja culpado de algumas ações deploráveis e imorais, ou que faça aos outros o que ele não gostaria que fosse feito a ele, se estivesse na mesma circunstância, não tem qualquer religião. E é também verdade que não pode ter religião verdadeira, aquele que 'sabe fazer o bem, e não o faz'. Ainda assim, um homem, tanto pode se abster do mal exterior, quanto fazer o bem, e não ter religião. Sim, duas pessoas podem fazer as mesmas obras exteriores; o que se supõe, alimentar o faminto, vestir o nu, e, neste meio tempo, um desses pode ser um religioso verdadeiro, e outros não terem religião, afinal: Já que um pode agir do amor de Deus, e o outro, do amor ao reconhecimento próprio. Então, é evidente que embora a religião verdadeira naturalmente conduza a cada boa palavra e boa obra, ainda assim, a natureza real dela situa-se ainda mais profundo, sempre no 'oculto do coração'.

6. Eu digo do coração. Porque a religião não consiste em ortodoxia, ou opiniões certas; que, embora não sejam propriamente coisas exteriores, não estão no coração, mas no entendimento. Um homem pode ser ortodoxo, em todo ponto; ele pode, não apenas, expor as opiniões certas, mas zelosamente defendê-las contra todos os opositores; ele pode pensar razoavelmente, concernente à encarnação de nosso Senhor; concernente à sempre abençoada Trindade, e cada outra doutrina contida nos oráculos de Deus; ele pode admitir, a todos, os três credos, -- aqueles chamados de Apóstolos, o Nicene e o Atanasiano [Relativo ao símbolo de fé, atribuído a Atanásio, e que outrora era usado durante a Prima, no ofício dominical]; e, ainda assim, é possível que ele possa ter nenhuma religião, afinal; não mais, do que os judeus, turcos, ou pagãos. Ele pode ser quase ortodoxo – como o diabo, (embora, de fato, não completamente; uma vez que todo homem erra em alguma coisa, considerando que nós não podemos imaginá-lo admitindo alguma opinião errônea), e pode, todo o tempo, ser tão grandemente um estranho, quanto ele à religião do coração.  

7. Esta, tão somente, é a religião, verdadeiramente chamada. Esta somente tem, aos olhos de Deus, um grande valor. O Apóstolo sumariza toda ela em três particulares, 'retidão, paz e alegria no Espírito santo'.  Primeiro, a retidão. Nós não podemos estar perdidos no que concerne a isto, se nós nos lembrarmos das palavras de nosso Senhor, ao descrever os dois grandes ramos em que 'se dependuravam todas as leis dos profetas': (Marcos 12:30) 'Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento'; o primeiro e o grande ramo da retidão cristã. Tu deverás te deleitar no Senhor, teu Deus; tu deverás buscar e encontrar toda a felicidade nele. Ele deverá ser 'teu abrigo, e tua excessivamente grande recompensa', no tempo e na eternidade. Todos os teus ossos deverão dizer, 'A quem mais eu tenho nos céus, se não a ti? E não existe quem eu deseje na terra, além de ti!'. Tu deverás ouvir e cumprir a palavra Daquele que diz, 'Meu filho, dá-me teu coração!'. E, tendo dado a Ele teu coração; o mais íntimo de tua alma, para que Ele reine lá, sem um rival, tu poderás bem clamar, com todo o teu coração, 'Eu amarei a Ti, ó Senhor, minha força. O Senhor é minha rocha forte, e minha fortaleza; meu Salvador, meu Deus, e minha força, em quem eu irei confiar; meu escudo, a força também de minha salvação, e meu refúgio'. (Salmos 18:2) 'O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio'.

 8. E o segundo mandamento é como este; o segundo grande ramo da retidão cristã está intimamente e inseparavelmente conectada a isto; sempre 'Tu deverás amar teu próximo como a ti mesmo'. Tu deverás amar, -- tu deverás abraçar, com a mais terna boa vontade, a mais sincera e cordial afeição, os mais ardorosos desejos de prevenir e extinguir todo o mal; e, conseguir todo bem possível, a ele -- ao teu próximo, -- ou seja, não apenas a teu amigo, teu parente, ou teu conhecido; não apenas ao virtuoso, ao cordial; àquele que ama a ti, que se antecipa ou retorna tua bondade; mas a todo filho do homem, cada ser humano, cada alma que Deus fez; não excluindo aquele a quem tu nunca viste na carne, a quem tu não conheces, quer pessoalmente ou por nome; não excetuando aquele que tu sabes, seja mau e ingrato; aquele que ainda usa e persegue a ti maliciosamente: A este tu deves amar como a ti mesmo; com a mesma sede invariável em busca de sua felicidade de toda espécie; o mesmo cuidado incansável de protegê-lo do que quer que possa afligi-lo ou machucá-lo, quer sua alma ou corpo.

9. Agora, este amor é 'o cumprimento da lei?'. A somatória de toda retidão cristã? – de toda retidão interior; porque ela necessariamente implica em 'entranhas de misericórdia, humildade de mente' (vendo que 'o amor não se ufana'), 'gentileza, mansidão, longanimidade': (porque o amor 'não se enfurece'; mas 'crê, espera, e suporta todas as coisas'): E de toda retidão exterior; porque 'o amor não pratica o mal ao seu próximo', que por palavra ou ação. Ele não pode, de boa-vontade, causar dano, ou afligir alguém. E é zeloso das boas obras. Todo amante da humanidade, quando ele tem oportunidade, 'faz o bem a todos os homens', (sem parcialidade, e sem hipocrisia) 'cheio de misericórdia e bons frutos'.

10. Mas a religião verdadeira, ou um coração justo, em direção a Deus e ao homem, implica felicidade, assim como santidade. Porque não é apenas 'retidão', também, 'paz e alegria no Espírito Santo'. Que paz? 'A paz de Deus'; que Deus apenas pode dar, e que o mundo não pode tirar; é a paz que 'ultrapassa todo entendimento', toda concepção meramente racional; sendo uma sensação sobrenatural, um sentido de paladar divino dos 'poderes do mundo que virá'; tal como o homem natural não conhece, por mais sábio que ele seja nas coisas deste mundo; nem, na verdade, ele pode saber isto, em seu presente estado, 'porque ela é discernida espiritualmente'.  É a paz que extingue toda a dúvida, toda incerteza dolorosa; o Espírito de Deus testemunhando com o espírito de um cristão que ele é 'filho de Deus'. E ela bane o medo, todo tal temor que causa tormento; o medo da ira de Deus; o medo do inferno; o temor do diabo; e, em particular, o temor da morte: ele que tem a paz de Deus deseja, se for da vontade de Deus, 'partir e estar com Cristo'.

11.  Com esta paz de Deus, onde quer que ela seja fixada na alma, existe também 'alegria no Espírito Santo'; alegria forjada no coração pelo Espírito Santo, através do sempre abençoado Espírito de Deus. É Ele que opera em nós aquela calma, o humilde regozijar-se em Deus, através de Jesus Cristo, 'por quem nós recebemos a redenção', a reconciliação com Deus; e que nos capacita corajosamente a confirmar a verdade da declaração preciosa do salmista, 'Abençoado é o homem' (ou, preferivelmente, feliz) 'cuja iniqüidade é perdoada, e cujos pecados são vencidos'. É Ele que inspira a alma cristã, até mesmo, com aquela alegria sólida que nasce do testemunho do Espírito de que ele é um filho de Deus; e que faz com que ele 'se regozije, com alegria inexprimível, na esperança da glória de Deus'; esperança da gloriosa imagem de Deus, que está em parte, mas que será totalmente 'revelada nele'; e daquela coroa de glória que não desaparece, reservada para ele nos céus.

12. Esta santidade e felicidade, juntas, são, algumas vezes, denominadas, nos escritos inspirados, 'o reino de Deus' (como através de nosso Senhor no texto); e, algumas vezes, 'o reino do céu'. Elas são denominadas 'o reino de Deus', porque são os frutos imediatos do reino de Deus na alma. Tão logo, Ele toma junto a si mesmo seu imenso poder, e fixa seu trono em nossos corações, eles são instantaneamente preenchidos com essa 'retidão, paz e alegria no Espírito Santo'. São chamadas de 'o reino do céu', porque elas são (de certa forma) o céu revelado na alma. Porque, quem que experimente isto, pode afirmar diante de anjos e homens:

A vida eterna é alcançada, e a glória na terra começou, de acordo com o constante teor das Escrituras, que, em todo lugar, testemunha em: (I João 5:11-12) 'E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho' (reinando em seu coração) 'tem a vida eterna; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida'. Porque (João 17:3) 'esta é a vida eterna: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste'.

E eles, a quem isto é dado, podem confiantemente dirigir-se a Deus, embora estejam em meio a uma fornalha: A Ti, Senhor, protegido pelo teu poder. A Ti, Filho de Deus, Jeová, nós adoramos. Na forma humana do alto surgiu: A Ti sejam dadas aleluias sem cessar; louvor, assim como em seu trono no céu, nós oferecemos aqui; porque onde quer que estejas, lá, o céu é manifesto.

13. E este 'reino de Deus', ou do céu 'está ao alcance da mão'. Quando essas palavras foram originalmente faladas, elas implicaram que 'o tempo' estaria, então, cumprido, com Deus sendo 'manifestado na carne'; quando Ele fixaria seu reino entre os homens, e reinaria nos corações de seu povo. E o tempo já não está cumprido? Porque Ele disse: 'Veja, eu estarei sempre com vocês', vocês que pregam remissão dos pecados em meu nome, até o fim do mundo'. (Mateus 28:20) 'Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos'. Portanto, onde quer que o Evangelho de Cristo seja pregado, este Seu 'reino está ao alcance da mão'. Não está longe de nenhum de vocês. Vocês podem, nesta mesma hora, entrar, se vocês ouvirem atentamente a Sua voz: 'Arrependam-se, e creiam no Evangelho'.

II

 1. Este é o caminho: caminhem nele. Primeiro, 'arrependam-se'; ou seja, conheçam a si mesmos. Este é o primeiro arrependimento, prévio para a fé; até mesmo a convicção, ou autoconhecimento. Acorda, então, tu que dormes. Reconhece que tu és um pecador, e o tipo de pecador que tu és. Reconhece aquela corrupção de tua natureza mais intima, por meio da qual, tu estás muito longe da retidão original; por meio da qual, 'a carne deseja ardentemente', sempre, 'contrária ao Espírito', através daquela 'mente carnal', que 'é inimiga de Deus', que 'não está sujeita à lei de Deus, nem, de fato, pode estar'. Reconhece que tu és corrupto, em todo poder, em toda faculdade de tua alma; que tu és totalmente corrupto, em cada um desses; todos os alicerces, estando fora do curso. Os olhos de teu entendimento estão obscurecidos, de modo que eles não podem discernir Deus, ou as coisas de Deus. As nuvens da ignorância e erro descansam sobre ti, e cobrem a ti com a sombra da morte. Tu sabes nada de Deus, nem do mundo, nem de ti mesmo, como tu deverias saber. Tua vontade não é mais a vontade de Deus, mas é totalmente perversa e distorcida; avessa a todo bem, a tudo que Deus ama, e propensa a todo mal, à toda abominação que Deus odeia. Todas as tuas afeições estão alienadas de Deus, e dispersas por sobre toda a terra. Todas as tuas paixões, ambos teus desejos e aversões; tuas alegrias e tristezas; tuas esperanças e temores estão desequilibrados; são tanto inadequados, em seus níveis, quanto estão colocados em objetos inadequados. De maneira que não existe sanidade em tua alma; mas 'dos pés à cabeça' (para usar a forte expressão do Profeta) existe apenas 'machucaduras, feridas, e chagas podres'.
    
2. Tal é a corrupção nata do teu coração, de tua natureza interior. E que tipo de ramificações podes tu esperar que cresça de tais raízes pecaminosas? Disto, brota descrença; sempre separada do Deus vivo; dizendo, 'Quem é o Senhor que eu devo servir? Ora! Tu, Deus, não te preocupas com isto!'. Disto, a independência, simulando parecer como o Altíssimo. Disto, o orgulho, em todas as suas formas; ensinando-te a dizer 'Eu sou rico, tenho muitos bens, e não preciso de coisa alguma'. Desta fonte diabólica, fluem as correntezas amargas da vaidade, a sede do elogio, ambição, cobiça, a luxúria da carne, a luxúria dos olhos, e o orgulho da vida. Disto, erguem-se a ira, o ódio, a malícia, a revanche, a inveja, o ciúme, e as suposições diabólicas. Disto, todos os entusiasmos tolos e prejudiciais que agora 'perfuram a ti, através de muitas tristezas', e se não prevenidas a tempo, irão, por fim, mergulhar tua alma na perdição eterna. 

3. E que frutos podem crescer em tais ramos como esses? Do orgulho, vem a contenda, o elogio vão de si próprio, o buscar e receber o louvor dos homens, e assim, roubar de Deus aquela glória que Ele não pode dar a outro. Da luxúria da carne, vem a glutonaria ou bebedeira, lascívia ou sensualidade, fornicação, impureza; diferentemente corrompendo aquele corpo que foi designado para o templo do Espírito Santo: Da descrença, toda palavra e obra diabólica. Mas, o tempo seria insuficiente, tu deverias somá-los todos; todas as palavras inúteis que tu disseste, desafiando o Altíssimo, afligindo o Espírito Santo de Israel; todas as obras diabólicas que tu fizeste, tanto completamente pecaminosas, em si mesmas, ou, pelo menos, não feitas para a glória de Deus. Porque teus pecados presentes são mais do que tu és capaz de expressar; mais do que os cabelos de tua cabeça. Quem poderá contar as areias do mar, ou as gotas da chuva, ou tuas iniqüidades? 

4. E tu não sabes que 'o salário do pecado é a morte?' – Morte, não apenas temporal, mas eterna. 'A alma que pecar, deverá morrer'; porque o Senhor disse isto. Ela deverá morrer a segunda morte. Esta é a sentença: 'ser punido', com a morte sem fim, 'com a destruição eterna da presença do Senhor, e da glória de Seu poder'. Tu não sabes que todo pecador não 'está' propriamente 'às portas do fogo do inferno', está demasiado vulnerável; mas, antes, 'está debaixo da sentença do fogo do inferno'; já está condenado; e exatamente sendo levado para a execução. Tu és culpado da morte eterna. Ela é a recompensa justa de tua maldade interior e exterior. É justo que aquela sentença agora tome lugar. Tu consegues ver e sentir isto? Tu estás totalmente convencido de que tu mereces a ira de Deus, e a condenação eterna? Deus faria algum mal a ti, se ele agora ordenasse que a terra se abrisse e te tragasse? Se tu fosses agora rapidamente para o abismo, para o fogo que nunca se extingue? Se Deus tem determinado que tu verdadeiramente te arrependas, tu tens profunda consciência de que estas coisas são assim; e que é pela mera misericórdia que tu não estás consumido, que tu não foste varrido da face da terra.

5. E o que tu irás fazer para apaziguar a ira de Deus, para expiar todos os teus pecados, e escapar da punição que tu tens tão justamente merecido? Ai de mim! Tu não podes fazer coisa alguma; nada que irá, de alguma forma, reparar para Deus alguma obra, palavra ou pensamento pecaminoso. Se tu pudesses agora fazer todas as coisas boas; se, deste momento em diante, até que tu alma retorne para Deus, tu pudesses executar a obediência perfeita e ininterrupta, mesmo isto não iria reparar o que passou. O não aumentar teu débito não iria saldá-lo. Ele ainda permaneceria tão grande como sempre. Sim, a obediência presente e futura de todos os homens sobre a terra, e de todos os anjos no céu, não traria satisfação à justiça de Deus, por um único pecado. Quão inútil, então, foi o pensamento de reparar por teus próprios pecados, através de alguma coisa que tu possas fazer! Custa muito mais redimir uma alma, do que toda a humanidade é capaz de pagar. De modo que não existe outra ajuda para o pecador culpado, sem dúvida, ele deve perecer eternamente.

6. Mas suponha que a obediência perfeita, no futuro, pudesse reparar os pecados passados, isto seria de nenhum proveito para ti; porque tu não és capaz de executar isto; não; de maneira alguma. Comece agora: Faça uma tentativa. Livre-se daquele pecado exterior que tão facilmente assola a ti. Tu não podes. Como, então, tu irás mudar tua vida, de todo o mal para todo o bem? De fato, é impossível de ser feito, a menos que, primeiro, teu coração mude. Porque, por quanto uma árvore permanece má, ela não poderá produzir bons frutos. Mas será que tu és capaz de mudar teu próprio coração; do pecado total, para a total santidade? Vivificar a alma que está morta no pecado, -- morta para Deus, e viva apenas para o mundo? Não mais do que tu és capaz de vivificar um corpo morto; trazer de volta à vida aquele que está na sepultura. Sim, tu não és capaz de vivificar tua alma, em algum grau; não mais do que dar vida, em algum grau, a um corpo morto. Tu não podes fazer coisa alguma, mais ou menos, a este respeito; tu estás totalmente sem força. Estar profundamente consciente disto, do quão impotente tu és, assim como, do quão culpado e quão pecador, -- este é aquele 'arrependimento', que é o precursor do reino de Deus.

7. Se à esta convicção viva de teus pecados interiores e exteriores; de tua mais extrema culpa e impotência, forem acrescentadas afeições adequadas, -- tristeza do coração, por tu teres menosprezado tuas próprias misericórdias, -- remorso, e autocondenação; tendo fechado tua boca, -- vergonha, por ergueres teus olhos aos céus, -- temor da ira de Deus, habitando em ti, da maldição de Deus, dependurada sobre tua cabeça, e da flamejante indignação pronta a devorar esses que se esqueceram de Deus, e não obedeceram nosso Senhor Jesus Cristo, -- desejo sincero de escapares daquela indignação, cessares o mal, e aprenderes a fazer o bem; -- então, eu digo a ti, em nome do Senhor, 'Tu não estás longe do reino de Deus'. Um passo mais, e tu entrarás nele. 'Arrepende-te'. Agora, 'creias no Evangelho'.  

8. O evangelho (ou seja, as boas novas; as boas notícias para os pecadores culpados e impotentes), em um sentido mais amplo, significa toda a revelação feita por Jesus Cristo, aos homens; e, algumas vezes, todo o relato do que nosso Senhor fez e sofreu, durante seu tabernáculo entre os homens. A substância de tudo é que 'Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores'; ou 'Deus amou de tal modo o mundo que deu seu Unigênito para que não perecêssemos, mas tivéssemos a vida eterna'; ou 'Ele foi ferido por nossas transgressões; Ele foi machucado por nossas iniqüidades; o castigo de nossa paz estava sobre ele; e com suas chicotadas fomos curados'.  

9. Creias nisto, e o reino de Deus é teu. Pela fé, tu obténs a promessa. 'Ele perdoa e absolve todo que verdadeiramente se arrependem, e sinceramente acreditam em seu santo Evangelho'. Tão logo Deus fale ao teu coração, 'Ânimo, teus pecados foram perdoados', seu reino virá: Tu terás 'a retidão, paz e alegria no Espírito Santo'.

10. Apenas cuida, tu, de não enganares a tua própria alma, com respeito à natureza desta fé. Ela não se trata, como alguns têm afirmado apaixonadamente, de uma mera aquiescência da Bíblia, dos artigos de nosso credo, ou de tudo que está contido no Velho e Novo Testamento.  Os demônios acreditam nisto, tanto quanto eu ou tu! E, ainda assim, eles ainda são demônios. Mas ela é, acima de tudo isto, a confiança verdadeira na misericórdia de Deus, através de Jesus Cristo. É a confiança no Deus clemente. É a evidência ou convicção divina de que 'Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo para si mesmo, não imputando a ele suas' primeiras 'transgressões'; e, em particular, que o Filho de Deus amou a mim, e deu a Si mesmo por mim; e que eu, até mesmo eu, estou agora reconciliado para Deus, através do sangue da cruz. 

11. Tu crês desta forma? Então, a paz de Deus está em teu coração, e a tristeza e lamentação fugiram. Tu não mais duvidas do amor de Deus; ele está claro como o sol do meio-dia. Tu clamas: 'Minha canção deverá ser sempre sobre a bondade do Senhor: Com minha boca eu irei sempre falar de tua verdade, de geração em geração'. Tu não mais temerás o inferno, ou a morte, ou aquele que, uma vez, teve o poder da morte, o diabo; não; não temerás dolorosamente o próprio Deus; tu terás apenas o temor terno e filial de afligir a Ele. Tu crês? Então, tua 'alma magnífica o Senhor', e teu 'espírito se regozija em Deus, teu Salvador'. Tu te regozijas Naquele em quem tu tens 'redenção, através de Seu sangue, até mesmo, o perdão dos pecados'. Tu te regozijas naquele 'Espírito de adoção', que clama em teu coração, 'Aba, Pai!'. Tu te regozijas na 'esperança completa da imortalidade'; no alcançar a 'marca do prêmio por teu alto chamado'; na sincera expectativa de todas as boas coisas que Deus tem preparado para aqueles que O amam.      

12. Tu agora crês? Então, 'o amor de Deus está' agora 'espalhado em teu coração'. Tu amas a Ele, porque Ele primeiro amou a nós. E porque tu amas a Deus, tu amas a teu irmão também. E sendo preenchido com 'o amor, a paz, e a alegria', tu estás também preenchido com a 'longanimidade, gentileza, fidelidade, bondade, humildade, temperança', e todos os outros frutos do mesmo Espírito; em uma palavra, com quaisquer disposições que sejam santas, que sejam celestiais ou divinas. Porque, enquanto tu 'olhares com a face aberta', descoberta (o véu, estando agora retirado) 'a glória do Senhor', seu amor glorioso, e a imagem gloriosa, em que tu foste criado, tu estarás 'mudado para a mesma imagem, de glória em glória, através do Espírito do Senhor'.

13. Este arrependimento, esta fé, esta paz, esta alegria, este amor, esta mudança de glória em glória, é o que a sabedoria do mundo tem sugerido ser loucura, mero entusiasmo, e completa abstração. Mas tu, ó homem de Deus, com te preocupes com eles; não te abales por quaisquer dessas coisas. Tu sabes em que tu tens crido. Vê que nenhum homem tire tua coroa. O que tu obtiveste, segura firme, e segue, até que obtenhas as grandes e preciosas promessas. E tu que ainda não conheces a Ele, não permitas que homens presunçosos façam com que te envergonhes do Evangelho de Cristo. Não te impressiones com coisa alguma, através desses que falam mal das coisas que eles não conhecem. Deus logo irá transformar tua opressão em alegria. Que tuas mãos se abaixem! Ainda que demore um pouco, Ele fará desaparecer teus medos, e dará a ti o espírito de uma mente sã. Ele que está perto de ser 'justificado: Quem poderá condena-lo? É Cristo, que morreu; sim, antes, que ressuscitou, e que está, desde então, à direita de Deus, fazendo intercessão', por ti.
           
'Coloca-te, agora, nas mãos do Cordeiro de Deus, com todos os teus pecados, por muitos que eles sejam; e uma entrada será ministrada junto a ti, no reino de nosso Senhor, e Salvador Jesus Cristo!'.

[Editado anonimamente na Memorial University of Newfoundland, com correções de George Lyons da Northwest Nazarene College para a Wesley Center for Applied Theology.]